segunda-feira, 9 de maio de 2022

A sarça ardente

Um dia em que Moisés levou a pastar os rebanhos de Jetro seu sogro, sacerdote de Midiã, no deserto perto de Horebe, o monte de Deus, apareceu-lhe o anjo do Senhor numa chama de fogo dentro de uma sarça, e a sarça não se consumia. Moisés disse para si mesmo: “Isto é extraordinário! Por que é que a sarça não se consome? Tenho de ir ver isto.” E quando o Senhor viu que Moisés se aproximara para ver melhor, Deus chamou-o do meio da sarça: “Moisés! Moisés!” Ao que ele respondeu: “Pronto! Aqui estou!”

“Não te aproximes. Descalça-te, porque estás em terreno sagrado. Eu sou o Deus do teu pai, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacob.”

Moisés desviou o olhar, porque teve receio de olhar para Deus. Senhor continuou: “Tenho visto a aflição do meu povo no Egito, e tenho ouvido os seus clamores sob a opressão daqueles que os tiranizam. Por isso, desci a livrá-los dos egípcios e a tirá-los dali para uma belíssima e vasta terra, uma terra onde jorra leite e mel, onde habitam os cananeus, os hititas, os amorreus, os perizeus, os heveus e os jebuseus.

Sim, o choro do povo de Israel tem subido até mim, e tenho visto as duras condições de vida com que os egípcios os oprimem. 10 Por isso, vou enviar-te ao Faraó para que lhe peças que te deixe levar o meu povo para fora do Egito.”

11 “Mas eu não sou a pessoa indicada para tal!”, exclamou Moisés.

12 Deus insistiu: “Eu estarei seguramente contigo. E a prova de que sou eu próprio que te envia será a seguinte: Quando tiveres levado o meu povo para fora do Egito havereis de adorar Deus aqui mesmo, nesta montanha.”

13 Moisés replicou ainda: “Se eu for ter com o povo de Israel e lhe disser que foi o Deus dos nossos pais quem me enviou, eles vão perguntar-me de que Deus é que eu estou a falar. E o que é que eu lhes digo?”

14 “Que foi o Deus Que é”, foi a resposta. “Diz assim: o eu sou foi quem me mandou. 15 Sim, diz-lhes: O Senhor[a], o Deus dos nossos antepassados Abraão, Isaque e Jacob mandou-me vir ter convosco. Porque este é o meu nome eterno, através de todas as gerações.

16 Reúne então todos os anciãos e conta-lhes como o Senhor, o Deus dos seus antepassados, te apareceu aqui nesta sarça a arder e aquilo que eu te disse: Vim ter com o meu povo e vi o que lhe está a acontecer no Egito. 17 Prometo que hei de salvá-los das cargas e da humilhação que estão a sofrer, e que hei de levá-los para a terra que está agora ocupada pelos cananeus, hititas, amorreus, perizeus, heveus e pelos jebuseus, uma terra onde jorra leite e mel.

18 Os anciãos do povo de Israel hão de aceitar a tua mensagem e irão contigo falar com o rei do Egito. E dir-lhe-ão: O Senhor, o Deus dos hebreus, apresentou-se a nós e mandou-nos que fôssemos a três dias de caminho no deserto oferecer-lhe sacrifícios de adoração. Deixa-nos pois ir.

19 Eu sei que o rei do Egito não vos deixará ir a não ser sob uma pressão muito forte. 20 Por isso, hei de estender a mão para castigar o Egito com maravilhas que se realizarão ali até que, por fim, vos deixe ir.

21 E farei com que os egípcios vos encham de presentes, quando se forem embora. Não hão de deixar o Egito de mãos vazias. 22 Cada mulher irá pedir à vizinha e à mulher do seu patrão toda a espécie de coisas de prata e ouro e dos tecidos mais finos com que vestirão os vossos filhos; e assim despojarão o Egito do que tem de melhor!”

Sinais para Moisés

Então Moisés disse: “Eles não vão acreditar em mim nem fazer o que lhes disser. Vão dizer-me que o Senhor nunca me apareceu!”

“Que é isso que tens na mão?”, perguntou-lhe o Senhor. “Uma vara de pastor.”

“Lança-a ao chão.” Moisés assim fez e a vara tornou-se serpente e ele até fugia dela. Então o Senhor tornou a dizer-lhe: “Pega-lhe pela cauda.” E a serpente tornou-se vara de novo. “Faz isto”, disse-lhe o Senhor, “e hão de dar-se conta de que o Senhor, o Deus dos vossos antepassados, Abraão, Isaque e Jacob, te apareceu verdadeiramente.

Agora mete a mão dentro da roupa, junto ao peito.” Ele assim fez e quando tornou a tirá-la estava toda branca de lepra. Mas ele disse-lhe: “Volta a metê-la no peito.” E desta vez a mão veio de novo sã como antes!

“Se não acreditarem depois do primeiro milagre, hão de crer ao segundo. E se não te aceitarem depois destes dois sinais, vai ao Nilo buscar água e derrama-a na terra seca. Esta água tornar-se-á em sangue.”

10 Moisés disse ainda ao Senhor: “Mas Senhor, eu não sou bom orador, nunca fui, nem mesmo agora depois de me teres falado. Sou de fala presa, tenho a língua pesada.”

11 “Quem foi que fez o homem falar?”, perguntou-lhe o Senhor. “Não fui eu, o Senhor? Não sou eu quem faz as pessoas falarem ou não, ouvirem ou não, verem ou não? 12 Então vai e faz o que eu te disse, porque te ajudarei a falar como deve ser. Eu próprio te direi o que deves falar.”

13 “Ó Senhor, peço-te que mandes outra pessoa em vez de mim!”

14 Desta vez o Senhor zangou-se: “Pois bem, o teu irmão Aarão, o levita, sabe falar, não é isso? Acontece que ele vem cá ver-te e ficará feliz em estar contigo. 15 Sendo assim, comunico-te o que lhe hás de dizer e vos ajudarei a dizer o que devem e ensinar-vos-ei o que fazer. 16 Ele será o teu porta-voz junto do povo. Serás para ele como a voz de Deus, ensinando-lhe o que deve falar. 17 Não deixes de levar essa tua vara com que hás de realizar os sinais que te indiquei.”

Moisés volta ao Egito

18 Moisés voltou para casa e disse ao sogro: “Preciso regressar ao Egito, de ir ter com os meus irmãos e parentes, pois nem sei sequer os que ainda vivem.” Jetro respondeu-lhe: “Vai descansado e em paz!”

19 Antes de deixar Midiã o Senhor ainda disse a Moisés: “Não tenhas receio de voltar ao Egito, porque todos os que te queriam matar já morreram.” 20 Então, com a mulher e os filhos montados em jumentos, partiu para o Egito, segurando na mão a vara de Deus.

21 “Quando chegares ao Egito vai ter com o Faraó e faz os milagres que te falei.” Disse-lhe mais o Senhor: “Eu endurecerei o seu coração e não permitirá que o povo saia. 22 Então lhe dirás: Israel é o meu filho mais velho, diz o Senhor23 Mandei-te que o deixasses ir para que me adorasse, mas recusaste; por isso, fica sabendo que tirarei a vida ao teu filho mais velho.”

24 Durante a viagem de Moisés e da sua família, e numa altura em que tiveram de parar de noite para descansar, o Senhor apareceu a Moisés e ameaçou matá-lo. 25-26 Então Zípora, sua mulher, pegou numa faca, circuncidou o seu filho e atirou a pele aos pés de Moisés dizendo: “Que marido sangrento te tornaste!” Então o Senhor deixou de o ameaçar.

27 Ora o Senhor tinha dito a Aarão: “Vai ao encontro de Moisés no deserto.” Aarão assim fez e encontrou-se com Moisés em Horebe, no monte de Deus, tendo-se saudado muito afetuosamente. 28 Moisés disse a Aarão o que o Senhor os mandara fazer, o que deviam dizer e os milagres que tinham de realizar diante do Faraó.

29 Regressaram ambos ao Egito e logo convocaram os anciãos do povo de Israel para uma assembleia. 30 Aarão relatou-lhes tudo o que o Senhor tinha dito a Moisés, e este realizou os milagres na presença deles. 31 Os anciãos creram que Deus os tinha enviado. Ao ouvirem que o Senhor ia intervir a seu favor, porque observara o seu sofrimento e decidira salvá-los, alegraram-se e inclinaram as suas cabeças para adorar Deus.

 

Irmão messias

quarta-feira, 4 de maio de 2022

AQUARIANO SOBRE OS INFERNOS

             (Poema Único)

Alar-me-ei
e sobre as chamas

Sobrevoarei os céus
ilhas e desertos
que acenam-me
desde a mais baixa terra
ao pico do mais alto monte

De lá - ví cá
as poluições da Fonte
que devia ser eterna
mais não é

E como um condor
alo-me mais e mais
temo tocar o fêbo
e provocar a ira de Deus

Malditas as confissões que
afirmam o que não sabem
nem tudo no céu
é terno e doce
como os profetas dizem

Lá e cá
são interligados a tudo
até mesmo a mim
que sem vida
sou simplesmente nada
além da terra que sou

O tempo
se apresenta nas pedras
e eu escavoco o chão pra vê-lo
- tento me encontrar no berço
por onde os mares dormiram
- Mais tem sido em vão

Só os vernes se alimentam do pó
mesmo assim
necessitam de vida
inda que seja arrancada do lodo                                                   como faz a serpente

De todas as nações
só se ouve o gemido da terra
lágrimas e clamores indecifráveis
sangue que se confunde
nos registros da morte                                                           fatalidade sem óbito correto

E isto - é o fim de um
e o princípio de outro
É a liberdade se algemando
na sua própria mansão
assim como o santo
à sua inevitável cruz

Pairo sobre os mares
e vejo em cada kenio
erros e acertos
em acirrada disputa de licitação

Lá estão os corais parindo vidas
no terno leito
da maternidade eterna
sem imaginarem
que a qualquer momento
as tetônicas poderão liquidá-las

Assim como eu
muitos outros cantam
esse mesmo lamento
só lamento não saberem
a densidade dos corpos

Sou um aquário
desprovido de alevinos
e como um peixe sem aquário
me revezo na imensidão dos povos
- Segredo que a massa não revela
mas sente no seu passo a passo

Espaço
desgastado e triste
no silêncio de cada giro
- Obra bilenária
que a matemática desconhece

É como se a chama
se escondesse nas profundezas
por obediência e fé
aguardando o momento
para a cremação final.

 

Pelas nossas mãos
passam as espadas e as suas dores
espinhos e lágrimas
escorrem por entre nossos dedos
e em cada olhar se desenha uma rosa
sem pétalas
e sem perfume de flores

Dentre todas as montanhas
só a do sermão se eternizou
muitos homens viveram
sem medir o limite
e nem todos
foram para as escrituras

Mas a minha passagem
é longa
e o infinito
me leva muito além

Sou rígido - tanto quanto a rocha
sobrevivo a tempestade dos tempos
embora tragando o fumo
cuspido pelos velhos vulcões
cinzas que viraram pó
coisas que não tem nada aver

Suspenso no ar
contemplo o tempo
e vejo as nuvens passando
                                                                                                     - solenemente
sobre a muralha chinesa


- Como se elas carregassem
do meu próprio estômago
todos os dragões
que me cuspiram fogo

E lá se foi
a metade dos meus propósitos
- Uns chegam e saem
trazendo e levando
diversas informações
que só uma grande amizade
é capaz de recambiá-las

Agradeço ao Senhor dos exércitos
pela minha república
e a liberdade do meu espaço
sinto-me senhor dos meus erros
e escravo ou servo Dele mesmo
- mas sempre esperando
que o primeiro Senhor
faça-me reverter as inocências
porque ser aquariano
é ser lícito.

 

Poeta: Manoel Messias Santos ‘o pensador’

Nota do AUTOR: Infernos.

MITOLOGIA

Local subterrâneo,                                                                                           habitado pelos mortos (tb. us. no pl.).

.

RELIGIÃO                                                                                                                                               Para os cristãos, lugar em que as almas pecadoras                                                                                            se encontram após a morte,                                                                                                            pra serem submetidas às penas eternas.

segunda-feira, 2 de maio de 2022

 Autoconhecimento

 

Os três traços de personalidade que caracterizam uma pessoa 'má' Na psicologia, existe um conceito chamado de "tríade obscura". Este trio infame é composto de traços de personalidade que definem o que costumamos chamar de "pessoa ruim". O primeiro desses traços é o narcisismo.

Autoconhecimento: tudo que você precisa saber para se entender e tomar melhores decisões

Qual é a importância do autoconhecimento para a vida pessoal? Enorme. E para a vida profissional? Tão grande quanto. Essa não deve ser uma informação nova para você, mas sair da teoria sobre o processo de autoconhecimento e começar a prática pode ser! Na Prática

Autoconhecimento

Pensando nisso, o Na Prática reuniu conceitos e ferramentas introdutórios sobre autoconhecimento. Eles vão te ajudar a começar uma reflexão sobre si mesmo, sobre sua carreira, e também sobre como se autodesenvolver (ou seja, puxar o seu próprio desenvolvimento).

Ao investir em autoconhecimento, você entende melhor quem é, o que quer e como chegar lá. Saber disso te ajuda a tomar decisões melhores em diferentes aspectos da vida, como por exemplo:

- pessoal: eu quero mudar de cidade ou continuar perto da minha família? O que eu mais valorizo nas outras pessoas? Quais são minhas principais fraquezas? E meus pontos fortes?

- carreira: eu tenho perfil para trabalhar em uma cultura forte e sob pressão? O que eu valorizo em um emprego? Salário é importante para mim? Por que não estou feliz na minha profissão atual?

Lembre-se que, já que você está sempre mudando, a jornada de autoconhecimento é um processo contínuo. A boa notícia é que muitas das reflexões e ferramentas contidas nessa matéria podem ser reutilizadas sempre que você precisar.

Caso se interesse por um estudo mais profundo, conheça os cursos de autoconhecimento da Fundação Estudar: Autoconhecimento Na Prática, que acontece presencialmente em diversas cidades brasileiras, e Autoconhecimento Na Prática Online, que você pode fazer em seu próprio ritmo.

Por que pensar sobre si mesmo?

Qual é sua história? Quais são seus valores? Suas motivações? Como os outros personagens da sua vida entendem que você é? Calma, este não é o começo de nenhuma reflexão filosófica sem fim: são apenas seus pontos de partida para praticar o autoconhecimento.

Ao começar a responder algumas dessas questões, você também começa a ligar os pontos da sua identidade, algo que terá consequências positivas em diversas áreas da sua vida. Afinal, quantas vezes você já não se pegou pensando “por que disse isso ou aquilo?” ou “como posso saber se aqui é o lugar certo para mim?”. Ao entender melhor como pensa e sente, você consegue enxergar tudo com mais clareza.

Inteligência Emocional: entenda o que é, a importância e como desenvolver

A melhor parte? Você pode inclusive fazer isso sozinho: só precisa de papel, caneta e uma mente aberta ao se fazer estas perguntas. Anote também as duas primeiras dicas: escreva tudo que vier à mente e não se censure.

Não existem respostas certas ou erradas, então deixe o julgamento do outro lado da porta.

reflexões para começar o processo de autoconhecimento

Abaixo, há uma série de vídeos rápidos de especialistas da Fundação Estudar que vão ajudá-lo com ferramentas e conceitos para iniciar (de verdade!) esse processo.

Como eu ajo?

Imagine que você está em uma entrevista de emprego e alguém lhe pergunta: quem é você? Quando você pensa em seu modo de agir, quais são as principais palavras que vem à cabeça?

 

O que me faz feliz?

Quais lugares te trazem mais bem estar? Que atividades que dão prazer? Com que tipo de pessoa você se sente bem? O que faz seus olhos brilharem? Ao escrever absolutamente tudo que vem à mente, você cria seu “mapa da felicidade”. A ideia aqui é que você entenda melhor o que te faz feliz. É um exercício simples, mas poderoso.

O que os outros pensam sobre mim?

Para o bem ou para mal – e, frequentemente, um pouco de cada! –, nossa autopercepção é naturalmente enviesada. Por isso, é sempre bom ampliar o leque de perspectivas e perguntar para amigos, familiares e colegas que convivem com você: o que acham que faço bem? O que acham que posso melhorar?

Quais são meus pontos fortes e fracos?

Primeiro, faça duas colunas numa folha de papel. De um lado ficarão seus pontos fortes (aquilo em que você é bom, elogiado e se destaca) e do outro, seus pontos fracos (que atrapalham sua performance, que já foram apontados como pontos de melhoria ou de que você sente falta).

Depois, pense em sua performance no ano anterior e dê um exemplo real seu para cada ponto no papel. Quando esses pontos se mostraram presentes?

Saiba mais sobre pontos fortes e fracos aqui!

Por fim, pense no que deveria ter seu desenvolvimento prioritário – e não são sempre os pontos fracos! O que realmente te atrapalha ou prejudica? O que traz mais resultados ou teria mais impacto? Há um ponto forte que você pode elevar para se transformar em um expert, por exemplo?

Abaixo, você pode entender melhor como escolher os pontos que merecem mais atenção:

Que marca quero deixar no mundo?

Grandes ou pequenas, boas ou ruins, todos deixam marcas entre as pessoas com quem convivem. Então, reflita por um momento: como você gostaria de ser lembrado? E como pode construir ou fortalecer essa percepção daqui para frente?

ferramentas de autoconhecimento

Ferramentas práticas são sempre um ótimo jeito de organizar seus pensamentos de uma maneira clara e compreensível. Abaixo, especialistas em autoconhecimento da Fundação Estudar compartilham o que utilizam em seus cursos de autoconhecimento!

O Filme da Sua Vida: quais foram suas experiências mais marcantes?

Imagine que sua vida vá virar um filme. Quais são as experiências mais marcantes – boas ou ruins, na infância, adolescência ou idade adulta – de toda sua experiência até hoje?

O que não poderia faltar no roteiro? Qual é a mensagem principal dessa cena para mim?

A Roda da Vida: sua vida está equilibrada?

A Roda da Vida mapeia seu momento atual. Ao refletir sobre quão satisfeito está com diferentes áreas importantes na sua vida – saúde, trabalho, o que quiser –, você pode descobrir o que está incomodando e começar a criar um novo equilíbrio.

Mandala Ikigai: como trabalhar com sua paixão?

Qual é seu propósito? Antes de se sentir pressionado pelo peso dessa questão, conheça a mandala ikigai (termo em japonês que quer dizer “razão de ser”), e preencha os quatro círculos que lhe ajudarão a descobrir uma resposta!

Autossabotagem: quais são os comportamentos mais comuns?

Já teve aquela sensação de que, olhando em retrospecto, você errou mesmo e não sabe mais por que insistiu que tinha sido resultado de outra coisa ou outra pessoa – o trânsito, a crise ou um colega?

Trata-se de um comportamento do tipo autossabotador, daqueles que entram em ação quando atribuímos nossos erros a fatores externos e agimos de maneira negativa. Quando você descobre um autossabotador na sua maneira de agir, tudo fica mais fácil e você entende como controlar e contornar o problema para agir de uma maneira mais produtiva e satisfatória.

Na websérie abaixo, você descobre quais são os autossabotadores mais comuns entre os jovens, como ansiedade e procrastinação, e como driblá-los!

Testes de autoconhecimento da Fundação Estudar

A Fundação Estudar oferece gratuitamente três testes para quem quer se conhecer melhor. O objetivo das avaliações, que fazem parte de todos os processos seletivos da organização, é oferecer ao maior número de pessoas possível insumos sobre seus valores (aquilo em que você acredita), seu estilo de trabalho (com que tipo de ambiente você mais combina) e sua personalidade (seus principais atributos).

Assim, sabendo o que mais combina com seu perfil, fica mais fácil ter uma carreira de alto impacto e em harmonia com quem você é de verdade – e quanto mais gente satisfeita profissionalmente, melhor para o país!

Teste de valores

Valores são um conjunto de crenças pessoais que guiam nossas escolhas e avaliações e também influenciam nossa satisfação profissional no médio e longo prazo.

Quando trabalhamos em uma empresa que os compartilha, ficamos engajados – e vice-versa. Ao entender quais são seus valores, você está mais bem preparado para entender sua compatibilidade com diversas oportunidades profissionais.

Teste de estilo de trabalho

Você já deve ter percebido que estilos e culturas de trabalho podem mudar muito entre uma empresa e outra.

Ao entender qual é seu próprio estilo de trabalho – se prefere algo mais informal, orientado para resultados, estável etc. –, você também pode entender em que ambientes estará facilmente alinhado, o que se traduz em uma adaptação mais rápida e uma menor rotatividade.

Teste de personalidade

Este modelo de teste de personalidade traz 5 atributos que se mantém razoavelmente estáveis no longo prazo: extroversão, agradabilidade, diligência, estabilidade emocional e curiosidade intelectual.

É uma medida muito útil na hora de entender seu alinhamento com funções e tarefas específicas de cada trabalho, já que assim você consegue entender melhor se prefere trabalhar em grupos ou sozinho ou como lida com pressão, entre outros insights.

Como pensar em seu propósito

Eis uma palavra que agrada, inspira e confunde inúmeras pessoas. Afinal, qual é seu propósito?

É preciso deixar claro que, quando escrevemos propósito, não estamos falando de algo predestinado ou sobrenatural. Propósito é aquilo que é lhe motiva, move e inspira, que o anima a se levantar diariamente para trabalhar por algo maior – e só você é capaz de ter essa resposta.

Pensar em algo assim pode parecer abstrato, como colocar um barco no meio do mar sem saber para onde ir, mas garantimos que não é. Continue empregando as ferramentas fundamentais do processo de autoconhecimento (mente aberta, caneta e papel) e vamos em frente!

Encontrar seu propósito

Saiba quais são seus valores

Valores, como explicamos antes, são as crenças pessoais mais importantes para você. Saber quais são os seus é crucial para entender que tipo de trabalho, função e ambiente combinam com seu perfil.

Leve em consideração o que realmente faz sentido para você

Esqueça o que seus pais, amigos, professores e outras pessoas que influenciam suas opiniões falam por um momento. O que você gostaria mesmo de fazer?

O que você faria se não precisasse de dinheiro?

A reflexão é sugestão de Warren Buffett, o investidor mais importante do mundo. Apaixonado por seu trabalho, ele não pensa em se aposentar mesmo estando perto dos 90 anos.

“Procure o emprego que aceitaria se não precisasse do dinheiro”, disse recentemente. “É o que fará com que você se sinta bem e você deve continuar nessa direção, pelo menos de maneira geral.”

Pense em suas motivações

Quais são seus gatilhos e o que te faria levantar da cama todas as manhãs? Sem censura prévia, se questione e liste todas as possibilidades.

Que marca quer deixar no mundo?

Reflita: como gostaria de ser lembrado? Que tipo de legado lhe daria orgulho? Mais uma vez, não se censure!

Siga sua curiosidade

Adam Steltzner, um dos principais engenheiros da NASA, liderou a equipe responsável pelo pouso do veículo Curiosity em Marte – um dos feitos mais difíceis da agência espacial até hoje.

O que isso tem a ver com propósito? Steltzner achou o seu por acaso, quando ainda era um músico sem faculdade e sem interesse em exatas. Numa noite qualquer, interessou-se pelas estrelas e se inscreveu num curso amador de astronomia. Acabou tropeçando na física e se apaixonou perdidamente pelo tema.

O resumo da ópera? Tornou-se um defensor ferrenho da curiosidade. “Olhe para dentro e siga sua alegria”, aconselha. “A curiosidade mudou minha vida.”

Quem você admira e por que?

Escolha alguns ídolos e pense: o que admira neles? Quais são as características, ações ou jeitos de pensar que os tornam tão inspiradores?

Ao analisar seus modelos, você entende melhor o que tanto lhe inspira. Leia, assista e pesquise tudo que puder sobre essas pessoas!

Anote tudo (mesmo)

Se preferir desenhar e rabiscar a escrever, esteja à vontade. Também não se preocupe com pormenores como os jargões corretos ou se aquilo é realista – este é um momento de reflexão profunda, então anote tudo de verdade.

Anotar seus pensamentos é um jeito de tornar materiais suas reflexões e não perder nada de vista. Se quiser, pode inclusive carregar um bloco ou um caderno por aí para anotar algo novo sempre que passar pela sua cabeça.

para desenvolver seu propósito

Quando você souber melhor (mesmo que seja só um pouco melhor!) que direção quer seguir, pode tornar seu propósito ainda mais palpável e seus objetivos, mais claros. Qual é o objetivo aqui? Conectar de maneira mais transparente o que você quer, como seu desejo pode se tornar realidade e criar um plano para conectar seu presente com seu futuro.

Para fazer isso, você pode seguir os 4 passos que descrevemos abaixo.

Entenda seu estado atual

Seu estado atual é, como o nome entrega, seu presente. Qual é seu trabalho hoje? Quais são suas responsabilidades e como seu perfil se encaixa com o perfil da organização? Como você encara seus desafios hoje em dia? Você está feliz? O que lhe motiva e desmotiva ali? Escreva tudo e deixe as ideias fluírem.

Identifique seu estado desejado

Pense com cuidado: onde você gostaria de estar em dois ou cinco anos? Qual é sua visão? O que quer estar fazendo profissionalmente? O que vai fazer com que você olhe para trás e diga: ainda bem que me esforcei? Siga anotando tudo!

Valide seu estado desejado

Não basta gostar da ideia desse futuro, é preciso entender por que ela é atraente para você. Assim, essa visão vai continuar sendo um fator motivador e capaz de focá-lo!

Por que quer conquistar esse objetivo? O que espera aprender ou ganhar com isso? Por que ele é tão importante? Sua motivação é profunda? Seu objetivo está alinhado com seus valores mais importantes?

Planeje-se

Agora vem uma parte bem importante: traçar uma estratégia para chegar em seu estado desejado. O que o separa dele? Algo que você precisa aprender, adquirir ou mudar, como um novo tipo de conhecimento, competência ou experiência?

Seja bastante detalhista! Quanto mais detalhes tiver, mais fácil vai ficar transformar tudo isso num plano de desenvolvimento individual (PDI) com metas, prazos e objetivos. Exige uma boa dose de esforço, é verdade. Mas é progresso – e isso sempre vale a pena.

Ferramentas de Autoconhecimento

livros de autoconhecimento para quem quer se destacar na carreira

Quem investe no autoconhecimento dedica tempo para olhar para dentro e refletir, o que também aumenta as chances de conquistar melhores resultados no trabalho – se você sabe o que te motiva e o que você faz bem, acaba entregando mais no seu dia a dia.

A seguir, listamos nove livros que vão te ajudar a dar os primeiros passos nessa jornada.

Eles fazem parte da bibliografia utilizada pela Fundação Estudar para criar os melhores cursos de autoconhecimento: Autoconhecimento Na Prática (realizado presencialmente nas maiores cidades brasileiras) e o Autoconhecimento Na Prática Online (em formato virtual).

 Marcia Benc

Entenda as ferramentas utilizadas pelos coaches a partir da expertise de mais de 27 anos da Marcia Bench, uma das veteranas da área. O livro é utilizado como manual de diversos programas de treinamento de coaches ao redor do mundo e traz exemplos de situações de coaching, questões, dicas e pontos de reflexão, além de exercícios e material complementar.

The Decision Book: 50 Models for Strategic Thinking, de Mikael Krogerus e Roman Tschäppeler

Um guia rápido para compreender a si mesmo e fazer as escolhas certas, já que todos os dias temos que tomar decisões.

O livro é ilustrado e traz 50 modelos e estratégias para melhor estruturação e, posteriormente, compreensão de muitos desafios constantes da vida, além de ferramentas e até mesmo um exercício incomum inspirado por Warren Buffet.

Motivação 3.0, de Daniel Pink

Muitas empresas continuam usando recursos como aumento, promoção ou punição para motivarem seus funcionários, um modelo que foi bem-sucedido até o século passado. Em Motivação 3.0, Daniel Pink nos prova que essa motivação baseada em recompensas e punições já não é mais eficiente.

Os fatores motivacionais vêm de dentro de cada um de nós. É o legado que deixaremos no mundo e nosso nível de satisfação pessoal e profissional que nos fazem buscar um melhor desempenho e resultado no que nos propomos a fazer.

Flow: The Psychology of Optimal Experience, de Mihaly Csikszentmihalyi

Pesquisas realizadas pelo psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi sobre “experiência ótima” têm revelado que o que torna uma experiência verdadeiramente gratificante é um estado de consciência que ele chama de flow. Durante o flow, as pessoas geralmente sentem prazer profundo, criatividade e um total envolvimento com a vida.

No livro, ele demonstra as maneiras de controlar esse estado positivo: ao ordenar a informação que entra em nossa consciência, é possível descobrir a verdadeira felicidade e melhorar significativamente a qualidade de vida.

Why We Do What We Do: Understanding Self-Motivation, de Edward Deci

Em um livro que desafia o pensamento autoritário sobre a motivação, o psicólogo social Edward Deci oferece uma alternativa à atual teoria de recompensa-punição, que, longe de ser anárquica, defende o nosso sentido internalizado de liberdade, responsabilidade e compromisso.

Attitudes, Personality, and Behavior, de Icek Ajzen

Por que as pessoas dizem uma coisa e fazem outra? Por que as pessoas se comportam de forma inconsistente de uma situação para outra? Como as pessoas traduzem suas crenças e sentimentos em ações? Este livro descreve como e por que as crenças, atitudes e traços de personalidade influenciam o comportamento humano, abrangendo teorias existentes e detalha novas abordagens teóricas para as relações entre intenções e comportamento.

Mindset: por que algumas pessoas fazem sucesso e outras não, de Carol Dweck

Neste livro, a expert em motivação e psicologia da personalidade Carol Dweck mostra o que descobriu em mais de 20 anos de pesquisa: o mindset não é uma mera peculiaridade. Ele cria todo o mundo mental e determina como cada um se torna otimista ou pessimista, molda seus objetivos e define uma atitude em relação ao trabalho e aos relacionamentos.

Get Out of Your Own Way, de Mark Goulston e Philip Goldberg

Um guia simples e prático sobre como transformar quarenta comportamentos autodestrutivos comuns, incluindo procastinação, inveja, obsessão, raiva, autopiedade, compulsão, carência, culpa, rebelião, inação, entre outros.

O poder do hábito, de Charles Duhigg

 

Durante os últimos dois anos, uma jovem transformou quase todos os aspectos de sua vida. Parou de fumar, correu uma maratona e foi promovida. Em um laboratório, neurologistas descobriram que os padrões dentro do cérebro dela – ou seja, seus hábitos – foram modificados de maneira fundamental para que todas essas mudanças ocorressem.

Há duas décadas pesquisando ao lado de psicólogos, sociólogos e publicitários, cientistas do cérebro começaram finalmente a entender como os hábitos funcionam – e, mais importante, como podem ser transformados. Para o autor do livro, Charles Duhigg, a chave para se exercitar regularmente, perder peso, se tornar uma pessoa mais produtiva, criar empresas revolucionárias e ter sucesso é entender como os hábitos funcionam. Transformá-los pode significar a diferença entre fracasso e sucesso.

 

A importância da vulnerabilidade

Quando se trata de autoconhecimento, um processo que frequentemente leva para fora da sua zona de conforto, é importante ter coragem para testar coisas novas e, eventualmente, encarar erros e fracassos.

Em uma cultura que busca a perfeição constantemente, não é uma tarefa fácil. Mas é necessária e se torna muito mais fácil quando demonstramos vulnerabilidade.

Para Brené Brown, pesquisadora da Universidade de Houston que teve uma TED Talk viral sobre o tema, os principais aprendizados – uma peça fundamental no processo de autoconhecimento! – só são absorvidos quando aceitamos ser vulneráveis para sentir e falar sobre fracassos e emoções como dor, vergonha e medo.

Fracassou? Pegue um microfone e fale em voz alta!

Ao aceitarmos o fracasso também em nosso processo de autoconhecimento, começamos a desconstruir tanto a ideia de que é preciso ser um super herói para ter sucesso quanto a outra, também perniciosa, de que só tivemos experiências ruins.

Para facilitar suas reflexões, pode ser uma boa prática carregar um caderno para anotar seus pensamentos sobre suas próprias ações e escolhas e assim não perder esses pequenos insights de vista sempre que vierem. “A vergonha precisa de três coisas para crescer: segredo, silêncio e julgamento”, resumiu Brown.

Ao longo de seu processo de autoconhecimento, que pode suscitar sentimentos fortes, tente ao máximo estigmatizar qualquer um desses elementos. Então desmistifique seus sonhos, seja honesto em relação ao que você quer e em relação a quem você é, sem medo de ser vulnerável.

Se essas emoções surgirem, aceite-as pelo que são e siga em frente!

É fácil? Às vezes não.

É rápido? Na verdade, como você está sempre mudando, o autoconhecimento é um processo contínuo. Então não tem fim!

Mas tudo isso vale a pena? Com certeza.