ROTINA
Manoel Messias Santos
OS ATENDIMENTOS
Os
atendimentos. Pais e filhos têm o mesmo dever ou obrigação de atenderem um ao
outro quando chamados, dependendo do tempo, da causa e da condição de quem
chama, ou está sendo chamado; se por exemplo, quem chamar estiver correndo
perigo, tem por obrigação expressar apenas uma palavra: SOCORRO! Porque
assim já se sabe que, quem chama não pode esperar por algum motivo; mas, se por
desventura o que estiver sendo chamado não puder atendê-lo por um outro motivo
superior, e acontecer a quase fatalidade com quem o chama, deve-se nesse caso
usar a compreensão mútua; nunca se culpando nem um, nem o outro... Ambos
têm que confiarem nas suas próprias lealdades.
Em casos comuns, os filhos têm por obrigação atenderem os pais imediatamente,
exceto se tiverem iniciado alguma coisa que por força maior não possam deixar
para depois. Quando um pai chama um filho, moralmente deve chgamá-lo, usando
naturalmente o seu nome; nunca se deve recorrer aos apelidos, aos aumentativos,
nem tampouco aos diminutivos, e isto deve ser posto em prática, desde quando a
criança começa entender que tem um nome, especialmente um nome definido; usar
um palavrão perante um filho ou qualquer uma outra criança, é tão criminoso
tanto quanto virar um copo de cachaça na boca, ou acender um cigarro e ficar
polmando à frente dela... é como se isto estivesse sendo feito,
displicentemente à beira de um tanque de gasolina.
Os
pais não devem morrer de fome ou de sede, só por quererem salvar as vidas
dos seus filhos; isso dito assim, se não concluirmos o final do assunto, até se
pode achar que seja um desumanismo; mas, o certo é que ninguém deve morrer
por ninguém (pois esse ato, foi só e exclusivamente para Jesus Cristo); então
quando se trata de pais e filhos, parentes, amigos e até mesmo inimigos;
deve-se dividir até o último grão de cereal e a última gôta de água - para
todos em igaldade, e vice-versa. Isto, porque todas as vidas humanas têm um
mesmo valor.
Quando
se é responsável, não se pode, nem se deve guardar sentimentos de culpa, por
alguma coisa que não deu certo. Todos os seres humanos têm por necessidade,
aprenderem como se adquirir o poder da resignação; exatamente para obterem um
êxito melhor, depois de possíveis circunstâncias indesejáveis; pois a consciência
de quem cumpre com a responsabilidade, é como a "gema de um
diamante", viva sempre limpo e relativamente
inatingível.
Quanto aos valores materiais, os filhos abaixo de dezoito anos, não devem egoisticamente
esconderem dos pais, mesmo porque até o final dessa idade, serão sempre eles os
seus administradores; mas, ao passarem dos dezoito, devem aprender e levarem a
sério - um pouco mais das coisas da vida, e anexarem a essas que estão explicitamente
aqui, e os pais não deverão exigir mais nada do que os filhos ganharem; nem os
filhos devem querer viver às custas dos pais!
... a não ser que as peripécias do destino, também lhe tenham preparado
alguma peça como desdita; mas mesmo assim, se esse filho, por desventura for um
imobilizado! Sentimentalmente ele não deve ser tratado pelos pais, ou por quem
o acercarem, com diferenciação dos outros; porque os paraplégicos, psiquicamente
são como qualquer uma outra pessoa, e verá que ele vai se sentir
feliz.
Tudo sobre a
terra, continua, sendo sempre uma rotina; a existência - periodicamente,
permanece entre a vida e a morte! É como se nada pudesse escapar da metamorfose
que, também não deixa de ser uma rotina; as águas dos rios e dos mares,
misturam-se constantemente, mas depois se separam; os vegetais nascem das
sementes sobre a terra, crescem e floram, frutificam-se por várias vezes e
depois morrem, talvez para nascerem outras árvores nos seus mesmos espaços, ou
quem sabe Deus! Noutros lugares, mesmo sendo já tudo isso transformado novamente
em terra.
Tudo, portanto, é uma rotina. Inclusive os fenômenos naturais dos astros... E
o Criador de tudo, não discriminou nada, nem especificou ninguém para
isentar-se dela; e triste daquele que pensar em se dar bem, sem a sua rotina
original, a única vontade excêntrica, sem direito à fuga.
Manoel Messias
Santos
CERTAS LEIS IRRESPONSÁVEIS
Certas
leis irresponsáveis, não se devia dar ouvidos! Infelizmente, às vezes temos que
obedecer o certo e o errado; não por se escolher esta opção; mas, porque o
próprio judicio, nos opõe. Mas,
procurem educar o pai com a disciplina exemplar que, o filho dificilmente
rejeitará os seus modos, e mesmo que mais tarde, Proteste contra alguma norma, ensine-o a refletir o bem, e obviamente
- o mal também, para que ele mesmo saiba escolher o seu caminho.
Nunca queira modelar o espírito do ser humano, mesmo que ele seja o seu filho,
mesmo porque ele tem de voce - apenas a carne, o sangue e os ossos; portanto,
ensine-o a ver os dois lados da moeda, para que aprenda a ganhar, e também a
perder se for o caso... Não corra para o entregar o prato feito, pois se
tiver que dar-lhe o prato feito, faça-o chegar-lhe à mão, bem lentamente...
Porque só assim ele aprenderá como se adquire a mais santa de todas as
virtudes, a paciência. Isso é apenas no caso de ter que dar, mais o
correto mesmo, é instruí-lo a ter pelo esforço do seu próprio punho.
O
desespero da fome e as injustiças sociais, fizeram muitos homens de bem,
perderem as suas autoridades paternais, e as mães pela mesma forma; pois a fome
e a injustiça trazem o sofrimento e o ódio; e bem poucos são aqueles que sabem
separá-los e superá-los, quando precisam falar de amor, ou pregarem a paz.
Apesar de tudo, não é só barriga cheia, sombra e água-fresca que faz o homem
ser bom, é preciso também ter uma boa conduta, ou pelo menos seja temente à
Deus: Porque se o for vazio dessas duas coisas, tudo pode ser o contrário, e em
vez de ensinar o filho a se esquivar dos crimes, o induz ao submundo dos
mesmos.
Quando um filho observa uma simples revolta do pai, contra alguns dos seus
atos, ele ainda releva; mas, quando a revolta é geral sobre os seus predicados,
ele se rebela e se amplia... E é aí que entram as leis, exatamente, eliminando
a possibilidade, de um possível diálogo entre os dois; pois mesmo que o pai
seja do tipo conservador, e queira de qualquer modo que o filho o ouça e o
obedeça, sobre o que ele pensar e disser, cabe ao filho ouvi-lo e obedece-lo,
até que a sua maioridade chegue; porque certamente esse tipo de pai, se julga
correto, e se na verdade nada desabona a sua conduta moral, cujo pai está
certo. E para ele é uma questão de orgulho exigir isso, de qualquer um que
estiver sobre as suas ordens, ou simplesmente mais perto de sí.
Sabe-se que
toda a juventude do mundo, libertou-se em 1960, principalmente a brasileira, a
mais nova entre as demais nações; época, em que bem poucos jovens, ficaram sob
as dependências psicofísicas dos pais, das mães, (padrastos ou madrastas),
tutores ou quaisquer outros tipos de responsáveis; o mundo emancipou-se através
da Organização das Nações Unidas, prevalecendo-se nos seus manifestos dos
crimes de guerra, alegando sobre pais desnorteados psicologicamente, e outros
pelas irresponsabilidades morais, maleficamente praticadas sobre a humanidade.
Na
verdade os crimes de violências já existiam, mas, naquele interim, dentro dos
contextos de normas, constituídas pelo conselho da onu, e homologadas pelo seu
diretor-presidente, quase em unanimidade, elas foram apoiadas pela juventude e
obviamente, todas as autoridades do mundo, tiveram que cumpri-las e fazê-los
cumprirem; e como todas as legislações, entre elas, estavam diversas leis
impensadas sobre a conduta humana, em inúmeras jurisdições do mundo, sem a
menor cláusula de revogação, nos casos da disciplina paternal, e o abuso
de poder do adolescente; mesmo que o responsável pela família, fosse altamente
idôneo no seu equilíbrio moral, imediatamente passaria a ser punido se o
impusesse as suas ordens à sua própria família. Logo as leis do estado, através
das suas autoridades não o dispensaria do castigo, penalização e, ou das
advertências, e com as liberdades juvenis, foram se ampliando em larga
escala, até atingirem as libertinagens que, mesmo já existindo, ainda eram, um
pouco mais refreadas, e não como essa desordem que até então, se deve a
diversas leis e autoridades; exatamente as mesmas que ora tentam reprimi-las,
mas, infelizmente é tarde.
Por tanto, meu jovem amigo, se aquele teu pai que o chamas de quadrado, te pedir que manére um pouco mais o seu comportamento, ou o imponhas que não faças qualquer leviandade, não esquenta, pensa um pouco, esfria
e ouça-o, pois com certeza, ele só quer o teu bem; e não tenhas dúvida, é bem
melhor que a punição daqueles que, te fizeram ver a liberdade de um modo
errado, vendando os teus olhos para que não o enxergasses o ensino, de
como verdadeiramente usá-la.
Mas, ainda é tempo de ser bom, ou pelo menos de
melhorar um pouco, basta relaxar e dizer: Pra longe de mim, as desobediências,
contra aqueles que só me querem fazer o bem.
Tente dizer essas palavras, tiradas do fundo do coração, e faças do seu
significado a tua nova lei, uma única coisa, te garanto; se assim fizeres, um
dia agradecerás a Deus, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, e de todos os pais que, perderam o poder moral
sobre os seus filhos, que também por não lhes ouvirem, estão nos jazigos ou
presídios. Esqueças a ilusão social e sejas tu
mesmo.
ROTINA
Manoel Messias Santos
Desejo Sem Reflexão
Os rastros dessa transgressão moral, são as cicatrizes ocultas do próprio
estado d'alma do ser humano atingido, porque as enfermidades que o adultério
pode trazer à sociedade, são tantas, que em resumo: a única finalidade desse
crime, é a morte; Pois o desejo sem reflexões, é o mesmo que uma hiperdosagem
cicutinotica, e essa fatalidade poderá ser de um ou de outro, ou senão dos
dois; infelizmente dos dois! É triste - mais é assim, e isso é quando não
acarreta mais alguém que, muito pouco tenha haver com o despudor desses
adultérios.
Homens e mulheres estão sujeitos a impulsos de incitações sexuais inesperadas;
mas, isso não quer dizer que sejam obrigados a reatarem uma correspondência
amorosa, comparando-se pela igualdade do sentimento, só pelas palavras e pelo
desejo do prazer físico, sem respeitarem a omissão que se contorse amargamente
nas suas mentes; diante de tudo que lhes possam parecer curriculos de rotina; mas, não são, pois na verdade, é o
seu mundo interior, clamando por uma reflexão sincera. Se bem que quando falo de adultério, não estou tão somente me referindo a sexo, mas a
todas as formas de ínfimas corrupções
No entanto, quando cuja causa é julgada a revelia, por motivo de qualquer um
dos dois, é na verdade um veredito desastroso a ser cumprido por algum deles,
ou sem dúvida nenhuma por alguém do seu pertence convivencial, ou conivencial.
Em casos de adultério, todas as formas de traições deviam ser litigiosas, tanto
para o assediado, como para o sedutor; (corrompido
e corruptor). Um por induzir o outro, e o outro por aceitar a indução;
porque mesmo sabendo que existem outros, indiretamente ligados ao ato
libidinoso deles dois, ou negócio ilícito ou escuso, nada fazem para os
defenderem das dores e, ou das mágoas.
Enfim, esse é um dos demais vexames que exacerbam a
vergonha desmoralizada dentro da conduta humana; quando isso intercala-se em
família, nem sempre se fala em juiz ou qualquer outro fórum... por que? Porque
tudo pode se resolver num perdão, mas quando os sangues não se revezam, nem o
perdão é capaz de sobreviver.
Infelizmente
a injustiça e o ódio, são deveras assim... mas o perdão, não! Esse tipo de juiz
não admite pena, mesmo para os omissos na veracidade das causas; contanto que
não ultrapassem a terceira ordem, porque afora esse limite não há mais anistia;
e sim, um veredito perpétuo, pela inflexibilidade de um júri, irrevogavelmente
homologado por um juiz, em deferimento, como reclusão
indefinida. *** A delinquência do crime de adultério, é mais
frequente no meio feminino, não porque ele seja mais volúvel do que o
masculino; mais porque as mulheres sonham mais que os homens, e as suas
fantasias, são totalmente indefesas.
A mulher desde ainda muito criancinha, habitua-se muito à maternidade
através da mãe, e dificilmente memoriza os momentos desagradáveis dos pais,
quando eles sabem se perdoar; logo aí ela prefere herdar um pouco do sistema subalterno da
mãe, ... uma espécie de jogo emocional!
Mas nem sempre se realiza mais assim, porque as mulheres começaram a se interessar
um pouco mais pela psicologia humana, e daí acharam que, quem trabalha fora, para
manter ou contribuir na despesa de casa, tinha uma certa regalia como
alternativa de autoridade paternal; e então deram partida para a concorrência
profissional... Muitas ganharam, muitas
perderam; muitas foram! Mas, algumas ficaram, e são nessas que as filhas por
mais rebeldes que sejam, se refletem; elas passam tempo a fio, observando o
cuidado maternal referente a sí mesmas; daí as intuições de mãe se apoderam
literalmente das suas mentes, e dos seus hormônios de feminilidade, ao ponto de
biologicamente se contagiar por completo com essa substância química, auto suficiente,
criada pelo seu próprio organismo... e com o decorrer dos tempos, conforme o
seu estado psicofísico, vão também se desenvolvendo os seus sonhos de ser mãe,
assim como quaisquer outras mulheres que as admirem e as respeitem nesse mesmo
sentido.
Na verdade,
a procriação é um encanto para quem ama a vida, mas, é uma ilusão triste para
todos aqueles que apenas fingem; e quando se deparam com as primeiras
dificuldades, abandonam as suas responsabilidades de pai, ou de mãe.
Então, juntamente com esses sonhos, nascem também as fantasias do amor; e
muitas vezes vem também a vingança, o ódio, ou simplesmente as artimanhas do interesse
próprio, ... coisa muito pessoal que, só mesmo os delinquentes dessa
contravenção moral, podem dar uma definição correta desse tipo de
carácter.
Manoel Messias Santos
O
ADULTÉRIO RELIGIOSO SOBRE A FÉ
O adultério religioso sobre a fé de qualquer um inocente, não devia ficar só e
unicamente a critério das normas da igreja, mas, também está embuido como crime
de desabono moral, entre as demais leis comuns do código penal brasileiro, sujeitas
a reclusões, julgamentos e pena como qualquer outra... E tudo isso é na verdade
uma pena, porque ainda existem tantas e tantas igrejas, burlando o amor e
a fé de enormes levas de adeptos, através do evangelho; usando a palavra de
Deus nas Escrituras da bíblia, para
ludibriarem socialmente os humanos , principalmente a sociedade cristã!
Na verdade, o maior interesse da maioria delas, no
entender procedencioso dos seus ministros, não é adquirirem a paz, ou pelo
menos o bem está, para os fiéis sofridos que as procuraram nos seus momentos de
desespero, e sim para obterem dinheiro, joias, móveis, imóveis, títulos-de-valores,
e muitas outras coisas aquem da boa fé de quem crer; menos a tranquilidade
espiritual desse povo, através de um bom ensino evolutivo, moralmente adequado.
Um adultério religioso sobre a fé de um fiel inocente, não deveria nem ser um
crime afiançável, enquanto que na verdade nem é considerado um crime. Só que em
tempo e lugar nenhum, isso pode ou deve deixar de ser um crime; se é que ainda
pode-se esperar por alguma justiça para esse tipo de gente que, infelizmente
ainda continua sofrida.
O mundo está perdido no sentido humano, ou seja: o
sentido humano está perdido no mundo; principalmente, quando alguém impressiona
a massa, porque autoridade nenhuma é capaz de reter a decisão do povo,
quando aprovada por sí mesmo, mediante uma escolha seletiva.
- Assim como também a sua santidade "o
papa", acha-se muitas vezes obrigado a aprovar mudanças de certas formas
inesperadas dentro do clero; Sabe-se muito bem que tudo isso, não é porque ele
seja o autor-intelectual dessas mudanças, e sim a maioria celibataria do
clero que, coagida pela pressão dos fiéis de cada paróquia. Nenhum líder
tem como se esquivar de reivindicações, porque são elas, as verdadeiras
formas para forçá-los a qualquer reforma, ou aquisição.
Pois a diocese e arquidiocese visam mudanças, mas,
nem todas pretendem aprová-las para o seu modo de ser e de agir; mas,
os seus fiéis militantes, quase sempre idealizam, promovem, e aprovam
dinâmicas que nem às vezes são procedentes de pessoas de uma mesma ordem!
Mas, como os fiéis da sociedade cristã se acham com esse direito, começam a
exigirem dos párocos, que assim seja feito e os efeitos dessas reivindicações vão
direto ao Conselho dos Bispos, e de lá se aprovados tomam reforço de reaprovações
internacionais, e por fim quando esses trâmites são feitos desde a fonte até o
Vaticano, (Centro do império da
Idolatria irreversível), não há mais como sua santidade recusá-las, ou
simplesmente desaprová-las. E por esse mesmo âmbito, acontecem as mudanças de
um país, conforme a maioria do meio de uma sociedade civil, pressionando quem
se diz representá-la; sim, porque as Forças Armadas, aonde existe uma
democracia, elas têm que apoiarem as opções do povo, desde que elas não sejam
subversivas e sim, proveitosas para o país e transparentemente úteis para a
nação.
Tá certo que quando se trata de melhoria entre o povo e o governo,
claro que a balbúrdia não é desse mundo! ... todos sabem o por quê dessas
discordâncias, e por isso mesmo o povo deveria e, ou deve se educar para
exterminá-las; lutando pela derrubada de cada plenário pelo país afora, e
removendo pela raiz, direitos-caducos-de-constituições-mortas; cadeiras,
cargos, e remunerações escandalosas em cada câmara municipal; inclusive a
ociosidade de executivos e judiciários, como também fiscalizar, através de
auditoria o monopólio dessas estatais que tem as suas autarquias, retidas em
punhos hereditários. Aí então os desperdícios e as concentrações de recursos
que, podem ser contornados à economia do país, e revertidos em benefício do seu
próprio povo.
Manoel Messias Santos
AS DUAS FACES DO BRASIL
As duas faces do Brasil, desde 1587 - quando
o pesquisador Gabriel Soares publicou o tratado descritivo do Brasil em Lisboa;
catalogou-se um grande acervo de documentos importantes, dentre eles, um pouco
mais de (200) duzentos anos depois, se encontrava uma publicação de José
Bonifácio, intitulada "Memórias Sobre Os Diamantes Do Brasil",
publicada na França; e daí para cá o brasileiro que, obviamente ainda é o
índio, não teve mais um minuto sequer da sua ex, e tão merecida privacidade.
Fernão Dias, Borba Gato e até o Marechal Rondon,
afora centenas de outros expedicionários, em suas diversas explorações; e
enquanto isso, despiram o Brasil para o mundo inteiro... E lá se vem as
emigrações italianas para a labuta do café, e assim começou: De todos
os lados da terra chegava gente, e como se não bastasse! De quinze em quinze
dias, atracavam navios repletos de escravos; trazidos de todos os lados,
especialmente da África.
... E daí veio a nossa miscigenação, cujo produto dessa imensa mistura o chamaram de brasileiro;
portanto, plastas e células que constituem o sangue das nossas veias, é o
resultante de muitas raças... Inclusive de várias realezas, indígenas e
africanos escravizadas. Um verdadeiro coquetel de instintos e convicções
humanas.
Daí, dar para se entender um pouco - a atitude do
(27º) vigésimo sétimo rei de Portugal, quando no Brasil, precisamente em São
Paulo e à beira do Ipiranga, gritou: Independência ou morte!
Reacendendo-se o mesmo tipo de defesa, (30) trinta anos depois pelo seu próprio
filho, investindo contra Rosas e Oribe; pois não era esse o regime que,
desde o começo o Brasil desejava.
E aproximadamente (35) trinta e cinco anos mais
tarde, sua filha Izabel aboliu definitivamente a escravatura, e no ano seguinte
o Marechal Manuel Deodoro da Fonseca proclamou a república, e através do
congresso foi eleito presidente; embora, já sendo o governo provisório; e aí
começou a dupla visão política, através de Peixoto, (o marechal maçom), até
1930.
Daí em diante a peteca caiu nas mãos do gaúcho Getúlio
Dornelles Vargas, em seu governo provisório nomeou interventores, dissolveu o
congresso, criou ministérios e dotou o país de uma legislação trabalhista; essa
atitude de Dornelles desagradou muita gente, inclusive o general Góis.
Entre 1933 e 1934, foi elaborada a Carta Política
pela Assembleia Constituinte, e o país voltou ao regime constitucional; mas o
velho advogado teve que enfrentar dois perigosos levantes, dentro de (2)dois
anos...
Primeiro, o dos comunistas em 1935, e segundo o
integralista de Plínio Salgado em 1937; então, Dornelles no seu golpe de
estado, instituiu no país um estado novo, e a sua nova constituição foi
elaborada pelo jurista Francisco Campos, e permaneceu na presidência até 1945;
pressionado pelo povo, remodelou a legislação, declarou guerra, criou
institutos e ainda convocou eleições.
Mas foi deposto antes pelas Forças Armadas; mais
mesmo assim, jamais permitiu que facções antidemocráticas, prevalecessem no
Brasil.
Cinco anos depois, foi eleito à Presidência da
República por (14) quatorze estados; este seu governo criou a Petrobrás, a
Eletrobrás e em agosto de 1954 suicidou-se, como prova de renúncia
perpétua e eterna.
Em seu testamento existia um bilhete que dizia:
"Deixo à sanha de meus inimigos o legado de
minha morte". E entre todas as palavras de vítimas da violência
brasileira, há sempre a voz da injustiça e o tom do amor fraterno, pelo
patriotismo que se tem. Mas isso não é tudo para se esquecer uma década.
Em 1964, os generais voltaram; primeiro o Marechal
Humberto de Alencar Castelo Branco, e em seguida, foram mais (26) vinte e seis anos de
repressão; aí sim! Não foi um regime totalitário, mais foi uma ditadura acima
de tudo militar, aonde asfixiam-se as disciplinas civis, e não há sangue
miscigenado que resista isso por muito tempo, mesmo porque o autoritarismo nos
fez arrepiar os pelos, enrijecer os músculos e tremer a mente; não sei se
exatamente para tudo isso possa existir uma razão formal; Um motivo e uma
exatidão correta... A única coisa que se sabe,
e que talvez até possa se encaixar nisso, é que quando uma família, ou
um grupo, uma comunidade ou um distrito, um município ou um estado, ou até
mesmo um país não cumprem as ordens superiores, a tendência das pessoas nos
redutos dessas jurisdições, é revolucionarem entre sí, centenas e centenas de
ideologias próprias; num verdadeiro jogo de arena, aonde cada grupo tem a sua
torre de babel, para transmitir a sua própria desordem!
Isso quer dizer que, ninguém quer respeitar ninguém
através das leis; ou nem mesmo pela própria razão de ser. O que na verdade não
é bom.
Agora, o verdadeiro
mal desse regime, é a concentração de poder que, quando muito se subdivide, mas
sempre fica sob a custódia autoritária de oficiais; totalmente ineficiente no
que diz respeito ao tratamento em massa; pois nem só austeridade pode ser
gritada nos ouvidos do povo, principalmente quando ele sente que o seu governo
começa usar o abuso do poder.