segunda-feira, 30 de dezembro de 2019


Daniel 7 - os 10 reis e o anticristo

Há cerca de 500 anos antes de Cristo, no tempo do império Babilônico, no primeiro ano de reinado de Belsazar, filho de Nabucodonosor, rei da Babilônia,  estando os judeus cativos na Babilônia e Jerusalém destruída, com inúmeros outros judeus dispersos noutras nações; entre os cativos na Babilônia, havia um profeta de Deus chamado Daniel.
E teve este Daniel sonhos e visões na sua cama acerca do futuro do mundo e dos impérios mundiais.  
E viu-se na visão 4 ventos que sopravam no mar grande, e viu-se subindo do mar grande, 4 animais.
Estes animais simbolizam 4 grandes governos mundiais desde o tempo de Daniel, desde a Babilônia até os nossos dias.

primeiro animal era como um Leão e tinha asas de água.
O leão subia bem alto, até que lhe foram arrancadas as asas e levantado da terra, e posto em pé como homem, e foi-lhe dado um coração de homem.
Esse leão representava Nabucodonosor,  e a Babilônia, e a soberba de Nabucodonosor, e como Deus o humilharia, fazendo-o passar 7 anos vivendo como um animal, ao fim dos quais, ele clamou a Deus e o Senhor lhe ouviu, e restitui-lhe o reino e concedeu-lhe um coração humilde, coração de homem.

segundo animal a subir do Mar Grande, era um Urso com três costelas na boca. O urso representava o império que veio depois de Babilônia, os Medos-Persas.
terceiro animal a subir do Mar Grande, era um Leopardo que tinha 4 cabeças e 4 asas.  As 4 asas faziam com que esse animal voasse muito rapidamente. Alexandre, o Grande, o primeiro rei do Império Grego, conquistaria grande parte do mundo então conhecido, em apenas 10 anos, o que é muito depressa. E as 4 cabeças indicam que o império Grego se dividiria em 4 reinos, por 4 generais de Alexandre.

quarto animal a subir do Mar Grande,  não tinha aparência conhecida; era terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha grandes dentes de ferro, e devorava e fazia em pedaços, e pisava a pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres.
Estando Daniel a considerar os 10 chifres, eis que, depois deles surgia outro chifre pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas.
E Daniel continuou olhando nas suas visões, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; a sua veste era branca como a neve, e o cabelo da sua cabeça como a pura lã; e seu trono era de chamas de fogo, e as suas rodas de fogo ardente.  Daniel 7:1-9


Bom, a Escritura Sagrada na Bíblia, já nos deixa esclarecidos quanto aos impérios passados: Babilônia, Medos e Persas, e Grécia, sobre os quais não há muita divergência no entendimento entre o meio cristão.
Então partiremos do 4º animal,  4º reino desde Babilônia:  Roma.


– Daniel 7:23 - "Disse assim: O quarto animal será o quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços".
Felizmente ou infelizmente, quase todos concordam que esse quarto animal é Roma.
– Daniel 7:24 - "E, quanto às 10 pontas, daquele mesmo reino, ou seja, de Roma, se levantarão 10 reis e depois deles se levantará um outro rei, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a 3 reis.

Aí temos uma questão: Quanto tempo durou o Império Romano? Acaso ele acabou-se no século V?  E passou-se a outro povo a partir de então?
- Não!

Nos impérios anteriores,  Babilônia, Medos e Persas, e Grécia,  o que demarcava o fim de um império e o conseqüente levante de outro, era a transição do domínio e o poder a outro povo. 
Por exemplo, se a Babilônia dominasse até Cristo, seria um só império e não três. Então, o que caracteriza a alternância do império é a transição de poder a outro povo, e não a mudança nas formas de governo que determinado império assume. E é o que se ocorreu com Roma! Pois ela dominou desde a época de Cristo até o século XV,  no oriente – chamado Império Bizantino,  e o século XVI, no ocidente, com a Igreja Católica Romana,  que não passou de ser o mesmo império romano.  Apesar de, como império, ter sofrido ataques, derrotas e variações de governo; contudo era romano: o mesmo povo, a mesma língua,  latim - no ocidente,  a mesma cultura e até a mesma capital. Ou seja, o domínio não passou-se a outro povo. Apenas sofreu alterações na sua forma de governo. E só caiu verdadeiramente, no oriente, no século XV,  1453, com a tomada de Constantinopla pelos turcos; e no ocidente, o domínio declinou-se somente mediante a infiltração da Reforma Protestante, século XVI, 1517. Com isso, toda a Europa e os países submetidos ao domínio romano,  tanto pela parte oriental, até a Rússia, por exemplo; quanto na parte ocidental, dominados pela Igreja Católica Apostólica Romana, foram-se libertando um a um, tanto na questão de poder secular quanto nos dogmas, que era o que os mantinha cativos. Depois desse período é que começa-se  a levantar-se, da própria Roma, como diz a profecia, os 10 reis.  Daniel 7: 24.
E a profecia não diz que os 10 chifres, ou reis, se levantariam todos juntos numa mesma hora, num só momento; ela diz apenas que de Roma se levantariam 10 pontas, chifres.

Agora podemos ver mais claramente, como de Roma, 4º império da visão, após Babilônia,  se levantaram os 10 reis da profecia; eles se levantaram de Roma, e não contra Roma.   Daniel 7:24.
Por exemplo, o domínio romano que se estende desde a época de Cristo até a Idade Média, após sua queda; após ruir-se verdadeiramente o império romano tanto no oriente quanto no ocidente, é que começaram então a se levantarem os 10 reis,  países, da profecia, como por exemplo: 
“InglaterraFrança 
EUARússia 
AlemanhaJapão,
China, Índia,
Paquistão e o próprio Estado de Israel”. 

E digo: se levantaram; porque além de serem importantes no atual cenário mundial, também oito desses 10 países possuem armas nucleares - enquanto outros dois detêm muita história, poder, influência, tecnologia. Então, isso explica o termo: "se levantarão" - que significa erguer-se, tornar-se grande, elevar-se em potência mundial.

Ora, vemos a história: "se levantarão" do 4º império,  ocorre-se com o passar do tempo, e após ruir-se de vez, o quarto império da visão - Roma; e após haver também muita disputa entre os países; desde à época da Colonização, quando também se dava a queda romana, muitos países que foram colonizadores parecendo-se levantar,  na verdade não o fizeram, como é o caso de Portugal, Espanha, Holanda.
Como também ocorre-se na Primeira e Segunda Guerra Mundial, quando o mundo esteve envolto numa batalha ferrenha na disputa por poder; no entanto, em tal disputa, muitos que, em época, não se envolveram e puderam se envolver, agora despontam como poderosos países – que, é o caso da China, da Índia, Paquistão e o próprio Estado de ISRAEL, que nasceu após a 2ª Guerra Mundial – 1948,  e todos esses possuem até armas nucleares.

Então, conforme a profecia: 10 reis haveriam de se levantar do 4º império da visão: Roma, e não contra Roma, como ocorreu-se aos povos bárbaros que invadiram Roma em 476 d.C. – que além de se levantarem, a guerrear,  contra Roma,  a profecia não diz assim, nem tampouco, se levantaram, ergueram, dela a profecia assim o diz,  "daquele mesmo reino se levantarão 10 reis".
Eis a profecia:
"Daniel 7:24 - "E, quanto às 10 pontas, daquele mesmo reino,  ou seja, de Roma,  se levantarão 10 reis e depois deles se levantará outro rei, o qual será, diferente dos primeiros, e abaterá a 3 reis."

Agora vamos novamente à história; após a queda de Constantinopla diante dos otomanos, o império romano no oriente verdadeiramente termina-se; e no ocidente, a Igreja Católica Romana, poder romano, que dominou fortemente a Europa também veio a cair-se devido à Reforma Protestante, ainda que lentamente, país por país - conforme a Reforma se alastrava.

Podemos ver algo similar no império grego; após a morte de Alexandre Magno, o império grego divide-se em quatro partes, e, apesar de serem divididos e muitas vezes contrários, a ponto de guerrearem entre si, contudo era o império grego, e não outro.
O mesmo se ocorre ao império romano; dividiu-se, mudou-se a forma de governo, sofre alterações, derrotas, porém era o poder romano, isso até o século XVI. A partir de então foi ruindo-se, até abrir caminho para que os 10 reis, 10 países, referidos na profecia se levantassem, de Roma.
E ainda que alguns países não se erguessem diretamente de Roma como é o caso dos EUA, Japão, China, Índia, Paquistão, que Roma não conquistara, contudo sua forma de governo é oriunda dos países que de Roma se levantaram: No ocidente, a Inglaterra com o seu pioneirismo dá-se a Revolução PuritanaRevolução Gloriosa,  século XVII, e depois a Revolução Industrial, século XVIII, das quais nasceu-se o Capitalismo, para depois alcançar o restante do mundo, a Independência Americana, a Constituição americana: a primeira nação democrática no mundo; Revolução Francesa, etc.;  e no oriente, na Rússia, dá-se a Revolução Russa, e o nascimento do Comunismo,  o regime de governo mais duro,  que o mundo até então conheceu.
E agora, quero dizer hoje, nenhum país no mundo, segue mais aquele velho estilo de governo que, sempre predominou desde os primórdios da humanidade: monarquia, reinado, absolutismo; todos, sem exceção, seguem uma dessas duas formas de governo existentes na atualidade e, os quais se levantaram do império romano, tanto na parte ocidental, quanto na oriental,  e que surgiram após o declínio do império romano,  para se levantarem os 10 reis, “potências” da profecia.
Nesses dois países: Inglaterra e Rússia; é que surgiram: o Capitalismo, com sua democracia e liberdade jamais vistas na humanidade, e o Comunismo, com a sua extrema ditadura: uma referência clara ao barro e o ferro - que compõem os pés na estátua em Daniel 2
Nunca antes na história humana, havia existido tais formas de governo. Até o século XVII e XVIII, o mundo era totalmente outro, vindo a transformar-se de regimes monarcas e absolutistas para o capitalismo e o comunismo.
E a ciência multiplicou-se exponencialmente.

Podemos fazer uma referência à profecia de Daniel 2, em que os pés da estátua eram de ferro e barro. Ora, enquanto os pés da estátua eram de ferro e barro, alguns impérios anteriores se comparavam ao ouro, Babilônia, à prata, Medos e Persas, ao cobre, Grécia, e ao ferro, Roma.
E as características descritas na profecia quanto ao ferro eram:
"E o quarto reino será forte como ferro; pois, como o ferro, esmiúça e quebra tudo; como o ferro que quebra todas as coisas, assim ele esmiuçará e fará em pedaços." Daniel 2:40.
Ou seja, segundo a profecia, o que caracteriza-se a ser um império de ferro é a sua forma de governo: dura, de imposição, pela força pela espada; esmiuçando, quebrando, fazendo em pedaços, e pisoteando a pés o que sobeja. Isso é o ferro, isto foi Roma.  Daniel 7:7.

E hoje, qual seria o governo de ferro em nossos dias? Será que existe? Qual seria o império duro como o ferro nos nossos dias?
A Resposta: O Comunismo!

Aliás, esse poderia dar aulas de dureza ao império romano. Enquanto Roma se susteve dos escravos de povos conquistados; o comunismo se sustinha de escravizados de seu próprio povo, e os chamados GULAGS,   campos de concentração soviéticos, que submetia o próprio povo a trabalhos forçados sob condições penosas e sub-humanas em campos de concentração, na maioria das vezes até a morte! Isso sem falar nas cotas de extermínio que o império mantinha em cada mês para manter-se o temor e o poder. O comunismo não só proibia a liberdade física, como também a liberdade religiosa e de expressão. Ou seja, até a liberdade de crença era proibida sob pena de morte. Quanto a sua ditadura todos sabemos, não é a toa que o mundo intitulara de "a cortina de ferro".

E o barro? Qual seria o governo de Barro,  da estátua de Daniel 2, em nossos dias ?
Por outro lado, o governo de barro que inicia-se pela revolução Puritana e Revolução Gloriosa na Inglaterra; e Revolução Industrial como também Revolução Francesa; em que fora deposto o absolutismo, a monarquia, país por país, dando lugar ao que chamamos hoje de: Democracia, Capitalismo. Onde todos possuem liberdade e democracia, liberdade até para se opor ao chefe de Estado.  Nunca se viu na história da humanidade regime semelhante!

Então, é nesse cenário, num império dividido, marcado por leis extremamente opostas é que se haveria de levantarem os 10 reis da profecia. E então diz: "depois deles [dos 10 reis] se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá três reis. Daniel. 7:24.

E analisando sobre os 10 reis,  países, mais poderosos e influentes no mundo hoje, quais deles poderiam ser mais odiados pelo anticristo,  a ponta que se há de levantar,  a ponto de serem destruídos?

Um deles é Israel,  Lucas 21:20,
Isso implica também EUA e Inglaterra, pois como se poderia invadir Israel sem passar primeiro pelos EUA e Inglaterra? Não são eles os grandes dominadores? E não é a Inglaterra um império já de tempos? E os EUA não são "um" com ela?

Quanto ao anticristo, diz dele "é uma ponta mui pequena", a qual ponta mui pequena se engrandecerá e há de destruir os "poderosos" e o povo santo. Daniel 8:24.  A propósito, quem são os poderosos?
E também diz dele: "e abaterá 3 reis".  Daniel 7:24.  Também diz o Apocalipse, que a besta destruirá a Grande Babilônia. E os EUA preenchem todos os requisitos de ser a tal Babilônia, ou seja, a Grande Babilônia. Então, a ponta pequena a se levantar, o anticristo, abaterá 3 das 10 primeiras pontas. -
E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei e eles serão entregues na sua mão por 1 tempo, e tempos, e metade de um tempo." - ou seja, três anos e meio.  Daniel 7:25
- "Mas o juízo estabelecer-se-á, e eles tirarão o seu domínio, para o destruir e para o desfazer até ao fim. E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo: o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão."  Daniel 7:26-27.


Irmão messias

sábado, 28 de dezembro de 2019


João Batista
 “Eu vos batizo com água, para arrependimento, mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias eu não sou digno de levar” Mateus 3: 11.
A história de João Batista é encontrada na bíblia, e está presente nos quatro evangelhos. Ele foi o profeta considerado pelos cristãos como precursor de Jesus Cristo, o Messias. Os pais de João Batista chamavam-se Zacarias,  que era sacerdote,  e Isabel, que era prima de Maria, a mãe de Jesus.
Estando Isabel grávida, a criança mexeu em seu ventre quando Maria chegou em sua casa, para visitá-la, e estando cheia do Espírito Santo, chamou Maria de bem-aventurada. Ao escolherem o nome do menino, queriam dar a ele o mesmo de seu pai, Zacarias, mas sua mãe aceitou. Seu pai estava mudo e escreveu o nome numa tabuinha concordando e assim foi definido  a escolha do nome “João”. Assim que concordou com o nome ele voltou a falar, e muitos da cidade temeram ao saber deste ocorrido. Consta nas escrituras que João Batista era cheio do Espírito Santo desde seu nascimento, seu cabelo não conheceu a navalha, e ele não ingeriu bebida forte durante toda a sua vida.
De acordo com as escrituras, várias passagens do evangelho indicam João Batista como precursor do Messias, pois foi ele quem batizou o povo com água para arrependimento, a fim de preparar o caminho para a chegada de Jesus, que batizaria o povo com Espírito Santo e com Fogo. João Batista já havia afirmado para o povo que não era digno de sequer levar as sandálias daquele que viria,  o Cristo. Inclusive, parte do povo questionou o profeta sobre Jesus estar se “destacando” mais que ele, fazendo obras maiores, com autoridade para perdoar pecados, cura e libertação,  etc.  e, João Batista respondeu “Importa que Ele cresça e eu diminua”  João 3:30.
Foi João Batista que, um tanto relutante, batizou Jesus com água, no Rio Jordão. Isso devido o fato de fato Jesus ser reconhecidamente a própria fonte de água da vida, e o próprio João Batista sabia disso. De acordo com o pensamento cristão, o batismo de Jesus foi realizado a fim de cumprir as promessas e para que seguissem o seu exemplo. Atualmente, por exemplo, durante a preparação de novos convertidos para o batismo, o esclarece que somente o batismo não garante a salvação, e sim que a salvação vem pela Fé em Cristo Jesus. O batismo na realidade faz parte do processo de salvação, complementando a convicção de morrer para o mundo e nascer para o Senhor, numa nova vida em Cristo.
João Batista foi preso ao afirmar que era ilícito o casamento do rei Herodes com a esposa de seu próprio irmão Filipe. Muitos concordavam com João Batista mais ninguém tinha coragem de manifestar a opinião contrária a atitude do rei, de roubar a mulher do irmão. De acordo com a Palavra, o rei gostava de ouvir João Batista falar, mas havia se agradado tanto de ver Salomé (filha de sua agora esposa) dançando que a prometeu dar o que ela quisesse... ela, por sugestão da mãe, pediu a cabeça de João Batista numa bandeja de prata. O rei entristeceu-se e para não voltar com sua palavra na frente de todos (o que seria humilhante para ele), atendeu ao pedido e deu ordens para a execução. E Jesus, recebido a notícia da morte de João Batista, retirou-se em lugar afastdo para orar.
Irmão messias



JOÃO BATISTA O PRECURSOR DO MESSIAS                    
INTRODUÇÃO.

Quando Deus enviou João Batista para exercer o seu ministério, as condições espirituais do povo de Israel estavam em rápido declínio. Com a centralização de poder por parte dos sacerdotes, as normas de Deus foram desvirtuadas, desobedecidas e as coisas santas foram profanadas. As exigências da sociedade e as de Deus se achavam em constante conflito. O sacerdócio tornava-se mais e mais corrupto. A cobiça das riquezas e o amor do luxo e da ostentação propagavam-se gradualmente, enquanto que os prazeres sensuais, banquetes e bebidas causavam degeneração física e espiritual, insensibilizando o povo ao pecado.

Além disso, a nação de Israel achava-se em estado de excitação e descontentamento como conseqüência da tirania e extorsão por parte de Roma. João Batista tinha a incumbência de denunciar a corrupção nacional e repreender os pecados dominantes. Ele dirigia suas advertências contra os líderes religiosos de Israel, notadamente contra os fariseus e saduceus (Mateus 3:7). Declarava ele que seu orgulho, egoísmo e crueldade demonstravam serem eles uma raça de víboras, uma terrível maldição para o povo. De acordo com as palavras do profeta Isaías, ele seria a voz que clamaria no deserto:

“Eis a voz do que clama: Preparai no deserto o caminho do Senhor; endireitai no ermo uma estrada para o nosso Deus.” Isaías 40:3.

Nos quatro evangelhos esta profecia tem sido destacada, associando-a ao mensageiro João Batista:

“Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.” Mateus 3:3

“Conforme está escrito no profeta Isaías: Eis que envio ante a tua face o Meu mensageiro, que há de preparar o teu caminho; voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.” Marcos 1:2 e 3.

“E ele percorreu toda a circunvizinhança do Jordão, pregando o batismo de arrependimento para remissão de pecados; como está escrito no livro das palavras do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai as suas veredas.” Lucas 3:3 e 4.

“Respondeu ele: Eu sou a voz do que clama no deserto. Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.” João 1:23.


II – O ANJO GABRIEL ANUNCIA O NASCIMENTO DE JOÃO BATISTA

Durante o reinado de Herodes, o Grande, vivia na região montanhosa da Judéia um idoso sacerdote de nome Zacarias, da ordem sacerdotal de Abias e sua esposa Isabel, pertencente à família de Arão, descendente, pois, de uma linhagem de sacerdotes. Não se sabe ao certo em que cidade da Judéia morava o casal Zacarias e Isabel, mas acredita-se que ela ficava 140 quilômetros ao sul de Nazaré. Com relação a Zacarias e Isabel, diz o relato bíblico que “ambos eram justos diante de Deus, andando irrepreensíveis em todos os mandamentos e preceitos do Senhor.” Lucas 1:6.

Zacarias dirigiu-se a Jerusalém para ministrar os serviços sacerdotais segundo a ordem da sua turma, que era de Abias. A definição da ordem de cada turma foi feita pelo profeta Davi, quando dividiu o ano sagrado dos hebreus em 24 turnos ou quinzenas. Assim, foram escolhidos os maiorais de cada turma para dirigirem os serviços do santuário. Por ser quinzenal, duas turmas exerciam suas atividades no santuário em cada mês do calendário. O registro bíblico das primeiras 24 turmas encontra-se em I Crônicas 24:

“E Davi os repartiu, como também a Zadoque, dos filhos de Eleazar, e a Aimeleque, dos filhos de Itamar, segundo o seu ofício no seu ministério. ...E os repartiram por sortes, uns com os outros; porque houve maiorais do santuário e maiorais da Casa de Deus, assim dentre os filhos de Eleazar, como dentre os filhos Itamar. ...E saiu a primeira sorte a Jeoiaribe, a segunda a Jedaias; ...a sétima a Hacoz; a oitava a Abias; ...a vigésima terceira a Delaías; a vigésima quarta a Maazias.” I Crônicas 24:3, 5, 7, 10 e 18.

Deve-se observar que a oitava quinzena, dentro do ano sagrado dos hebreus, cabia ao turno de Abias. Esta quinzena correspondia à segunda metade do mês de Tamuz (quarto mês do calendário hebraico), que corresponde ao mês de julho, com base no calendário gregoriano, atualmente em vigor no mundo inteiro. O sacerdote Zacarias, pai de João Batista fazia parte da turma de Abias e a Palavra de Deus nos relata que nesta quinzena ele cumpriu os serviços sacerdotais no templo na ordem da sua turma:

“Ora, estando ele a exercer as funções sacerdotais perante Deus, na ordem da sua turma, segundo o costume do sacerdócio, coube-lhe por sorte entrar no santuário do Senhor, para oferecer o incenso.” Lucas 1:8 e 9.

Enquanto ele exercia as suas funções no templo, apareceu-lhe o anjo Gabriel da parte de Deus, avisando-o que sua esposa Isabel iria ter um filho e que se chamaria João:

”Então, um anjo do Senhor lhe apareceu, posto em pé, à direita do altar do incenso. E Zacarias, vendo-o, turbou-se, e caiu temor sobre ele. Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João.” Lucas 1:11-13.

Por ter duvidado da palavra de Deus, transmitida pelo anjo, Zacarias ficou mudo e só voltou a falar depois do nascimento da criança:

“Disse então Zacarias ao anjo: como terei certeza disso? Pois eu sou velho, e minha mulher também está avançada em idade. Ao que lhe respondeu o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para te falar e te dar estas boas novas; e eis que ficarás mudo, e não poderás falar até o dia em estas coisas aconteçam; porquanto não creste nas minhas palavras, que a seu tempo hão de cumprir-se.” Lucas 1:18-20.

Há de se destacar que o nascimento de João Batista foi um caso invulgar. Com base nos registros do evangelista Lucas, os pais de João Batista não tinham filhos, “porque Isabel era estéril, e ambos eram avançados em idade.” Lucas 1:7.

Casos idênticos ocorreram com algumas figuras notáveis do Antigo Testamento, tais como Isaque (Gênesis 25:21), Sansão (Juízes 13:1-5) e Samuel (I Samuel 1:1-20), todos nascidos de mães consideradas estéreis.

Diz o relato bíblico que Zacarias voltou para casa, após terminar seus trabalhos no templo e só então a sua esposa concebeu:

“Sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou para casa. Passados esses dias, Isabel, sua mulher, concebeu e ocultou-se por cinco meses,...” Lucas 1:23-24.

De acordo com esses dados, Isabel concebe no final do quarto mês do calendário hebraico (Tamuz).

No sexto mês de gestação de Isabel (décimo mês do calendário hebraico – Tebete), que corresponde ao mês de janeiro, segundo o nosso calendário gregoriano, o mesmo anjo Gabriel, comunica este fato a Maria, e lhe anuncia que ela conceberia e daria à luz um filho, ao qual poria o nome de Jesus (Lucas 1:31). João Batista, portanto, era 6 meses mais velho que Jesus. Diz o relato bíblico que “naqueles dias levantou-se Maria, foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá, entrou em casa de Zacarias e saudou a Isabel. ...e Maria ficou com ela cerca de três meses; e depois voltou para sua casa. ...Ora, completou-se para Isabel o tempo de dar à luz, e teve um filho.” Lucas 1:39, 40, 56 e 57.

Completados para Isabel os nove meses de gestação, nasceu João Batista. Seu nascimento ocorreu em fins do primeiro mês do calendário hebraico (Nisã ou Abib), que corresponde ao mês de abril, com base no calendário gregoriano, atualmente em vigor. Mais tarde, depois do nascimento de João Batista, mais precisamente quando se completaram os oito dias para o ritual da circuncisão do menino, era costume anunciar o nome que se queria dar à criança. Não foi pequeno o alvoroço dos vizinhos e parentes presentes, quando Isabel declarou que o recém-nascido se chamaria João. A escolha pareceu incomum, pois, contrariamente aos costumes, esse era um nome estranho à família de Zacarias:

“Ao que lhe disseram: Ninguém há na tua parentela que se chame por este nome. E perguntaram por acenos ao pai como queria que se chamasse. E pedindo ele uma tabuinha, escreveu: Seu nome é João. E todos se admiraram.” Lucas 1:61-63.

Todos ficaram em alvoroço, e a confusão ainda aumentou quando, após tanto tempo em silêncio, Zacarias, de repente, abriu a boca e começou a louvar o Senhor em alto e bom som.

Zacarias, o velho genitor, anuncia que aquele filho recém-nascido, “será chamado profeta do Altíssimo” Lucas 1:76. Ele cumpriria uma profecia dada por Deus ao profeta Isaías (Isaías 40:3) e ao profeta Malaquias (Malaquias 3:1).


III – O MINISTÉRIO DO PROFETA JOÃO BATISTA

Deus chamara o filho de Zacarias para uma grande obra. As escrituras Sagradas relatam que “o menino crescia, e se robustecia em espírito; e habitava nos desertos até o dia da sua manifestação a Israel.” Lucas 1:80. Esse mensageiro tinha que ser santo, por isso, antes do seu nascimento o anjo dissera a Zacarias que ele “será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo.” Lucas 1:15. Eram condições indispensáveis para cumprimento de sua missão, pois ele foi chamado para exercer o sacerdócio de Deus. Seu papel seria semelhante ao dos profetas do Antigo Testamento, incumbidos por Deus a encorajar o povo a converter-se de seu mau caminho e voltar-se para Deus.

Ele não foi educado nas escolas dos rabis e nem foi enviado às escolas de teologia para aprender a interpretar as Escrituras. Deus chamou-o ao deserto, para ali aprender acerca da natureza e foi ali que ele se preparou para exercer a sua missão de “converter muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus e ir adiante dEle no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, a fim de preparar para o Senhor um povo apercebido.” Lucas 1:16 e 17. Ele foi comparado ao destemido profeta Elias, que em seu ministério confrontou governantes ímpios e líderes religiosos pagãos. Inclusive nas maneiras e no vestuário, assemelhava-se ao profeta Elias:

“Ora, João usava uma veste de pelos de camelo, e um cinto de couro em torno de seus lombos; e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre.” Mateus 3:4. (Comparar com II Reis 1:8).

João Batista pregava a verdade e apresentava ao povo os mandamentos de Deus, sem jamais temer os homens e sem jamais temer a opinião popular. A verdade é que Deus não manda mensageiros para lisonjear o pecador. João Batista não transigiu com a sua consciência, nem perverteu os ensinamentos de Deus para conseguir posição social ou proteção. Ele percorreu toda a circunvizinhança do Jordão, pregando o batismo de arrependimento para remissão de pecados (Lucas 3:3) e cumprindo o que está escrito no livro do profeta Isaías (Isaías 40:3-5). Ele anelava despertar o seu povo para uma vida mais santa.

João Batista enfrentou os líderes religiosos, entre os quais os saduceus e fariseus, chamando-os de “raça de víboras”. A esses líderes, ele deu a seguinte mensagem:

“Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira vindoura? Produzi, pois frutos dignos de arrependimento, e não queirais dizer dentro de vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que mesmo destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão; E já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.” Mateus 3:7-10.

Entre as multidões que se haviam congregado em torno dele no Jordão, houve um que se destacou e o procurou para ser batizado. Tratava-se de Jesus, o Filho de Deus. Quando Jesus pediu o batismo, João Batista inicialmente recusou, por reconhecer sua própria pecaminosidade e a condição justa de Jesus. Ele exclamou: “Eu é que preciso ser batizado por Ti, e Tu vens a mim?” Mateus 3:14.

Mas Jesus insistiu e prometeu a João um sinal que iria identificar o Filho de Deus. Quando Jesus foi batizado, cumpriu-se o sinal: João viu o Espírito de Deus sendo derramado sobre Jesus e ouviu a voz do próprio Deus declarar que Jesus era Seu Filho (Mateus 3:17; Marcos 1:11; Lucas 3:22; João 1:34). Após ser batizado, esteve Jesus no deserto por cerca de 40 dias. Ao retornar, Jesus teve um encontro com João Batista em Betânia, da outra banda do Jordão. Nesta oportunidade João Batista apresentou Jesus aos que estavam com ele e disse-lhes: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.” João 1:29. No dia seguinte, naquele mesmo local, acompanhado por dois de seus discípulos, João Batista viu Jesus passar por ali. Fixando atentamente seus olhos para Ele, disse: “Vejam! Aí está o Cordeiro de Deus!” João 1:36.

Enquanto os discípulos de Jesus batizavam na região da Judéia, João Batista continuou seu ministério de forma independente, realizando batismos em Enom, próximo de Salim (João 3:22 e 23). Quando chegou a João a notícia de que Jesus estava fazendo muitos discípulos, João não ficou com ciúmes, mas replicou: “Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: Eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dEle. ...É necessário que Ele cresça e que eu diminua.” João 3:28 e 30.


IV – A PRISÃO E MORTE DE JOÃO BATISTA

João Batista exerceu grande parte do seu ministério no território leste do rio Jordão, região que se achava sob o domínio do rei Herodes Antipas, o qual era edomita (descendente de Esaú). O rei Herodes Antipas, embora obedecesse a algumas doutrinas do judaísmo, recebeu de Roma vários benefícios, entre os quais a cidadania romana, isenção de tributos e o cargo de tetrarca, sendo a sua parte a Galiléia e Peréia. Ele provocou escândalo ao divorciar-se de sua primeira esposa, a filha do rei nabateu Aretas IV, e casar-se com Herodíades, a esposa de seu meio irmão Herodes Filipe. Isto lhe custou uma represália por parte do rei nabateu Aretas IV, que, para vingar a filha, atacou-o e derrotou-o anos mais tarde.

Em suas exortações, João Batista repreendeu o tetrarca Herodes Antipas por todas as maldades que havia feito e por causa do seu novo casamento com Herodíades, denunciando esta união como ilegítima. Ele disse ao tetrarca: “Não te é lícito ter a mulher de teu irmão.” Marcos 6:18. Como prosélito, o tetrarca Herodes Antipas estava sujeito à lei judaica, que estabelecia claramente: “Se um homem tomar a mulher de seu irmão, é imundícia; ...” Levítico 20:21. A acusação de João Batista irritou especialmente a Herodíades, que influenciou Antipas a colocar o mensageiro de Deus na prisão. Diz o relato bíblico que “Herodíades lhe guardava rancor e queria matá-lo, mas não podia; porque Herodes temia a João, sabendo que era varão justo e santo, e o guardava em segurança; e ao ouvi-lo, ficava muito perplexo, contudo de boa mente o escutava.” Marcos 6:19 e 20.

Quando João Batista esteve preso, soube das obras poderosas realizadas por Jesus. Desejando a comprovação disso do próprio Jesus, mandou dois de seus discípulos para perguntar a Jesus: “És tu aquele que havia de vir, ou havemos de esperar outro?” Lucas 7:20. Os discípulos de João encontraram Jesus no exato momento em que Ele estava curando muitas pessoas de diversas doenças, inclusive devolvendo a vista aos cegos. Quando eles fizeram a pergunta, Jesus lhes respondeu: “Ide, e contai a João o que tendes visto e ouvido; os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho.” Lucas 7:22. Depois que os discípulos de João foram embora, Jesus dirigiu-se à multidão e disse: “Dentre os nascidos de mulher, não há maior do que João; ...” Lucas 7:28.

Algum tempo depois, Herodíades deu vazão ao seu rancor contra João. Durante a celebração do aniversário natalício de Herodes, a filha de Herodíades agradou a Herodes com sua dança, no que ele jurou dar-lhe tudo o que pedisse. Instigada pela mãe, que odiava João pelas acusações feitas a ela, a moça pediu a cabeça de João Batista. Herodes, em consideração a seu juramento e às pessoas presentes, concedeu-lhe este pedido. João foi decapitado na prisão e a cabeça dele foi entregue numa travessa à moça, que a levou à sua mãe (Mateus 14:6-11; Marcos 6:21-28).

Os discípulos de João Batista vieram e removeram o seu corpo e o sepultaram, relatando este assunto a Jesus (Mateus 14:12)


V - CONCLUSÃO

A missão de João Batista como precursor do prometido Messias foi plenamente reconhecida e teve amplo destaque nos escritos do Novo Testamento. João Batista foi descrito por Jesus como “muito mais do que profeta” (Mateus 11:9).

Jesus Cristo também confirmou aos Seus discípulos que a vinda de João Batista se dera em cumprimento da profecia de Malaquias 3:1:

“Este é aquele de quem está escrito: eis aí envio eu ante a tua face o meu mensageiro, que há de preparar adiante de ti o teu caminho.” Mateus 11:10 (ver também Lucas 7:27).

Um anjo enviado da parte de Deus resumiu a obra que seria realizada por João Batista, em cumprimento da profecia de Malaquias 4:5 e 6:

“Irá adiante do Senhor no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado.” Lucas 1:17.

Em muitos aspectos João Batista foi semelhante ao destemido profeta Elias. A fim de preparar um povo para o primeiro advento de Cristo, Deus enviou João Batista para andar “no espírito e virtude de Elias” (Lucas 1:16 e 17). É neste sentido, e neste só, foi ele o Elias, conforme anunciado pelo profeta Malaquias: “Eis que Eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor.” Malaquias 4:5. O mestre Jesus havia dito que João Batista cumpriu esta profecia (ver Mateus 11:14 e 17:10-13). Todavia, esse grande e terrível dia, conforme está descrito na mesma profecia de Malaquias 4:5, cumprir-se-á novamente no futuro próximo, porém, em toda a sua plenitude. É preciso analisar todo o seu contexto.

A mensagem de João foi clara, precisa e ela resultou em genuína operação de arrependimento e reforma nos corações daqueles que por ele foram batizados (Mateus 3:1-8). Ele não se corrompeu para conseguir proteção. O seu propósito era obedecer a Deus e permanecer leal a toda a verdade. Cristo tem declarado que João Batista não era uma cana agitada pelo vento (ver Mateus 11:7 e Lucas 7:24). É uma referência ao caráter justo de João e principalmente ao fato de ele ter sido um pregador que não transigia com o erro. O verdadeiro povo de Deus também não hesitará fazer suas escolhas entre o certo e o errado.

Irmão messias


sexta-feira, 27 de dezembro de 2019


JUDAS 3

1 - Pelo que, santos irmãos, participantes da vocação celestial, considerai o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus,

2 - como ele foi fiel ao que o constituiu, assim como também o foi Moisés em toda a casa de Deus.

3 - Pois ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou.

4 - Porque toda casa é edificada por alguém, mas quem edificou todas as coisas é Deus.

5 - Moisés, na verdade, foi fiel em toda a casa de Deus, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar;

6 - mas Cristo o é como Filho sobre a casa de Deus; a qual casa somos nós, se tão-somente conservarmos firmes até o fim a nossa confiança e a glória da esperança.

7 - Pelo que, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz,

8 - não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto,

9 - onde vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, e viram por quarenta anos as minhas obras.

10 - Por isto me indignei contra essa geração, e disse: Estes sempre erram em seu coração, e não chegaram a conhecer os meus caminhos.

11 - Assim jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso.

12 - Vede, irmãos, que nunca se ache em qualquer de vós um perverso coração de incredulidade, para se apartar do Deus vivo;

13 - antes exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado;

14 - porque nos temos tornado participantes de Cristo, se é que guardamos firme até o fim a nossa confiança inicial;

15 - enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação;

16 - pois quais os que, tendo-a ouvido, o provocaram? Não foram, porventura, todos os que saíram do Egito por meio de Moisés?

17 - E contra quem se indignou por quarenta anos? Não foi porventura contra os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto?

18 - E a quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão aos que foram desobedientes?

19 - E vemos que não puderam entrar por causa da incredulidade.


Irmão messias


3 JOÃO 1
O presbítero ao amado Gaio, a quem em verdade eu amo.
Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma.
Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram, e testificaram da tua verdade, como tu andas na verdade.
Não tenho maior gozo do que este, o de ouvir que os meus filhos andam na verdade.
Amado, procedes fielmente em tudo o que fazes para com os irmãos, e para com os estranhos,
Que em presença da igreja testificaram do teu amor; aos quais, se conduzires como é digno para com Deus, bem farás;
Porque pelo seu Nome saíram, nada tomando dos gentios.
Portanto, aos tais devemos receber, para que sejamos cooperadores da verdade.
Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura ter entre eles o primado, não nos recebe.
Por isso, se eu for, trarei à memória as obras que ele faz, proferindo contra nós palavras maliciosas; e, não contente com isto, não recebe os irmãos, e impede os que querem recebê-los, e os lança fora da igreja.
Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus.
Todos dão testemunho de Demétrio, até a mesma verdade; e também nós testemunhamos; e vós bem sabeis que o nosso testemunho é verdadeiro.
Tinha muito que escrever, mas não quero escrever-te com tinta e pena.
Espero, porém, ver-te brevemente, e falaremos face a face.
Paz seja contigo. Os amigos te saúdam. Saúda os amigos por nome. 3 João 1; 1, 15.

APOCALIPSE 1
Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo;
O qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto.
Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.
João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono;
E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados,
E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém.
Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.
Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.
Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo.
Eu fui arrebatado no Espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,
Que dizia: Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro; e o que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia.
E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro;
E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro.
E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo;
E os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas.
E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece.
E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último;
E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.
Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer;
O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas.   Apocalipse 1; 1, 20.