sábado, 31 de dezembro de 2011

ROTINA

               O TEMPO DA PALMATÓRIA II

               O tempo da palmatória. As meninas serviam apenas de torcida, mas aqui e acolar sempre apecia uma valentona! Mas terminava se dando mal, porque aquilo alí, era pros machos. Era assim que agente naquele tempo, agia e reagia, como criança ou adolescente; nada de drogas! nem sequer bebidas ou tabagismo; os mais perversos, às vezes furavam os outros com grafites de lápis, e até taxinhas na bunda - quando sentavam-se sem olhar aonde. Mas tudo isso dava um castigo danado, e eram bem poucos, os que se atreviam fazer isso. Mas afóra isso, todos se respeitavam.

               No dia seguinte, sobre aqueles longos e bruscos bancos de madeira, todo mundo sentava-se lado a lado, sem rixa e sem rancor; naquele tempo se podia ensinar um colega, se ele não soubesse a lição, e até se ganhava do mestre, um elogiozinho depois. Só aos sábados, não se podia - nem se devia soprar nada para ninguém; porque alí enfileirava-se todo mundo, numa meia lua em frente ao mestre, e com uma distinta austeridade, começava-se o argumento.

               ... Essa avaliação de memória, naquele tempo significava muita coisa, era que os professores, dalí retiravam as qualificações individuais de cada aluno. Aqueles que mais levassem bolos, infelizmente, não podiam se queixar de ninguém, nem para ninguém, porque eles mesmos sabiam o por que de estarem levando mais bolos.

Por isso naquele tempo se estudava de verdade, e se aprendia também de verdade; não é que as crianças, os adolecentes, ou os jovens, naquele tempo fossem mais inteligentes do que os de hoje, nada disso! É que naquela época o estudo era raro, as crianças e adolecentes em sala de aula eram disciplinados, obedientes e tinham mais interesses.

                  E porisso o estudo, sobre todas as tarefas, era atenciosamente exigido, tanto pelos mestres, como pelos pais; naquelas décadas de mil novecentos e quarenta, até mil novecentos e sessenta, o que um mestre dissesse para um aluno, era considerado como se fosse uma lei. E aí se os pais soubessem que os filhos o houvessem desobedecido! Seriam règiamente castigados, coisa que óbviamente hoje não existe mais, infelizmente.

Naqueles bons tempos - o Maranhão tinha como sussessor do governador Newton Bello, o senhor José Sarney de Araújo Costa, advogado, escritor, e profissionalmente político... Naquele tempo eu nem ainda era de maior, mas mesmo assim, graças a corrupção que existia, pude dar o meu primeiro voto. Fiquei empolgado cívicamente, mesmo estando sendo usado pelas mãos corrúptas. Recebí o meu título de eleitor aos meus dezesseis anos - em mil novecentos e sessenta.      
            

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

ROTINA

              O TEMPO DA PALMATÓRIA

              O tempo da palmatória, não era aquele tempo de carrancismo, nem de crueldade como dizem os desobedientes de hoje; alí, era o tempo da disciplna, da ordem e do respeito; quando todos aprendiam fàcilmente, e mais fàcilmente se respeitavam uns aos outros. Quando racionalmente era usada a palmatória, crianças indisciplinadas entravam na ordem, obedeciam e se esforçavam para aprender, sem levar apenas um bolo.

Os homens por mais rudes que fossem, eram mais homens, mesmo que fossem castigados não choravam; e as mulheres para não sofrerem vexames perante os meninos, tornavam-se mais inteligentes e habilidosas no que faziam. Ninguém era santo, mas também ninguém brigava em sala de aula. Acertos de conta, sempre eram feitos pelo meio dos caminhos de volta.

Se algum brigão tivesse que tentar alguma desfórra, tinha que se comportar como bom menino, até chegar à beira do riacho ( que o apelidamos de ) Ipiranga, para poder iniciar o seu duelo... Cujo baixío,  nem chegava ser um riacho exatamente, era um córrego periódico, e estava sempre vazio; mas, os arbustos das suas margens, estavam sempre verdejantes.

Os canapuns, as berdoéguas e os muçambês, quantas vezes não tingiram de verde, as fardas que eram azúis e brancas. O nosso bom professor, Nelson Luiz Pereira Souza, (poeta popular da aldeia - interior maranhense) e nossos pais, jamais poderiam nem sequer sonharem com esse local de acertos, aonde todas as decisões de lutas deveriam ser tomadas.

O meio dessa estradinha de barro era deserto, mas tudo que acontecia alí, tinha que ficar alí mesmo; porque se alguém enredasse para algum dos pais, ou para o professor, se por acaso já tivesse apanhado, no dia seguinte - novamente apanharia, salvo se fosse forte e virasse o jogo. 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

ROTINA

               COMO SE APRENDER MAIS FÁCIL III

               Como se aprender mais fácil. Ser obediente, além de ser necessário, é uma obrigação humana, principalmente quando se deseja aprender alguma coisa; pois até o sábio obedece ao tolo, quanto precisa ouvir as suas tolices, para poder aconselhá-lo. Aquele que não obedece a ninguém, está predestinado a  quarenta e oito por cento da ignorância bruta - de todas as camadas da sociedade humana, sobre todos os termos das ciências; tanto tecnológicas, como natural. Principalmente a sobrenatural.

Gente assim, só lhe corre nas veias o sangue da selvageria, como também, em vez de massa cinzenta para ocupar o interior do seu crânio, existe simplesmente uma gororoba negra sem nenhum sinal de raciocínio. Sinto muito em ter que dizer isso dessa forma, mas, se o Guilherme Karam fosse falar deste mesmo assunto, não tenho dúvida, ele também diria desse mesmo jeito.

             Por que é que a maioria  das crianças e adolescentes estão sendo reprovados, em quase todas as escolas de diversos níveis! Não é só pela má qualidade do ensino, nem pela falta de alimentação escolar, ou ainda porque não tenha o transporte adequado e salas de aula para todo mundo, como sempre alegam desde quando me entendí como gente.

Todos os homens e mulheres que nessa data, quatro anos antes desses dois milênios; estão entre quarenta e oito e cinquenta e cinco anos, devem lembrarem-se nítidamente, de mil novecentos e cinquenta e sete, principalmente da euforia de mil novecentos e cinquenta e oito, na construção de Brasília;

Mil novecentos cinquenta e nove e mil novecentos sessenta, quem pode esquecer a guerra do Vietnã, os monstruosos foguetes da nasa, a inesquecível inauguração de Brasília, a febre estérica da juventude - fã dos Beatles! Inclusive a jovem guarda no Brasil! E quem desses, dessa mesma idade não se lembra disso!!

            Foi de lá que começou o reforço da desobediência jovem, incluindo jovens, adolescentes, e finalmente, as crianças. Em mil novecentos cinquenta e sete, a carta de ABC era feita à mão, pelo próprio professor, que, ainda se relembra o seu nome, no alto externo da capa de frente.

Nelson Luíz Pereira, eu mesmo relembro o seu nome, e o seu comportamento moral, à frente dos seus alunos; e cada aluno o aplaudia e o respeitava pelo seu modo sincero de ensinar. Apesar do tempo, ser o tempo da palmatória.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

ROTINA

              COMO SE APRENDER MAIS FÁCIL II

              Como se aprender mais fácil, segundo essas mesmas afirmações dequedentes, não são feitas só pelas pessoas do campo, ou pela maioria dos operários da nossa construção civil, mas também por diversas domésticas; nascidas ou radicadas em cidades em cidades grandes, ou pequenas; mas, as mesmas justificativas são equivalentes as demais: Não tenho tempo, não tenho dinheiro, já passei da idade, sou muito rude, não tenho coragem de sair à noite, e assim por diante, ... só que todas estas, e outras afirmações desse mesmo tipo, resume-se numa só palavra que, na realidade é o irmão da preguiça e do desinteresse; cujo vilão, chama-se: COMODISMO.

               Muitos pensam que o comodismo, é simplesmente uma besteirinha de nada, mas é aí aonde se enganam! O comodismo é a doença mais perigosa para o ser humano, ele é a quarta entre as dez principais enfermidades do mundo, e se cognomina de Hipnose-de-Asmodeu, ou sono-da-morte. Todo aquele que se sentir, lesando-se de pouco a pouco por cuja doença, deve procurar imediatamente um psicanalista, e depois de um prognóstico amiúde - faça-se um diagnóstico minucioso, e em seguida obedeça piamente o seu receituário; e após uma segunda ou terceira terapia, verá que o voce de ontem, não tem nada haver com voce de hoje; quero dizer: Voce vai ignorar o estado-d'alma que conduzia o seu corpo, e fique certo, a sua mente vai lhe agradecer, e a sua força de vontade se afluirá.

Se casualmente, voce é um desses que fez, ou ainda faz alguma dessas afirmações dequedentes, citadas acima, e não puder pagar a consulta e o tratamento desse médico, peça ajuda a ele mesmo, e alguém o ajudará. Infelizmente, o Brasil é o segundo maior portador desse mal, só que os brasileiros não o reconhecem como doença, coisa qualquer bahiano poderia dizer, mas não diz; e assim vão passando egoìsticamente, sem pensar no futuro; principalmente os que já se encontram enfermos e não se admitem, e deixa que o amanhã! Já talvez seja um pouco tarde...  Porque dos quarenta e cinco em diante, os sintomas dessa doença, já não são tão bons para um restabelecimento.

Se acaso alguém julgá-lo ser muito tarde, tente, porque mesmo assim, isso não quer dizer que seja impossível, e a cura desse mal, depende muito do seu hospedeiro. E boa sorte. Ninguém confunda paciência com comodismo, porque  além d'isso ser uma comparação esdrúxula, é um equívoco sem tamanho; pois a paciência é uma virtude divina que, equipara uma outra sensatez humana, necessária, devidamente necessária, e todos os homens naface da terra, em qualquer tempo e espaço, mesmo porque ela não é nada menos, que a esperança, cujo comportamento é um derivado da fé, e porisso se réintegra no amor e no respeito ao próximo; dando a cada um, o tempo necessário ao outro para que pratique o bem, ou se redima de algum mal que por desventura tenha feito.         

ROTINA

               COMO SE APRENDER MAIS FÁCIL

               Como se aprender mais fácil. A imprudência é um qualificativo que todas as pessoas, devem fugir dele, como o diabo foge da cruz; usar a palavra ignorância, é o que menos o texto desse livro queria! Mas isso é impossível, principalmente quando se trata de verdade explícita. E quanto mais as pessoas tentem civilizar-se, educando-se por um lado, mas pelo outro, a ignorância invade - como um vendaval maldito; gostaria de dizer: felizmente, mas não há outro meio para que não seja o contrário. Estamos em pleno clarão de dois mil, documentando tudo que a internet nos trás, e por que ainda essa massa tão grande, permanece mergulhada neste maldito oceano! Não, isso não é falta de quem a ensine, nem também de tempo; pois jamais o tempo, pode ou deve ser o pagador desse mico.

               A verdade, é que a imprudência gera a ignorância, e a ignorância gera muitas outras qualidades de violências que, além da pobreza espiritual, são deveras desagradáveis; inclusive o desinteresse... Essa atitude, é de vez em quando, alegada nas justificativas de diversas maneiras; como por exemplo: Trabalho de sete às onze, e de uma ou seja, de treze às dezessete horas de cada dia; portanto, o cansaço não me deixa estudar, e isto é conversa fiada! Porque todo trabalhador, diàriamente, tem duas horas disponíveis; mas, infelizmente, o brasileiro prefere disperdiçar esse tempo num carteado de baralho, ou num boteco de esquina, do que aproveitá-lo num aprendizado qualquer, e o pior é que ainda diz que não estuda, por falta de tempo.

... noutros casos, há quem diga bem pior, e de maneira totalmente desaprovável; como no caso de muitos serventes da construção civil, e outros jovens que se acomodam no dia-a-dia, como autônoms, e assim, vão passando no anonimato, com apenas dezenove, vinte, e até vinte e cinco, ou trinta anos de idade, e nem sequer tremem ao dizer que já estão velhos para estudar.
           Essas pessoas que se auto-avaliam nos seus Q-ís, não sentem a menor sensibilidade no interesse de mudarem nada em seus arredores; por isso a maiori deles, diz sempre esses absurdos. Mas tudo isso, são barbaridades, deduzidas pelas suas próprias ignorâncias, e que no íntimo deles, fica o dito pelo não dito.   

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

ROTINA

               OPÇÃO, DÚVIDA E DESISTÊNCIA

               Opção, dúvida e desistência. Qualquer que seja a escolha feita em nossas vidas, deve ser honrada; exatamente com o mesmo valor de quando optamos, seja por qual tempo for... Exceto se existir um sistema (de normas) estatutário, legalmente, e de acordo com quem, e com que se possa em caso de dúvida, consultar as legalizações para a permanência ou desistência; mesmo porque qualquer opção significa escolher um caminho para seguir em frente, e se essa escolha for celebrada por um sacramento em cerimônia formal, deve obrigatòriamente pelo seu voto, ser cumprida e respeitada; até que se concretize a credibilidade da sua fé, e da sua mesma verdade com o que optou em princípio...

Se no decorrer de pelo menos tres datas de comemoração, desse mesmo evento, apresentarem-se dúvidas, de um, ou de outro lado! É sinal que cujos votos, não merecem a sagrada bênção do bem-estar. Por isso, é melhor que se recorra aos ditames, sobre essa mesma escolha, e se desfaça dela se legalmente puder. Em muitos casos essa legalidade não pode acontecer, não porque ela não tenha o direito de exigir do magistério judiciário, o seu aval de julgamento, mas, porque basta um só do cônjuge, nítidamente, se negar em assinar os trâmites, ou simplesmente, os termos finais da separação. Assim sendo, o Meritíssimo Senhor Juiz, seja de qual Estância for, da Vara Familiar que, no uso legal dos seus atributos, decidirá imediatamente à revelía.

             Portanto, não adianta se querer uma coisa, ou alguém, só porque achou bom e bonito pela primeira, ou até mais vezes! mas ainda não é o suficiente para se ter a certeza, de que é realmente aquilo que queremos, para definitivamente acompanhar as nossas vidas. Pois esse tipo de escolha deve ser minucioso e atento, usando sempre as deduções de análises como regra decimal, por onde deve correr o fiel da balança, que calcula o peso... Nessa medida, não pode, nem deve prevalecer o egoismo, ou seja, o respeito em qualquer sentido. Então, quando assim se procede, difìcilmente a opção vai precisar da desistência de alguém.      

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

ROTINA

             IGNORÂNCIA, MEDO E EQUÍVOCO II

             Ignorância, medo e equívoco II. Tudo que um embrião começa psifotogravar do mundo externo, é como se estivesse escrevendo em frente a um grande espelho, e que só lhe seria válido a imagem refletida, e não exatamente o original do reflexo; isto significa que um embrião, ou feto, até um pouco antes do seu nascimento, ele é uma matéria cem por cento predominada pelo espírito!  

             Portanto, quaisquer que sejam os seus conhecimentos, ou informações, são incógnitas ou protegidas por uma certa codificação secreta, que só os pais ou algumas pessoas, às vezes coincidentemente, acertam alguma coisa; mas mesmo assim, quando eles percebem a dúvida dessas pessoas, não hesitam em reagir...

             Por isso os pais, os pediatras ou qualquer responsável por um recém-nascido, é melhor não quererem saber ou entender o que ele quer ou sente, e sim, usarem a psicologia pré-recem-nascencial, cujo conhecimento se fundamenta no amor à salvação da vida, através da dieta física, que mais parece, ser uma uma incumbência para se advinhar, do que uma tarefa para se por em prática de responsabilidade e alto risco.

             A maioria dos seres humanos, equivocam-se entre sí, só por causa da ignorância, e por vias do medo; e por isso ninguém sobre a terra pode escapar de ser uma vítima, nem que seja apenas de um desses dois monstros; Pois até um semi-deus teme alguém desobedecê-lo; um super-herói teme fraquejar ao salvar a vítima; inclusive o sábio, tem medo de não saber tudo, e o tolo tem medo por não saber nada...

             E em geral todos temem alguma coisa por algum motivo, e isso é apenas um equívoco, um trapalhismo causado pela ignorância e revificado pelo medo. Entre todos os tipos de brutamontes, e selvagens desconhecidos; resta sempre um pequenino espaço para a compreensão do compadecimento, na hora certa; emboras não haja amor, mas, pelo menos, nem que seja um segundo, a ignorância preserva para a reflexão da sabedoria.