quinta-feira, 20 de agosto de 2015


A criação da primeira mulher, a morada tranquila no Paraíso.
 

 
Adão abriu seus olhos e olhou para o belo rosto de uma mulher que o olhava fixamente.  Adão estava surpreso e perguntou à mulher por que ela havia sido criada.  Ela revelou que foi para aliviar sua solidão e trazer-lhe tranquilidade.  Os anjos questionaram Adão.  Eles sabiam que Adão possuía o conhecimento de coisas que não sabiam, e o conhecimento do que a humanidade precisaria para ocupar a terra.   Disseram ‘quem é essa?’ e Adão respondeu ‘essa é Eva’.
Eva é Hawwa em árabe; vem da palavra raiz hay, que significa vivente.  Eva também é uma variante da antiga palavra hebraica Havva, que também deriva dehay.  Adão informou aos anjos que Eva recebeu esse nome porque ela foi feita de uma parte dele e ele, Adão, era um ser vivo.
As tradições judaicas e cristãs também sustentam que Eva foi criada da costela de Adão, embora em uma tradução literal da tradição judaica, costela às vezes se refira à parte lateral.
                                          
“E disse (o Senhor): ‘Ó humanos, temei a vosso Senhor, que vos criou de um só ser, do qual criou a sua companheira e, de ambos, fez descender inumeráveis homens e mulheres.’” (Alcorão 4:1)
As tradições do Profeta Muhammad relatam que Eva foi criada enquanto Adão estava dormindo de sua costela esquerda mais curta e que, depois de algum tempo, foi recoberta com carne.  Ele (Profeta Muhammad) usou a história da criação de Eva da costela de Adão como base para implorar às pessoas que fossem gentis com as mulheres.  “Ó muçulmanos! Eu os aviso para serem gentis com as mulheres, porque elas foram criadas de uma costela e a parte mais curva da costela é a superior. Se tentarem torná-la reta quebrará, e se a deixarem, continuará curva; então peço que cuidem das mulheres.” (Saheeh Al-Bukhari)
Morada no Paraíso
Adão e Eva moravam em tranquilidade no Paraíso.  Isso, também, está de acordo nas tradições islâmicas, cristãs e judaicas.  O Islã nos diz que todo o Paraíso era deles para que desfrutassem e Deus disse a Adão “habita o Paraíso com a tua esposa e desfrutai dele com a prodigalidade que vos aprouver...”(Alcorão 2:35). O Alcorão não revela a localização exata de onde era esse Paraíso;

entretanto, comentadores concordam que não é na terra, e que o conhecimento de sua localização não beneficia a humanidade.  O benefício está no entendimento da lição dos eventos que ocorreram lá.
Deus continuou Suas instruções para Adão e Eva advertindo-os “...porém, não vos aproximeis desta árvore, porque vos contareis entre os iníquos.”(Alcorão 2:35). O Alcorão não revela que tipo de árvore era essa; não temos detalhes e buscar esse conhecimento também não traz benefício.  O que se entende é que Adão e Eva viviam uma existência tranquila e compreenderam que estavam proibidos de comer da árvore.  Entretanto, Satanás esperava para explorar a fraqueza da humanidade.
Quem é Satanás?
Satanás é uma criatura do mundo dos Jinns.  Os Jinns são uma criação de Deus feita do fogo.  São separados e diferentes tanto dos anjos quanto da humanidade; entretanto, como a humanidade, possuem o poder da razão e podem escolher entre o bem e o mal. Os Jinns existiam antes da criação de Adão I, e Satanás era o mais virtuoso entre eles, tanto que foi elevado a uma alta posição entre os anjos.
“Todos os anjos se prostraram.  Menos Lúcifer, que se negou a ser um dos prostrados.  Disse (o Senhor):
                                 
Ó Lúcifer, que foi que te impediu de seres um dos prostrados?  
R: ‘É inadmissível que me prostre ante um ser que criaste de argila, de barro modelável.’ Disse (o Senhor): ‘Vai-te daqui (do Paraíso), porque és maldito!  E a maldição pesará sobre ti até o Dia do Juízo.’” (Alcorão 15:30-35)
O Papel de Satanás
Satanás estava no Paraíso de Adão e Eva e seu voto foi desorientá-los e enganá-los e a seus descendentes.  Satanás disse: “...desviá-los-ei da Tua senda reta. E, então, atacá-los-ei pela frente e por trás, pela direita e pela esquerda...” (Alcorão 7:16-17). Satanás é arrogante e se considera melhor que Adão e, portanto, que da humanidade. Ele é astucioso e esperto, mas entende a fraqueza dos seres humanos; reconhece seus amores e desejos. II,
Satanás não disse a Adão e Eva “vão comer daquela árvore” nem disse claramente que desobedecessem a Deus.  Ele sussurrou em seus corações e plantou pensamentos e desejos inquietantes.  Satanás disse a Adão e Eva:“...Vosso Senhor vos proibiu esta árvore para que não vos convertêsseis em dois anjos ou não estivésseis entre os imortais.” (Alcorão 7:20). Suas mentes se encheram de pensamentos sobre a árvore, e um dia decidiram comer dela.
                  
Adão e Eva se comportaram como todos os seres humanos; se preocuparam com seus próprios pensamentos e os sussurros de Satanás e esqueceram o aviso de Deus.
É nesse ponto que as tradições judaicas e cristãs diferem muito do Islã.  Em momento algum as palavras de Deus – o Alcorão, ou as tradições e ditos do Profeta Muhammad – indicam que Satanás veio para Adão e Eva na forma de uma cobra ou serpente.
O Islã de forma alguma indica que Eva era a mais fraca dos dois, ou que ela tentou Adão a desobedecer Deus.  Comer o fruto da árvore foi um erro cometido por ambos, Adão e Eva.  Eles têm a mesma responsabilidade.  
Não era o pecado original mencionado nas tradições cristãs.  Os descendentes de Adão não estão sendo punidos pelos pecados de seus pais originais.  Foi um erro e Deus, em Sua infinita Sabedoria e Misericórdia, perdoou a ambos.


O Islã rejeita o conceito cristão de pecado original e a noção de que todos os humanos nascem pecadores devido às ações de Adão.  Deus diz no Alcorão:
“E nenhum pecador arcará com culpa alheia.” (Alcorão 35:18)

          Cada ser humano é responsável por suas ações e nasce puro e livre de pecado.  Adão e Eva cometeram um erro, se arrependeram sinceramente e Deus em Sua infinita sabedoria os perdoou.
“E ambos comeram (os frutos) da árvore, e suas vergonhas foram-lhes manifestadas, e puseram-se a cobrir os seus corpos com folhas de plantas do Paraíso. Adão desobedeceu ao seu Senhor e foi seduzido. Mas logo o seu Senhor o elegeu, absolvendo-o e encaminhando-o.” (Alcorão 20:121-122)
A humanidade tem uma longa história de erros e esquecimento.  Ainda assim, como foi possível que Adão tivesse cometido tal erro?  A realidade era que Adão não tinha qualquer experiência com os sussurros e manobras de Satanás.  Adão tinha visto a arrogância de Satanás quando ele se recusou a seguir as ordens de Deus; ele sabia que Satanás era seu inimigo, mas não sabia como resistir aos truques e esquemas de Satanás.  O Profeta Muhammad nos disse:
“Saber algo não é o mesmo que ver.” (Saheeh Muslim)
Deus disse:
“E, com enganos, (Satanás) seduziu-os.” (Alcorão 7:22)
 
Deus testou Adão para que ele pudesse aprender e adquirir experiência.  Dessa forma Deus preparou Adão para seu papel na terra como um guardião e um Profeta de Deus.  Dessa experiência Adão aprendeu a grande lição de que Satanás é astuto, ingrato e o inimigo declarado da humanidade.  Adão, Eva e seus descendentes aprenderam que Satanás provocou sua expulsão do Paraíso.  A obediência a Deus e a inimizade em relação a Satanás é o único caminho de volta para o Paraíso.
Deus disse a Adão:
“Descei ambos do Paraíso! Sereis inimigos uns dos outros. Porém, logo vos chegará a Minha orientação e quem seguir a Minha orientação, jamais se desviará, nem será desventurado.” (Alcorão 20:123)
O Alcorão nos diz que Adão subsequentemente recebeu de seu Senhor algumas palavras; uma súplica para orar, que invocou o perdão de Deus.  Essa súplica é muito bonita e pode ser usada para pedir perdão a Deus pelos pecados.
“Ó Senhor nosso, nós mesmos nos condenamos.  

Se não nos perdoares e Te apiedares de nós, seremos desventurados!” (Alcorão 7:23)
A humanidade continua a cometer erros e injustiças, e dessa forma prejudicamos apenas a nós mesmos.  Nossos pecados e erros não prejudicaram e nem prejudicarão Deus.  Se Deus não nos perdoa e tem misericórdia de nós, nós é que certamente estaremos entre os perdedores.  Nós precisamos de Deus!
“’Tereis, na terra, residência e gozo transitórios. Disse-lhes (ainda): Nela vivereis e morrereis, e nela sereis ressuscitados.’” (Alcorão 7:24–25)
Adão e Eva deixaram o paraíso e desceram para a terra.  Sua descida não foi de degradação; ao contrário, foi cheia de dignidade.  Nos idiomas ocidentais estamos familiarizados com as coisas serem singular ou plural; mas não é o caso para o árabe.  Na língua árabe existe singular, então uma categoria de número gramatical extra que denota dois.  O plural é usado para três e mais.
Quando Deus disse: “Descei todos daqui!” Ele usou a palavra para plural indicando que não estava falando para Adão e Eva apenas, mas estava Se referindo a Adão, sua esposa e seus descendentes - a humanidade.  Nós, os descendentes de Adão, não pertencemos a essa terra; estamos aqui temporariamente, como é indicado pela palavra: 
 
“transitório.” Pertencemos a outra vida e estamos destinados a assumir nosso lugar no Paraíso ou no Inferno.
A Liberdade para Escolher
Essa experiência foi uma lição essencial e demonstrou livre arbítrio.  Se Adão e Eva tinham que viver na terra, precisavam estar cientes dos truques e estratagemas de Satanás, e também precisavam entender as graves consequências do pecado, e a Misericórdia e Perdão infinitos de Deus.   Deus sabia que Adão e Eva comeriam da árvore.  Ele sabia que Satanás lhes tiraria a inocência.
É importante compreender que, embora Deus soubesse do resultado dos eventos antes que acontecessem e os tenha permitido, Ele não forçou os acontecimentos.  Adão tinha livre arbítrio e aguentou as consequências de seus atos.  A humanidade tem livre arbítrio e, portanto, é livre para desobedecer a Deus; mas existem consequências.  Deus louva aqueles que obedecem Seus comandos e lhes promete uma grande recompensa. E condena e adverte aqueles que O desobedecem.     Onde Adão e Eva desceram.  Existem muitos relatos sobre onde na terra Adão e Eva desceram, embora nenhum deles venha do Alcorão ou Sunnah.  
 
Dessa forma, entendemos que a localização de sua descida não é importante, e não existe benefício nesse conhecimento.
Sabemos, entretanto, que Adão e Eva desceram para a terra em uma sexta-feira. Em uma tradição narrada para nos informar da importância das sextas-feiras, o Profeta Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse:
“O melhor dos dias no qual o sol nasceu é a sexta-feira. Nesse dia Adão foi criado, e nesse dia ele desceu para a terra.” (Saheeh Al-Bukhari)


No Islã não existe conflito entre fé em Deus e conhecimento científico moderno.  De fato, por muitos séculos durante a Idade Média, os muçulmanos lideraram o mundo na busca e exploração científicas.  O próprio Alcorão, revelado em torno de 14 séculos atrás, está cheio de fatos e imagens que são suportadas por descobertas científicas modernas.  Três serão mencionadas aqui. Delas, o desenvolvimento da língua e a Eva mitocondrial (genética) são áreas relativamente novas da pesquisa científica. 
 
O Alcorão instruiu os muçulmanos a “contemplarem as maravilhas da criação” (Alcorão 3:191).
Um dos itens para contemplação é a afirmação:
“Verdadeiramente, criarei o homem da argila...” (Alcorão 38:71)
De fato, muitos elementos presentes na terra também estão contidos no corpo humano.  O componente mais crítico para a vida com base na terra é o solo da superfície; aquela camada fina de solo escuro e rico organicamente no qual as plantas propagam suas raízes.  É nessa camada fina e vital de solo que microorganismos convertem recursos brutos, os minerais que constituem a argila básica desse solo superficial, e os disponibilizam para as várias formas de vida ao seu redor e acima.
Minerais são elementos inorgânicos que têm origem na terra e que o corpo não consegue produzir.  Desempenham papéis importantes em várias funções corporais e são necessários para sustentar a vida e manter a saúde e, portanto, são nutrientes essenciais.[1]  Esses minerais não podem ser feitos pelo homem; não podem ser produzidos em um laboratório nem em uma fábrica.
Como as células consistem de 65-90% de água por peso, a água, ou H2O, compõe a maior parte do corpo humano.  

 Sendo assim, a maior parte da massa de um corpo humano é oxigênio.  O carbono, a unidade básica para moléculas orgânicas, vem em segundo.  99% da massa do corpo humano é composta de apenas seis elementos: oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, cálcio, e fósforo.[2]
O corpo humano contém traços de quase todo mineral na terra; incluindo enxofre, potássio, zinco, cobre, ferro, alumínio, molibdênio, cromo, platina, bóro, silício, selênio, flúor, cloro, iodo, manganês, cobalto, lítio, estrôncio, chumbo, vanádio, arsênico, bromo e mais. [3]  Sem esses minerais as vitaminas teriam pouco ou nenhum efeito.  Os minerais são catalisadores, acionadores para milhares de reações enzimáticas essenciais no corpo.  Os micro elementos desempenham um papel chave no funcionamento de um ser humano saudável.  É sabido que a insuficiência de iodo induzirá uma doença da glândula tireóide e uma deficiência de cobalto nos deixará sem vitamina B12, e sem condições de produzir células vermelhas.
Outro versículo para contemplar é:
“Ele ensinou a Adão todos os nomes.” (Alcorão 2:31)
Adão foi ensinado sobre os nomes de tudo; os poderes do raciocínio e do livre arbítrio lhes foram dados.  Ele aprendeu como categorizar as coisas e compreender sua utilidade. 
 
Portanto, Deus ensinou a Adão as habilidades linguísticas.  Ensinou a Adão como pensar - a aplicar o conhecimento para solucionar problemas, fazer planos e decisões e alcançar objetivos.  Nós, os filhos de Adão, herdamos essas habilidades para que possamos existir no mundo e adorar Deus da melhor forma.
Os linguistas estimam que existam mais de 3.000 idiomas separados no mundo hoje, todos distintos, para que os falantes de um não entendam os falantes de outro, e ainda assim essas línguas são tão fundamentalmente semelhantes que é possível falar de uma “língua humana” no singular. IV
A língua é uma forma especial de comunicação que envolve normas complexas de aprendizado para fazer e combinar símbolos (palavras ou gestos) em um número sem fim de frases com sentido.  A língua existe por causa de dois princípios simples – palavras e gramática.
Uma palavra é um par arbitrário entre um som ou símbolo e um significado.  Por exemplo, em português a palavra gato não se parece ou soa como um gato, mas se refere a um certo animal porque todos nós memorizamos esse par quando crianças.  A gramática se refere a um conjunto de normas para combinar palavras em frases e sentenças.  Pode parecer surpreendente, mas os falantes de todas as 3.000 línguas separadas aprenderam as mesmas quatro regras de linguagem. V
 
A primeira norma da linguagem é fonologia – como fazemos sons com significado.  Fonemas são sons básicos.  Combinamos fonemas para formar palavras pelo aprendizado da segunda norma: morfologia. A morfologia é o sistema que usamos para agrupar fonemas em combinações significativas de sons e palavras.  Um morfema é a menor combinação de sons com sentido em um idioma.  Depois de aprender a combinar morfemas para produzir palavras, aprendemos a combinar palavras para formar frases com sentido.  A terceira norma da linguagem governa a sintaxe ou gramática.  Esse conjunto de norma especifica como combinamos palavras para formar frases e sentenças significativas.  A quarta norma da língua governa a semântica – o significado específico de palavras ou frases à medida que aparecem em várias frases ou contextos.
Todas as crianças, independentemente de onde estejam no mundo, passam pelos mesmos quatro estágios por causa de fatores inatos da língua.Esses fatores facilitam a forma como falamos e adquirimos a habilidade linguística. O renomado linguista Noam Chomsky diz que todas as línguas compartilham uma gramática universal comum, e que as crianças herdam um programa mental para aprender essa gramática universal. VI

Um terceiro versículo para ponderar é sobre descendência:
‘Ó humanos, temei a vosso Senhor, que vos criou de um só ser, do qual criou a sua companheira e, de ambos, fez descender inumeráveis homens e mulheres.’”    (Alcorão 4:1)
A percepção de que todas as linhagens de DNA (África, Ásia, Europa e Américas) podem ser rastreadas até uma única origem é popularmente chamada de teoria da “Eva mitocondrial”.  De acordo com cientistas de primeira linha VII e pesquisa de ponta, todos no planeta hoje podem ser rastrear uma parte específica de sua herança genética até uma mulher através de uma parte única de sua composição genética, o DNA mitocondrial (mtDNA).  O mtDNA da “Eva mitocondrial” foi passado através dos séculos de mãe para filha (homens são portadores, mas não o transmitem) e existe dentro de todas as pessoas vivas hoje. VIII  É conhecida popularmente como teoria de Eva porque, como se pode deduzir, é passado através do cromossoma X.  Os cientistas também estão estudando o DNA do cromossoma Y (talvez a ser chamado de “teoria de Adão”), que é passado somente de pai para filho e não é recombinado com os genes da mãe.
 
Essas são três das muitas maravilhas da criação que Deus sugere que contemplemos através de seus versículos no Alcorão.  O universo inteiro, que foi criado por Deus, segue e obedece a Sua s leis.  Portanto, os muçulmanos são encorajados a buscar conhecimento, explorar o universo e encontrar os “Sinais de Deus” em Sua criação.
 
 
Irmão messias
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
                                         

 

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O que é Leão de Judá:


Leão de Judá é uma expressão bíblica que serve como metáfora para representar a figura de Jesus Cristo, o Messias prometido nas Escrituras Sagradas do cristianismo e judaísmo. 
A expressão Leão de Judá não chega a aparecer na bíblia, existe apenas uma referência no livro do Apocalipse: "Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos”. 

Leão de Judá surgiu a partir da tribo de Judá, uma das 12 tribos de Israel, que levou o nome do quarto filho de Jacó. Judá é referido na bíblia como um dos filhos de Jacó que recebeu uma bênção especial de Deus, que atingiria também todos os seus descendentes. 

De acordo com a árvore genealógica descrita na bíblia, José, marido de Maria e pai terrestre de Jesus Cristo, é descendente direto da tribo de Judá.
Assim sendo, Jesus também pode ser considerado descendente da família de Judá e do rei Davi. 
O termo "leão" foi utilizado pela primeira vez no livro do Gênesis, quando Jacó faz as profecias para cada uma das tribos de seus filhos: "Judá é leãozinho; da presa subiste, filho meu. Encurva-se e deita-se como leão e como leoa; quem o despertará? O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos.” (Gênesis 49.9-10). 

Segundo a interpretação bíblica dos versículos, o Leão de Judá seria o Messias salvador, que governaria e unificaria todas as nações sob o nome de Deus. 
 Genericamente, a figura do "leão" é compreendida como "o rei", "o poder" ou "o que governa sobre os outros". 
Atualmente, a expressão "Leão de Judá" é utilizada principalmente pela doutrina religiosa dos Rastafari (Leão de Judah) e 
entre os evangélicos. 

Muitas músicas, bandas e congregações religiosas são batizadas com este nome, que simboliza todo o poder e força de Jesus Cristo como "rei dos descendentes de Judá", que nos dias de hoje são conhecidos como judeus. 


Irmão messias










                                            

terça-feira, 18 de agosto de 2015

QUEM SÃO OS FILHOS DE ABRAÃO?
(Há um esclarecimento bíblico sobre a               descendência árabe).


Os muçulmanos, com aproximadamente 1,3 bilhões de adeptos, são encontrados em centenas de grupos étnicos diferentes ao redor do mundo e, possivelmente, três quarto das pessoas do mundo muçulmano não possuem antecedentes árabes. Contudo, o estilo de vida e cultura árabe de Maomé influenciou profundamente o islamismo.

A herança bíblica árabe é geralmente esquecida ou desconhecida por muitos. Talvez saibamos que Ismael se tornou um príncipe árabe e o fundador de muitas tribos árabes, porém, nosso conhecimento sobre a herança bíblica árabe é superficial.

Abraão é o pai de todos os que creem. De acordo com as promessas de Deus, cada um é bendito ou maldito,

dependendo da sua relação com o pai da fé. Ao longo da história, cristãos, judeus e muçulmanos buscam ostentar seu vínculo com o pai da fé.

A Bíblia é a única Biblioteca Sagrada aonde nós, os cristãos, examinamos as Escrituras Sagradas; portanto, ela é uma grande fonte de informações a respeito das genealogias árabes, também. Os árabes são um povo semita (descendentes de Sem), tanto quanto os judeus (Gênesis 10.21-32).

Segundo algumas fontes de pesquisa, existem, no mínimo, três tipos de árabes no Oriente Médio: os jotanianos (da linhagem de Jotão, filho de Gideão), os ismaelitas (da união de Abraão com Hagar) e os queturaítas (da união de Abraão com Quetura).
Todos querem pertencer à família de Abraão.

Mas todos os árabes são descendentes de Ismael?

E quem são os verdadeiros filhos de Abraão?
    
Os árabes que afirmam ser descendentes de Abraão por meio de Ismael também estão incluídos nas promessas de bênçãos?

Vamos ver e ouvir o que a Bíblia diz.

A família de Abraão:
Não podemos subestimar a importância de Abraão para as três grandes religiões monoteístas do mundo. Jesus era chamado “filho de Davi, filho de Abraão” (Mateus 1.1).

O Alcorão menciona Maomé como alguém achegado a Abraão (Surata 3.68).

Deus chamou Abraão para sair de sua terra, dos seus parentes e dos seus pais, para uma terra que ele não tinha ideia de onde seria. E o prêmio da obediência, as bênçãos, seria endereçado a ele e a todas as nações da terra (Gênesis  12.1-3). A bênção ou a maldição dos povos dependia da posição que Abraão tomasse. A porta da restauração da humanidade perdida foi aberta com o “sim” dado pelo profeta a Deus.
Foi difícil para Abraão meditar sobre a bênção aos seus descendentes, visto que ele e sua esposa estavam idosos e, aos do patriarca, a possibilidade de ter um filho tinha se esgotado. Deus disse que seu filho seria o herdeiro, porém, a paciência de Sara se esgotou primeiro e, “tentando ajudar a Deus”, pediu a Abraão para tomar a serva egípcia Hagar para que a descendência de Abraão fosse iniciada (Gênesis 16.2). Abraão, que tinha 86 anos de idade, teve um momento de fraqueza, chegando a ponto de concordar que realmente deveria “fazer alguma coisa” para que a promessa de Deus se cumprisse.

Obviamente, esse “não” era o caminho que Deus planejara para dar uma descendência numerosa a Abraão. Imediatamente, começaram os problemas. Sara, a legítima esposa, passou a ser desprezada aos olhos de sua serva Hagar quando esta constatou a gravidez. Sara, então, culpa Abraão, que se isenta da responsabilidade deixando a escrava nas mãos de sua esposa que, por sua vez, maltrata tanto a escrava que Hagar decide fugir para o deserto com o filho.

Com a fuga da escrava, parecia que a história tinha se encerrado, mas Deus não abandonaria Hagar. Ele a amava e também a seu filho.

O amor de Deus socorre Hagar no deserto. Um anjo é enviado para ajudá-la e convencê-la a voltar para as tendas de Abraão. Deus dá um nome para o filho da escrava: Ismael, que significa “Deus ouve”. Realmente, Deus ouviu o choro de Hagar!

A escrava obedeceu a Deus e voltou para sua senhora, permitindo que Abraão vivesse ao lado de Ismael. Enquanto o menino crescia, Abraão se alegrava, crendo que a promessa de Deus se cumpriria por intermédio daquele menino, porém, a surpresa bateu à porta daquela família.

O filho da promessa ainda estava por vir e não seria filho de uma escrava, mas da própria Sara, ainda que, fisiologicamente, fosse algo impossível.

Deus não tinha se esquecido da promessa.

Nasceu Isaque e, agora, Ismael tinha um rival. Apesar de Isaque ser o filho prometido, isso não diminuía a tremenda bênção sobre Ismael.

Ismael deveria ser abençoado, ser frutífero, multiplicar-se, não apenas de maneira normal, mas, “extraordinariamente”.
Ele seria pai de doze príncipes e não se tornaria apenas uma nação, mas, “uma grande nação”.

A descendência de Ismael.

Assim como houve doze patriarcas em Israel e doze filhos de Naor (Gênesis  22.20), assim também Ismael, considerado por muitos, o patriarca dos árabes, gerou doze príncipes árabes.

Uma característica marcante na vida de Ismael era que ele seria como um “homem bravo”, “jumento selvagem”. Gênesis  16.12.
                       
Ismael haveria de ser forte, selvagem e livre, e de trato difícil, desprezando a vida na cidade e amando sua liberdade a ponto de não ser capaz de viver com ninguém, nem com seus próprios parentes.

Ismael não desapareceu das páginas da história sagrada e muito menos ficou sem bênção, meramente por não pertencer à linhagem de Israel. Deus tinha um lugar e um destino reservados para ele.

O Messias, da linhagem de Isaque, também seria o Salvador dos demais descendentes de Abraão e de todas as famílias da terra.
Entretanto, os descendentes de Ismael se tornaram inimigos ferrenhos de Israel, descendentes de Isaque (Salmos 83.1-18).    E permanecem assim até os dias de hoje.

A Bíblia, cita os doze filhos de Ismael e afirma que seus descendentes se estabeleceram na região que vai de Hávila a Sur (região Leste do Egito e região Norte do deserto de Sinai), na direção de quem vai para Assur (Assíria, região Norte do Iraque).
                                  
Abraão habitou por um tempo nessa região.
Foi também a habitação dos amalequitas e de outras tribos nômades (Gênesis  25.18; 1Samuel 15.7; 27.8). Além da Bíblia, os assentamentos, como, por exemplo, os de Quedar, Tema, Dumá e Nebaiote também são conhecidos, há mais de dois milênios.

Nebaiote, o filho mais velho de Ismael, que, em hebraico, significa “frutificação”, era chefe tribal árabe (1Crônicas  1.29). Sua descendência continuou a ser conhecida por esse nome (Gênesis  17.20; 25.16). Uma curiosidade histórica, é o fato de que a terra de Esaú ou Edom, finalmente caiu sob o controle da posteridade de Nebaiote. Esse clã árabe era vizinho do povo de Quedar.

Ambos os nomes aparecem nos registros de Assurbanipal, rei da Assíria (669-626 a.C.). Embora alguns estudiosos rejeitem a ideia, possivelmente eles foram os antepassados dos nabateus.

Os nabateus era um povo árabe cujo reino se expandiu, no passado, até Damasco, capital da Síria, um país árabe.
                                
Perto do século 40 a.C., eles estavam firmemente estabelecidos em Petra, que atualmente é um sítio arqueológico, com ruínas e construções magníficas, localizado na Jordânia, que também é um país árabe.

Quedar, o segundo filho de Ismael, em hebraico significa “poderoso”. Alguns estudiosos dizem que essa palavra significa “negro” ou “moreno”, uma referência aos efeitos da radiação solar na pele das pessoas que habitam os desertos quentes do Sul da Arábia, onde vivem os beduínos.

O interessante é que, no livro de Cantares de Salomão (1.5), a esposa diz que “é morena como as tendas de Quedar”. No Antigo Testamento, o termo Quedar é usado genericamente para indicar as tribos árabes — beduínos (Cânticos 1.5; Isaias 21.16,17; 42.11; 60.7; Jeremias 2.10; Ezequiel 27.21). No Salmo 120.5, Quedar e Meseque se referem, metaforicamente, a certas tribos bárbaras. Eram negociantes, numerosos em rebanhos e camelos. Alguns deles eram ferozes e temidos guerreiros.

Jeremias predisse o julgamento de Quedar, dando a entender que seria destruído por Nabucodonosor (Jeremias 49.28,29). Após serem destruídos parcialmente por Nabucodonosor e Assurbanipal, eles diminuíram em números e em riquezas e se dissolveram em outras tribos árabes.

Os estudiosos muçulmanos, ao reconstruírem a genealogia de Maomé, fazem-no descendente de Abraão, de Ismael, por meio de Quedar.

Sam Shamoun, apologista cristão, nega que Maomé seja descendente direto de Ismael, baseado em pesquisas geográficas e étnicas.

Em face de tudo isso, parece claro que a descendência de Ismael apresentou traços culturais, raciais e lingüísticos com algumas linhagens árabes existentes nos dias de hoje.
Além disso, as próprias evidências históricas fortalecem a ideia de que os árabes são descendentes de Ismael, mas isso não significa afirmar que a totalidade dos árabes é descendente de Ismael.
                          
Outras descendências.

Descendentes de Jotão:
Alguns árabes se referem a si mesmos como descendentes de Jotão (os árabes lhe chamam de Kahtan) e uma das tribos mais famosas que descendiam dele era Sabá, da qual os descendentes fundaram o reino de Sabá, no Iêmen, incluindo a renomada rainha de Sabá (chamada pelos árabes de Bilquis).

A visita dessa rainha a Jerusalém, durante o reinado de Salomão, é um exemplo de como o povo de Deus teve influência das “arábias”, mesmo nos tempos do Antigo Testamento.

Salomão escreveu um dos salmos messiânicos (Salmos 72), parcialmente, tendo Sabá em mente (vejamos os versículos 10 e 15). Jesus falou positivamente sobre a rainha de Sabá (Mateus  12.42).

Aparentemente, pelo menos algumas das tribos semíticas adoravam o Deus de Sem, mesmo sem conhecê-lo inteiramente.
      
Descendentes de Ló

No final do capítulo 19 de Gênesis, observamos o aparecimento de duas linhas genealógicas, os moabitas e os amonitas.

Os moabitas foram descendentes de Ló, e sua filha mais velha (Gênesis 19.30-37). Eles eram arrogantes e inimigos de Israel, mas Deus estava, mais uma vez, usando os babilônios como medida disciplinadora.
(Isaías 15 e 16) e (Jeremias 28) predisseram a queda de Moabe e a redução de um povo arrogante a um povo débil.                          

Os moabitas viveram em sítios vizinhos aos seus irmãos amonitas.

Os amonitas eram descendentes de Amon, filho mais novo de Ló (Gênesis 19.38) e da sua filha mais jovem. Em Juízes 3.13, diz que, esse povo se mostrou hostil para com Israel. Uniu-se em ataque combinado a Israel com outros adversários do povo de Deus. A capital deles era Rabá.

Posteriormente, essa cidade tomou o nome de Filadélfia, em honra a Ptolomeu Filadelfo.

Atualmente, chama-se Aman, capital da Jordânia. A língua deles era semítica. Hoje, todas aquelas regiões são árabes.                  A raça amonita desapareceu misturada com outras raças semitas.

Embora não seja possível afirmar com precisão, podemos supor, juntamente com muitos estudiosos em genealogias, que há uma grande possibilidade de alguns árabes de hoje serem descendentes não somente de Ismael, mas também de Ló.

Descendentes de Esaú

Esaú, da linhagem de Isaque, teve como uma de suas esposas Maalate ou Basemate, irmã de Nebaiote, da linhagem de Ismael (Gênesis 28.9; 36.3).
As “crianças de Isaque” estavam se misturando com as “crianças de Ismael”, nascendo assim outra linhagem genealógica.
     
Com isso, nasce Reuel, que gerou Naate, Zerá, Samá e Mizá (Gênesis 36.13).

Certamente, muitos árabes hoje apresentam suas genealogias oriundas dessa estranha, mas verdadeira fusão.

Outra descendência de Abraão

Depois que Isaque se casou com Rebeca, Gênesis 25 diz que Abraão desposou outra mulher, Quetura, e com ela teve outros filhos.

Abraão, já em idade avançada, criou outra família! Todos os filhos de Quetura, eventualmente, tornaram-se chefes das tribos árabes. Uma dessas tribos era Midiã; os midianitas se opuseram ao Israel do profeta Balaão, porém, nem todos os midianitas eram contra os hebreus.

Moisés se casou com Zípora, a filha de Jetro (Êxodo 2; 16-22), que também era chamado de sacerdote de Mídia. Jetro reconhecia o Deus verdadeiro e até mesmo deu bons conselhos a Moisés que agradaram a Deus (Êxodo 18).
                                                                           
Os midianistas, certamente, tiveram alguma revelação de Deus por intermédio de seu pai, Abraão.

Portanto, vemos claramente que os árabes em geral, que reivindicam ter Abraão como pai, certamente pertencem à mesma família e estão ligados a Israel.

A revista Veja apresentou uma reportagem em que as várias populações judaicas não apenas são parentes próximas umas das outras, mas também de palestinos, libaneses e sírios. A descoberta significa que todos são originários de uma mesma comunidade ancestral, que viveu no Oriente Médio há quatro mil anos.
Em termos genéticos, significa parentesco bem próximo, maior que o existente entre os judeus e a maioria das outras populações.

Quatro milênios representam apenas duzentas gerações, tempo muito curto para mudanças genéticas significativas.

O resultado da pesquisa é coerente com a versão bíblica de que os árabes e os judeus descendem de um ancestral comum, o patriarca Abraão.

Os árabes de hoje e as bênçãos dadas à descendência de Abraão

Por conveniência, defini-se os árabes como o povo que fala o árabe, como língua mãe, e que vive na península arábica e regiões circunvizinhas.
Hoje, existem diferentes tipos de etnias dentro da região árabe. Algumas nações se tornaram árabes, pois foram arabizadas, como o Sudão e a Somália.
Outras realmente descendem das linhagens dos antepassados.

Mas, afinal, os ismaelitas (filhos de Ismael) são os árabes de hoje?

Josefo, declara que Ismael é pai da nação árabe, conforme creem os árabes. Segundo Josefo, não podemos descartar a profecia de Isaías, que diz que os ismaelitas adorarão o Messias.

Raphael Patai, um judeu, declara em seu livro, Semente de Abraão, que o termo “árabe” está contido nas mesmas inscrições com o termo “Quedar”, filho de Ismael, no século 9 a.C., nas epígrafes assírias. Patai também encontrou provas que mostram que os árabes foram sinônimos dos “nabateus”, descendentes de Nebaiote.

Em verdade, o mundo árabe hoje é oriundo de um mosaico de etnias, haja vista as diferentes genealogias formadas no decorrer da história. Provavelmente, Mahmud, Hassan ou quaisquer outros árabes, sejam descendentes de Ismael, por intermédio da descendência de Nebaiote ou Quedar, ou até mesmo por Ló, ou pela nova família de Abraão com Quetura.
                                                                         Não podemos também descartar a possibilidade de os árabes serem descendentes da fusão entre as crianças de Isaque com as de Ismael ou até mesmo por intermédio de Jotão.                                   Em todas essas possibilidades, encontramos a genética do pai Abraão.

A promessa de Deus a Abraão foi clara e específica: “O seu próprio filho será o seu herdeiro” (Gênesis 15.4). Mas a grande questão é a seguinte: esta promessa de descendência deve ser entendida em termos raciais ou espirituais?

O apóstolo Paulo esclarece a questão em sua carta aos gálatas: “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e a seu descendente. As Escrituras Sagradas não dizem: E a seus descendentes, como falando de muitos, mas como de um só: E a teu descendente, que é Cristo” (Gálatas 3.16).

Todas as promessas feitas a Abraão são cumpridas em Jesus. É por meio do maior Filho de Abraão, Jesus, que a bênção falada em Gênesis alcançará os povos do mundo.

A linhagem racial se torna minúscula quando sabemos que podemos ser herdeiros de Abraão, ainda que não sejamos árabes ou judeus.

Jesus nasceu no tempo determinado por Deus (Gálatas 4.4), como o “descendente” de Abraão. A relação que temos com Jesus se torna fator determinante se pertencemos realmente a Deus ou não.

Paulo resume isso definitivamente ao declarar: “Se vocês são de Cristo, são descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gálatas 3.26,27, 29).

Louvamos a Deus e ao nosso Senhor Jesus Cristo por muitos árabes tê-Lo encontrado, nestes últimos tempos.      
E na Bíblia, além dos versículos já mencionados, existem muitos outros que nos dão a esperança de que os árabes, eventualmente, serão salvos.      Isaías 60.6,7 relata sobre um tempo em que a glória do Senhor será manifestada:                            
“A multidão de camelos te cobrirá, os dromedários de Midiã e Efá [os descendentes de Abraão por intermédio de Quetura]; todos virão de Sabá [descendentes de Jotão]; trarão ouro e incenso e publicarão os louvores do SENHOR.

Todas as ovelhas de Quedar [descendentes de Ismael] se reunirão junto de ti; servir-te-ão os carneiros de Nebaiote; para o meu agrado subirão ao meu altar, e eu tornarei mais gloriosa a casa da minha glória”.
Finalmente, quando olhamos para o Novo Testamento, lá estavam os árabes no dia de Pentecoste (Atos  2.11). Deus, realmente, quer que sua mensagem alcance os árabes, porque
Allahu Mahabba “Deus é amor”.
Temos de acreditar que Deus salvará os árabes, seja qual for a sua descendência. Que os milhões de árabes possam ser realmente inseridos na descendência espiritual de Abraão, por intermédio de Jesus, e que a igreja evangélica seja capaz de reconhecer e compreender as promessas dirigidas a esse povo.

O nascimento de Ismael
“Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era
Agar.
“E disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.

“Assim tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão seu marido, ao fim de dez anos que Abrão habitara na terra de Canaã.

“E ele possuiu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos.

“Então disse Sarai a Abrão: Meu agravo seja sobre ti; minha serva pus eu em teu regaço; vendo ela agora que concebeu, sou menosprezada aos seus olhos; o SENHOR julgue entre mim e ti.

“E disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a Sarai, e ela fugiu de sua face. E o anjo do SENHOR a achou junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte no caminho de Sur.

“E disse: Agar, serva de Sarai, donde vens, e para onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de Sarai, minha senhora. Então lhe disse o anjo do SENHOR: Torna-te para tua senhora, e humilha-te debaixo de suas mãos.

“Disse-lhe mais o anjo do SENHOR: Multiplicarei sobremaneira a tua descendência, que não será contada, por numerosa que será.

“Disse-lhe também o anjo do SENHOR: Eis que concebeste, e darás à luz um filho, e chamarás o seu nome Ismael; porquanto o SENHOR ouviu a tua aflição.

“E ele será homem feroz, e a sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos.

“E ela chamou o nome do SENHOR, que com ela falava: Tu és Deus que me vê; porque disse: Não olhei eu também para aquele que me vê?
“Por isso se chama aquele poço de Beer-Laai-Rói; eis que está entre Cades e Berede.

“E Agar deu à luz um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu filho que Agar tivera, Ismael.

“E era Abrão da idade de oitenta e seis anos, quando Agar deu à luz Ismael” (Gênesis 16.1-16)




Irmão mesias