domingo, 14 de novembro de 2021

A Cura do Hábito

PRÓLOGO

Ela era a participante de estudo favorita dos cientistas. Lisa Allen, de acordo com sua ficha, tinha 34 anos, começara a fumar e beber aos 16, e lutara com a obesidade durante a maior parte da vida. Chegou a um ponto, aos 20 e poucos anos, em que órgãos de cobrança começaram a persegui-la para recuperar mais de 10 mil dólares em dívidas. Um velho currículo listava que seu emprego mais longo durara menos de um ano. A mulher que estava diante dos pesquisadores naquele dia, no entanto, era esbelta e vibrante, com as pernas tonificadas de uma corredora. Parecia uma década mais nova que as fotos em seu prontuário, e capaz de aguentar mais exercícios do que qualquer outra pessoa no recinto. Segundo o relatório mais recente em seu arquivo, Lisa não tinha dívidas, não bebia e estava em seu 39o mês numa empresa de design gráfico. “Quanto tempo faz desde o seu último cigarro?”, um dos médicos perguntou, dando início à lista de perguntas que Lisa respondia toda vez que vinha a esse laboratório perto de Bethesda, Maryland. “Quase quatro anos”, ela disse, “e perdi 27 quilos e corri uma maratona desde então”. Ela também começara um mestrado e comprara uma casa. Tinha sido um período cheio de acontecimentos. O grupo de cientistas na sala incluía neurologistas, psicólogos, geneticistas e um sociólogo. Durante os últimos três anos, com verba dos Institutos Nacionais de Saúde, eles vinham investigando Lisa e mais de vinte outros indivíduos que haviam deixado de ser fumantes, comedores compulsivos, bêbados problemáticos, viciados em compras e possuidores de outros hábitos destrutivos. Todos os participantes tinham uma coisa em comum: haviam reconstruído suas vidas em períodos relativamente curtos. Os pesquisadores queriam entender como. Por isso mediram os sinais vitais de cada um, instalaram câmeras de vídeo dentro de suas casas para observar suas rotinas, sequenciaram trechos de seus DNAs e, com tecnologias que lhes permitiam espiar dentro da cabeça das pessoas em tempo real, observaram o sangue e os impulsos elétricos fluírem através de seus cérebros enquanto eram expostos a tentações como fumaça de cigarro e refeições fartas. O objetivo dos pesquisadores era descobrir como os hábitos funcionam num nível neurológico — e o que era necessário para fazê-los mudar. “Sei que você já contou essa história umas dez vezes”, disse o médico para Lisa, “mas alguns dos meus colegas só a ouviram em segunda mão. Você se importaria em descrever de novo como parou de fumar?”. “Claro”, disse Lisa. “Começou no Cairo.” As férias tinham sido uma decisão um tanto impulsiva, ela explicou. Alguns meses antes, seu marido chegara do trabalho e anunciara que ia deixá-la porque estava apaixonado por outra mulher. Lisa levou um certo tempo para processar a traição e assimilar o fato de que estava realmente se divorciando. Houve um período de luto, depois um período em que ela o espionava obsessivamente, seguia sua nova namorada pela cidade, ligava para ela depois da meia-noite e batia o telefone. Depois houve a noite em que Lisa apareceu na casa da namorada, bêbada, esmurrando a porta dela e gritando que ia queimar o prédio inteiro. “Não foi uma época muito boa para mim”, disse Lisa. “Eu sempre quisera ver as pirâmides, e ainda não tinha estourado o limite dos meus cartões de crédito, então...” Em sua primeira manhã no Cairo, Lisa acordou com o raiar do dia ao som do chamado para oração de uma mesquita ali perto. Estava escuro como breu dentro de seu quarto de hotel. Meio cega, e com o fuso horário alterado, ela pegou um cigarro. Estava tão desorientada que não percebeu — até sentir o cheiro de plástico queimado — que estava tentando acender uma caneta, não um Marlboro. Lisa passara os últimos quatro meses chorando, comendo compulsivamente, sem conseguir dormir, e sentindo-se envergonhada, desamparada, deprimida e furiosa, tudo ao mesmo tempo. Deitada na cama, ela entrou em colapso. “Foi como se aquela onda de tristeza me engolisse”, ela disse. “Senti como se tudo o que eu jamais quisera tivesse desmoronado. Eu nem conseguia fumar direito. “E então comecei a pensar no meu ex-marido, e em como seria difícil arranjar outro emprego quando eu voltasse, e como eu ia odiar esse emprego e como me sentia pouco saudável o tempo todo. Levantei e derrubei uma jarra d’água que se estilhaçou no chão, e comecei a chorar ainda mais. Senti um desespero, como se tivesse que mudar algo, tivesse que achar pelo menos uma coisa que eu fosse capaz de controlar.” Tomou uma ducha e saiu do hotel. Enquanto Lisa passava pelas ruas esburacadas do Cairo num táxi e depois pelas estradas de terra que levavam à Esfinge, às pirâmides de Gizé e ao vasto, interminável deserto ao redor delas, sua autocomiseração cedeu por um breve instante. Ela precisava de um objetivo na vida, pensou. Algo pelo qual pudesse batalhar. Então ela decidiu, sentada dentro do táxi, que voltaria ao Egito e faria uma trilha pelo deserto. Lisa sabia que era uma ideia maluca. Estava fora de forma, com excesso de peso e sem dinheiro no banco. Não sabia o nome do deserto para onde estava olhando, ou mesmo se uma tal viagem era possível. Nada disso importava, no entanto. Ela precisava de alguma coisa em que se focar. Lisa decidiu que se daria um ano para se preparar. E para sobreviver a uma expedição daquelas, tinha certeza de que precisaria fazer sacrifícios. Principalmente, ela teria que parar de fumar. Quando Lisa finalmente cruzou o deserto 11 meses depois — só que numa excursão motorizada com ar[1]condicionado, junto com meia dúzia de outras pessoas —, a caravana levava tanta água, comida, barracas, mapas, aparelhos de GPS e rádios bidirecionais que acrescentar um pacote de cigarros não teria feito muita diferença. Mas no táxi, Lisa não sabia disso. E para os cientistas no laboratório, os detalhes da sua viagem não eram relevantes. Pois, por motivos que eles só estavam começando a entender, aquela pequena mudança na percepção de Lisa naquele dia no Cairo — a convicção de que precisava parar de fumar para realizar seu objetivo — desencadeara uma série de transformações que acabariam refletindo em todas as partes de sua vida. Ao longo dos seis meses seguintes, ela substituiria o cigarro pela corrida, e isso, por sua vez, mudou o jeito como ela comia, trabalhava, dormia, guardava dinheiro, organizava seus dias de trabalho, fazia planos para o futuro, e assim por diante. Ela começaria a correr meias-maratonas, depois uma maratona, voltaria a estudar, compraria uma casa e ficaria noiva. Por fim ela foi recrutada para o estudo dos cientistas, e quando os pesquisadores começaram a examinar imagens do cérebro de Lisa, viram algo notável: um conjunto de padrões neurológicos — seus antigos hábitos — tinha sido suplantado por padrões novos. Eles ainda podiam ver a atividade neural de seus antigos comportamentos, porém esses impulsos estavam superados por uma série de novos desejos. Conforme os hábitos de Lisa mudaram, seu cérebro mudara também. Os cientistas acreditavam que não tinha sido a viagem ao Cairo que provocara a mudança, nem o divórcio ou a travessia do deserto, mas o fato de que primeiro Lisa se concentrara primeiramente em mudar um único hábito: o fumo. Todos os participantes do estudo haviam passado por um processo semelhante. Focando-se num único padrão — o que é conhecido como um “hábito angular” —, Lisa também ensinara a si mesma a reprogramar as outras rotinas automáticas de sua vida. Não só os indivíduos são capazes de mudanças como essa. Quando as empresas se concentram em mudar hábitos, organizações inteiras podem se transformar. Empresas como a Procter & Gamble, a Starbucks, a Alcoa e a Target já tiraram proveito dessa revelação para influenciar o modo como o trabalho é feito, como os funcionários se comunicam, e — sem que os clientes percebam — o jeito como as pessoas fazem compras. “Quero lhe mostrar uma de suas tomografias mais recentes”, um pesquisador disse a Lisa perto do final de seu exame. Ele exibiu uma figura numa tela de computador que mostrava imagens do interior da cabeça dela. “Quando você vê comida, estas áreas” — ele apontou para um lugar perto do centro do cérebro dela —, “que são associadas a anseios e fome, ainda estão ativas. Seu cérebro ainda produz os impulsos que faziam você comer em excesso. “No entanto, tem atividade nova nesta área” — ele apontou para a região mais perto de sua testa —, “onde acreditamos que a inibição comportamental e a autodisciplina começam. Essa atividade foi se tornando mais acentuada a cada vez que você veio aqui”. Lisa era a participante favorita dos cientistas porque suas tomografias eram muito convincentes, muito úteis para criar um mapa no qual os padrões comportamentais — os hábitos — residem dentro de nossas mentes. “Você está nos ajudando a entender como uma decisão se torna um comportamento automático”, o médico lhe disse. Todas as pessoas no recinto sentiam que estavam no limiar de alguma coisa importante. E estavam mesmo. Quando você acordou hoje de manhã, qual foi a primeira coisa que fez? Você foi direto para o chuveiro, checou seu e-mail ou pegou um donut no balcão da cozinha? Escovou os dentes antes ou depois de se enxugar? Amarrou o sapato esquerdo ou o direito primeiro? O que você disse para os seus filhos antes de sair de casa? Que caminho pegou para ir ao trabalho? Quando você chegou à sua mesa, respondeu e-mails, conversou com um colega ou foi logo escrever um memorando? Salada ou hambúrguer no almoço? Quando chegou em casa, calçou tênis e saiu para correr, ou pegou um drinque e foi jantar na frente da TV? “Toda a nossa vida, na medida em que tem forma definida, não é nada além de uma massa de hábitos”, escreveu William James em 1892. A maioria das escolhas que fazemos a cada dia pode parecer fruto de decisões tomadas com bastante consideração, porém não é. Elas são hábitos. E embora cada hábito signifique relativamente pouco por si só, ao longo do tempo, as refeições que pedimos, o que dizemos a nossos filhos toda noite, se poupamos ou gastamos dinheiro, com que frequência fazemos exercícios, e o modo como organizamos nossos pensamentos e rotinas de trabalho têm impactos enormes na nossa saúde, produtividade, segurança financeira e felicidade. Um artigo publicado por um pesquisador da Duke University em 2006 descobriu que mais de 40% das ações que as pessoas realizavam todos os dias não eram decisões de fato, mas sim hábitos. William James — assim como inúmeros outros, de Aristóteles a Oprah Winfrey — passou boa parte de sua vida tentando entender por que os hábitos existem. Porém só nas últimas duas décadas os neurologistas, psicólogos, sociólogos e marqueteiros realmente começaram a entender como os hábitos funcionam — e, mais importante, como eles mudam. Este livro é dividido em três partes. A primeira parte é focada em como os hábitos surgem dentro de vidas individuais. Ela explora a neurologia da formação dos hábitos, os meios de formar novos hábitos e mudar antigos, e os métodos, por exemplo, que certo publicitário usou para transformar a escovação de dentes, antes uma prática obscura, numa obsessão nacional. Ela mostra como a Procter & Gamble transformou um spray chamado Febreze num negócio de um bilhão de dólares tirando proveito dos impulsos habituais dos consumidores, como os Alcoólicos Anônimos reformam vidas atacando hábitos que estão no cerne do vício, e como o técnico Tony Dungy reverteu a sorte do pior time da National Football League (Liga Nacional de Futebol Americano) fazendo com que as reações automáticas de seus jogadores focassem deixas sutis em campo. A segunda parte examina os hábitos de empresas e organizações bem-sucedidas. Ela mostra em detalhes como um executivo chamado Paul O’Neill — antes de se tornar secretário da Fazenda — converteu uma produtora de alumínio em dificuldades na empresa de mais alto desempenho do índice Dow Jones, enfocando um hábito angular, e como a Starbucks transformou um menino que largara o ensino médio num alto gerente, incutindo hábitos projetados para tonificar sua força de vontade. Ela descreve por que mesmo os cirurgiões mais talentosos podem cometer erros catastróficos quando os hábitos organizacionais de um hospital deterioram-se. A terceira parte examina os hábitos de sociedades. Reconta como Martin Luther King Jr. e o movimento pelos direitos civis tiveram êxito, em parte, por mudarem os hábitos sociais arraigados dos moradores de Montgomery, Alabama — e por que um foco semelhante ajudou um jovem pastor chamado Rick Warren a construir a maior igreja do país em Saddleback Valley, Califórnia. Por fim, ela explora questões éticas delicadas, tais como se um assassino na Grã-Bretanha deve ser libertado caso possa argumentar de forma convincente que seus hábitos o levaram a matar. Todos os capítulos giram em torno de um argumento central: hábitos podem ser mudados, se entendermos como eles funcionam. Este livro é baseado em centenas de estudos acadêmicos, entrevistas com mais de trezentos cientistas e executivos, e pesquisas realizadas em dezenas de empresas. (Para um índice de fontes, veja as notas do livro e o site http://www.thepowerofhabit.com.) Ele aborda os hábitos em sua definição técnica: as escolhas que todos fazemos deliberadamente em algum momento, e nas quais paramos de pensar depois mas continuamos fazendo, normalmente todo dia. Em certo momento, todos nós decidimos conscientemente o quanto iríamos comer e quando sairíamos para correr. Depois paramos de fazer escolhas, e o comportamento tornou-se automático. É uma consequência natural da nossa neurologia. E entendendo como isso acontece, você pode reconstruir esses padrões do jeito que quiser. Comecei a me interessar pela ciência dos hábitos oito anos atrás, quando estava trabalhando como repórter de jornal em Bagdá. As forças armadas dos Estados Unidos, como me ocorreu enquanto eu as observava em ação, são um dos maiores experimentos de formação de hábitos da história. O treinamento básico ensina aos soldados uma série de hábitos cuidadosamente projetados: como atirar, pensar e se comunicar sob fogo. No campo de batalha, cada comando emitido se baseia em comportamentos praticados a ponto de virarem automáticos. A organização inteira depende de rotinas ensaiadas inúmeras vezes para construir bases, definir prioridades estratégicas e decidir como reagir a ataques. Naqueles primeiros dias da guerra, quando a insurreição se alastrava e o número de mortos crescia, os comandantes estavam buscando hábitos que pudessem incutir entre soldados e iraquianos, para assim criar uma paz duradoura. Fazia cerca de dois meses que eu estava no Iraque quando ouvi falar de um oficial que realizava um programa improvisado de modificação de hábitos em Kufa, uma pequena cidade a 150 quilômetros da capital. Ele era um major do Exército que analisara fitas de vídeo de tumultos recentes e identificara um padrão: a violência geralmente era precedida por uma multidão de iraquianos que se reunia numa praça ou outro espaço aberto e, ao longo de várias horas, aumentava. Os vendedores ambulantes de comida apareciam, assim como os espectadores. Então alguém jogava uma pedra ou uma garrafa, e o caos corria solto. Quando o major se reuniu com o prefeito de Kufa, fez um pedido estranho: será que eles podiam manter os ambulantes afastados das praças? Claro, disse o prefeito. Umas poucas semanas depois, uma pequena multidão reuniu-se perto da Masjid al-Kufa, ou Grande Mesquita de Kufa. Ao longo da tarde, ela foi inchando de tamanho. Algumas pessoas começaram a entoar frases de protesto. A polícia iraquiana, pressentindo problemas, falou com a base por rádio e pediu que as tropas americanas ficassem de sobreaviso. Quando escureceu, a multidão começou a ficar inquieta e faminta. As pessoas procuraram os vendedores de kebab que geralmente enchiam a praça, mas não encontraram nenhum. Os espectadores se foram. Os protestantes ficaram desanimados. Às oito da noite, todo mundo tinha ido embora. Quando visitei a base perto de Kufa, conversei com o major. As pessoas não pensam necessariamente na dinâmica de uma multidão em termos de hábitos, ele me disse. Mas passara toda sua carreira sendo treinado na psicologia da formação de hábitos. No acampamento militar, ele assimilara hábitos para carregar sua arma, adormecer numa zona de guerra, manter o foco em meio ao caos da batalha e tomar decisões enquanto estava exausto e sobrecarregado. Frequentara aulas que lhe ensinaram hábitos para economizar dinheiro, se exercitar todo dia e se comunicar com os colegas de dormitório. Conforme foi avançando de posto, ele aprendeu a importância dos hábitos organizacionais para garantir que os subordinados pudessem tomar decisões sem pedir permissão o tempo todo, e como as rotinas certas tornavam mais fácil trabalhar ao lado de pessoas que ele normalmente não suportava. E agora, na tarefa improvisada de construir uma nação, ele estava vendo como multidões e culturas seguiam muitas das mesmas regras. Num certo sentido, ele disse, uma comunidade era um aglomerado gigante de hábitos que ocorriam entre milhares de pessoas e que, dependendo da forma como estas são influenciadas, podia resultar em violência ou em paz. Além de retirar os vendedores ambulantes, promovera dezenas de experimentos diferentes em Kufa para influenciar os hábitos dos moradores. Não houvera um único tumulto desde que chegara. “Entender os hábitos foi a coisa mais importante que aprendi no Exército”, o major me disse. “Isso mudou tudo no modo como vejo o mundo. Você quer adormecer rápido e acordar se sentindo bem? Preste atenção aos seus padrões noturnos e ao que faz automaticamente quando acorda. Quer fazer com que correr seja fácil? Crie estímulos para transformar isso numa rotina. Treino meus filhos com esse tipo de pensamento. Minha mulher e eu escrevemos planos de hábitos para o nosso casamento. É só nisso que falamos em reuniões de comando. Ninguém em Kufa teria me dito que podíamos influenciar multidões retirando as barraquinhas de kebab, mas uma vez que você vê tudo como um monte de hábitos, é como se alguém te desse uma lanterna e um pé de cabra e você pudesse pôr as mãos à obra.” O major era um homem pequeno da Geórgia. Estava o tempo todo cuspindo sementes de girassol ou tabaco mascado numa xícara. Ele me disse que, antes de entrar para as Forças Armadas, sua melhor opção de carreira era consertar linhas telefônicas ou, possivelmente, virar traficante de metanfetamina, caminho que alguns de seus colegas de ensino médio tinham escolhido com menos êxito. Agora, ele supervisionava oitocentas tropas numa das organizações de guerra mais sofisticadas do planeta. “Estou te dizendo, se um caipira como eu pode aprender essas coisas, qualquer pessoa pode. Eu falo para os meus soldados o tempo todo, não tem nada que você não possa se criar os hábitos certos.” Na última década, nossa compreensão da neurologia dos hábitos e do modo como os padrões funcionam dentro de nossas vidas, sociedades e organizações expandiu-se de maneira que não poderíamos ter imaginado cinquenta anos antes. Agora sabemos por que os hábitos surgem, como eles mudam, e a ciência que há por trás de sua mecânica. Sabemos como dividi-los em partes e reconstruí-los de acordo com nossas especificações. Entendemos como fazer as pessoas comerem menos, se exercitarem mais, trabalharem de forma mais eficiente e levarem vidas mais saudáveis. Transformar um hábito não é necessariamente fácil nem rápido. Nem sempre é simples. Mas é possível. E agora entendemos como.

APOLOGISTAS DO CRISTIANISMO PRIMITIVO

Defensores da Igreja Apostólica Primitiva:

Clemente de Roma

Inácio de Antioquia

Policarpo de Esmirna

Didaquê

Pastor de Hermas.

Outros apologistas desse período são:

Aristides de Atenas,

autor da Epístola a Diogneto,

Aristo de Pela,

Taciano,

Justino Mártir,

Melitão de Sardes,

Atenágoras de Atenas,

Teófilo de Antioquia,

Irineu de Lyon,

Orígenes,

Hipólito de Roma,

Tertuliano,

Minúcio Felix,

Cipriano de Cartago e

Vitorino de Pettau.

Irmão messias

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

 TEÓFILO – O Teo Filos, para Lucas no seu Evangelho.

 

Teófilo na Bíblia. É o homem a quem Lucas dedicou o seu Evangelho e o livro de Atos dos Apóstolos. Não se sabe ao certo sua origem nem sua profissão, já que ele só aparece nas dedicatórias, entretanto, há algumas vertentes explicando uma atuação deste homem no universo bíblico.


Teófilo era um nome comum no Novo Testamento, tanto entre gregos como até mesmo entre judeus.

Por que Teófilo não era um cristão?

Outros alegam que quando Lucas escreveu seu Evangelho, Teófilo ainda não era um cristão, pois antes do século 3 d.C., o título “excelentíssimo” nunca é aplicado para designar cristãos.

 

Qual o nome do Teófilo?

O nome Teófilo vem do grego que quer dizer, “Teo = Deus”, "filos = amigo", seria na tradução “o amigo de Deus”. Paulo como ele mesmo afirma, queria que Teófilo conferi-se a veracidade dos fatos, pudesse conhecer de perto Jesus Cristo e sua doutrina.

 

Qual a familiaridade de Teófilo com a palavra de Deus?

Pode-se comprovar a familiaridade de Teófilo com a Palavra de Deus pelo seu uso freqüente e referências que faz tanto a textos da Bíblia em hebraico como em grego. Ele foi um dos primeiros comentadores dos Evangelhos. As muitas referências que Teófilo fez às Escrituras dão-nos uma boa idéia do pensamento que prevalecia no seu tempo.

 

Téofilo é o nome ou título honorífico da pessoa mencionada no Evangelho de Lucas e nos     Atos dos Apóstolos . Considera-se que ambos os livros foram escritos pelo mesmo autor num estilo refinado do grego koiné e o

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Onde está Deus

 

Todos nós devemos saber que a presença de Deus está em todos os lugares! Se dentre alguém de vós, nalgum dia se fez tal pergunta: "Onde está Deus?", não venha querer dizer que, não saiba que Ele está dentro de sí mesmo, basta se dar conta desta realidade!

Conjuro-te diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade. 1 Timóteo 5; 21

2 Timóteo 4

Almeida Revista e Corrigida

Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino,  que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.  Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;  e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.  Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.

Paulo prevê a sua morte. Diz a Timóteo que venha ter com ele. Escreve-lhe acerca de diversas pessoas e manda saudações finais

Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo.  Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.  Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.

Procura vir ter comigo depressa.  Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalônica; Crescente, para a Galácia, Tito, para a Dalmácia.  Só Lucas está comigo. Toma Marcos e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério.  Também enviei Tíquico a Éfeso.  Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos.  Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe pague segundo as suas obras.  Tu, guarda-te também dele, porque resistiu muito às nossas palavras.  Ninguém me assistiu na minha primeira defesa; antes, todos me desampararam. Que isto lhes não seja imputado.  Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me, para que, por mim, fosse cumprida a pregação e todos os gentios a ouvissem; e fiquei livre da boca do leão.  E o Senhor me livrará de toda má obra e guardar-me-á para o seu Reino celestial; a quem seja glória para todo o sempre. Amém!

Saúda a Prisca, e a Áquila, e à casa de Onesíforo.  Erasto ficou em Corinto, e deixei Trófimo doente em Mileto.  Procura vir antes do inverno. Êubulo, e Pudente, e Lino, e Cláudia, e todos os irmãos te saúdam.

O Senhor Jesus Cristo seja com o teu espírito. A graça seja convosco. Amém!

 2 Timóteo 4

Conjuro-te diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade. 1 Timóteo 5; 21

Por isso, insisto solenemente, diante de Deus e Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, quando vier outra vez para estabelecer o seu reino aqui na Terra:  que anuncies a palavra de Deus; que insistas nessa pregação, não só nas ocasiões consagradas, mas também fora delas; que corrijas e repreendas, que encorajes com toda a paciência os que são fracos, dando-lhes o ensino de que necessitam.

Porque há de vir uma época em que as pessoas não hão de querer mais ouvir a sã doutrina e procurarão rodear-se de mestres que lhes ensinarão apenas aquilo que vai de encontro aos seus desejos e que seja agradável aos seus ouvidos.  Recusando-se a ouvir a verdade, voltarão a seguir tradições supersticiosas.

Tu, porém, mantém-te capaz de controlar, em todas as circunstâncias, o teu próprio carácter, pronto a suportar as aflições, fazendo o trabalho de um evangelista. E assim cumprirás o cargo para o qual foste responsabilizado.

Porque, naquilo que me diz respeito, a minha vida já tem sido entregue como uma oferta a Deus. Já está próximo o tempo da minha morte.  Combati o bom combate, acabei a carreira da minha vida, guardei a fé. Está já preparada por Deus a coroa da justiça que o Senhor, o justo juiz, me dará naquele dia que há de vir. E não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.

As palavras finais de Paulo

Procura vir ter comigo o mais depressa possível.  Porque Demas abandonou-me, pois o amor pelas coisas deste mundo foi mais forte e partiu para Tessalónica. Crescente foi para a Galácia e Tito para a Dalmácia.  Só Lucas está comigo. Traz também Marcos contigo, pois ser-me-á muito útil no serviço de Deus.  Quanto a Tíquico, mandei-o a Éfeso.  Quando vieres traz a capa que deixei em Tróade, em casa de Carpo, assim como os livros, mas especialmente os pergaminhos.

Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males. O Senhor o castigará, segundo o que merece.  E tu também tem cuidado com ele, pois foi alguém que sempre se opôs decididamente às nossas palavras.

Na minha primeira defesa em tribunal, ninguém me apoiou, antes todos me desampararam. Que Deus não os castigue por isso.  Mas o Senhor assistiu-me e deu-me forças para poder anunciar integralmente a mensagem de Deus, de forma que toda aquela assistência de gentios pôde ouvir o evangelho. E assim o Senhor me livrou da boca do leão.  Sim, ele me livrará de todo o mal e me guardará para o seu reino celestial. Toda a glória lhe seja dada, para sempre, é o nosso desejo profundo!

Saudações finais

Saúda Priscila e Áquila, assim como a família de Onesíforo.  Erasto ficou em Corinto. Deixei Trófimo doente em Mileto.  Procura vir antes do inverno. Éubulo, Pudens, Lino, Cláudia e todos os irmãos crentes te enviam saudações.

Que o Senhor Jesus Cristo viva no teu espírito. Que a graça de Deus enriqueça as vossas vidas! – Amém!

Irmão messias 

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

SALMO 136

Louvai ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.

Louvai ao Deus dos deuses; porque a sua benignidade dura para sempre.
Louvai ao Senhor dos senhores; porque a sua benignidade dura para sempre.
Aquele que só faz maravilhas; porque a sua benignidade dura para sempre.
Aquele que por entendimento fez os céus; porque a sua benignidade dura para sempre.
Aquele que estendeu a terra sobre as águas; porque a sua benignidade dura para sempre.
Aquele que fez os grandes luminares; porque a sua benignidade dura para sempre;
O sol para governar de dia; porque a sua benignidade dura para sempre;
A lua e as estrelas para presidirem à noite; porque a sua benignidade dura para sempre;
O que feriu o Egito nos seus primogênitos; porque a sua benignidade dura para sempre;
E tirou a Israel do meio deles; porque a sua benignidade dura para sempre;
Com mão forte, e com braço estendido; porque a sua benignidade dura para sempre;
Aquele que dividiu o Mar Vermelho em duas partes; porque a sua benignidade dura para sempre;
E fez passar Israel pelo meio dele; porque a sua benignidade dura para sempre;
Mas derrubou a Faraó com o seu exército no Mar Vermelho; porque a sua benignidade dura para sempre.
Aquele que guiou o seu povo pelo deserto; porque a sua benignidade dura para sempre;
Aquele que feriu os grandes reis; porque a sua benignidade dura para sempre;
E matou reis famosos; porque a sua benignidade dura para sempre;
Siom, rei dos amorreus; porque a sua benignidade dura para sempre;
E Ogue, rei de Basã; porque a sua benignidade dura para sempre;
E deu a terra deles em herança; porque a sua benignidade dura para sempre;
E mesmo em herança a Israel, seu servo; porque a sua benignidade dura para sempre;
Que se lembrou da nossa baixeza; porque a sua benignidade dura para sempre;
E nos remiu dos nossos inimigos; porque a sua benignidade dura para sempre;
O que dá mantimento a toda a carne; porque a sua benignidade dura para sempre.
Louvai ao Deus dos céus; porque a sua benignidade dura para sempre.

Salmos 136:1-26

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

 Salmos 26

1 Julga-me, SENHOR, pois tenho andado em minha sinceridade; tenho confiado também no SENHOR; não vacilarei.

2 Examina-me, Senhor, e prova-me; esquadrinha os meus rins e o meu coração.

3 Porque a tua benignidade está diante dos meus olhos; e tenho andado na tua verdade.

4 Não me tenho assentado com homens vãos, nem converso com os homens dissimulados.

5 Tenho odiado a congregação de malfeitores; nem me ajunto com os ímpios.

6 Lavo as minhas mãos na inocência; e assim andarei, Senhor, ao redor do teu altar.

7 Para publicar com voz de louvor, e contar todas as tuas maravilhas.

8 Senhor, eu tenho amado a habitação da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória.

9 Não apanhes a minha alma com os pecadores, nem a minha vida com os homens sanguinolentos,

10 Em cujas mãos há malefício, e cuja mão direita está cheia de subornos.

11 Mas eu ando na minha sinceridade; livra-me e tem piedade de mim.

12 O meu pé está posto em caminho plano; nas congregações louvarei ao Senhor.Junto aos rios da Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião.

Salmo 137; 1 a 9.
Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.

Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião.
Como cantaremos a canção do Senhor em terra estranha?
Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha direita da sua destreza.
Se me não lembrar de ti, apegue-se-me a língua ao meu paladar; se não preferir Jerusalém à minha maior alegria.
Lembra-te, Senhor, dos filhos de Edom no dia de Jerusalém, que diziam: Descobri-a, descobri-a até aos seus alicerces.
Ah! filha de babilônia, que vais ser assolada; feliz aquele que te retribuir o pago que tu nos pagaste a nós.
Feliz aquele que pegar em teus filhos e der com eles nas pedras.


terça-feira, 2 de novembro de 2021

 

PERGUNTAS DE HOMEM, RESPOSTAS DE DEUS

Segundo o Espírito Santo de Deus, falando pela boca de Davi, diz: Só Uns Três ou Quatro, dessa espécie de cidadãos dos céus, habitarão os TABERNÁCULOS do SENHOR; e possivelmente, cidadãos dessa mesma hierarquia hão de morar no teu Santo Monte.

 “SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte?
Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração. Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo,  Aquele que não dá o seu dinheiro com usura, nem recebe peitas contra o inocente. Quem faz isto nunca será abalado”.
Amados de Deus por Jesus Cristo:

“Vòs também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdòcio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.
Por isso também na Escritura se contém:Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa;e quem nela crer não será confundido.
E assim para vòs, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes,a pedra que os edificadores reprovaram,essa foi a principal da esquina,
E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo,para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados.
Mas vòs sois a geração eleita, o sacerdòcio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes -         aquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;”  1 Pedro 2; 5 a 9.

O profeta que mais falou sobre a vinda do Senhor Jesus

 

Isaías.  Defensor da fé verdadeira, foi um dos maiores críticos à religiosidade.

Isaías, Isaías viveu entre os anos 765 e 681 (antes de Cristo) a.C., aproximadamente, o período que compreendeu os reinados de Uzías, Jotão, Acaz e Ezequias, época em que a Samaria foi destruída pela Assíria, e na qual Jerusalém resistiu ao cerco dos soldados de Senaqueribe, 701 a.C..

Seu nome significa “Deus ajuda”. Recebeu o chamado para ser profeta por meio de uma visão do trono de Deus, cercado por anjos, um dos quais voou até ele com brasas vivas do altar para purificar seus lábios do pecado, após, ouviu a ordem do Senhor para levar seus preceitos ao povo.

Numa de suas profecias, falou do juízo de Deus em relação aos pecadores de Israel, Judá e cercanias na época de Ezequias. Em seguida (a partir do capítulo 40), no livro que leva seu nome na Bíblia, mostra o outro lado do amor que Deus oferece aos Seus filhos: perdão e esperança.

Isaías é o profeta que mais fala da vinda do Senhor Jesus. Deixa bem claro, no capítulo 53, que o Messias sofreria e se sacrificaria pela humanidade, por seus pecados.

Era um dos maiores combatentes da hipocrisia entre o povo que frequentava o Templo de Jerusalém. Numa crítica feroz à religião vazia baseada em ritos, sem compromisso real com Deus e Sua obra, defendia que era de suma importância não só ouvir a Palavra, mas também obedecê-La, coloca-La em prática.  Chegou a comparar Jerusalém a Sodoma e Gomorra, dada a intensidade da iniquidade da época.  Isaías 1; 10, a 13;  Isaías 1; 16, 17.  Já naquela época, criticava as atitudes dos que enriqueciam às custas do duro trabalho alheio, pela desonestidade e praticavam os falsos ensinamentos.  Isaías 5; 8 a 24.

O profeta Isaías era um dos maiores defensores de que a fé em Deus fosse colocada em prática, fosse um estilo de vida real, ao invés de somente uma máscara que rendesse status.