quarta-feira, 2 de setembro de 2015


João, o apóstolo do amor e da verdade
  
Em sua Segunda Epístola, o apóstolo João faz uma exaltação ao amor, mas também à verdade. Somente nos quatro primeiros versículos, a palavra "verdade" aparece cinco vezes. É bom lembrar que se trata de um livro de apenas treze versículos, o que ressalta a importância da verdade nesse texto joanino.

Escrevendo à "senhora eleita e aos seus filhos" (v. 1) como quem escreve a uma igreja estimada, João diz que os ama "na verdade", assim como aqueles que conhecem a verdade igualmente amam a senhora e seus filhos. Esse amor procede da verdade permanente ["que permanece em nós"] e envolvente [e conosco estará para sempre], conforme os vv. 1,2.

Na saudação, o apóstolo une mais uma vez a verdade e o amor, dizendo que a graça, a misericórdia e a paz de Deus Pai e do Seu Filho Jesus Cristo estarão conosco "em verdade e amor" (v.3). A alegria do presbítero João (v. 1,4) é ver que os crentes daquela igreja vivem na verdade, de acordo com o mandamento recebido do Pai (v.4).

Reforçando o mandamento do amor, o apóstolo faz uma afirmação muito rica: o amor de uns para com os outros é o mandamento recebido desde o princípio, e este amor consiste em andar segundo os mandamentos que recebemos do Pai. E, mais uma vez, num ciclo, o apóstolo diz que esse mandamento é o amor. Dessa forma, devo amar porque é um mandamento. E o amor é obedecer aos mandamentos, que se resumem no amor (vv. 5,6). Longe de ser tautológico, João afirma simplesmente que o fundamento da Lei de Deus é o amor, algo que Paulo trabalhou muito bem em Romanos, culminando com a frase: "o cumprimento da lei é o amor" (13.10).

Em seguida, o apóstolo João se refere à extrema necessidade de confessar a Jesus como tendo vindo em carne (v. 7), e recomenda firmemente a observância da doutrina de Cristo (vv. 9-11). Para João, quem não ensina a doutrina do Cristo encarnado é enganador e anticristo (v. 7). Ele não mede palavras. Considera até mesmo que a desatenção à doutrina da encarnação de Cristo compromete a conquista de "completo galardão" (v. 8). E mais: não tem a Deus quem "ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece" (v. 9). É importante permanecer na doutrina para ser ligado ao Pai e ao Filho (v. 9).

João é muito claro: a doutrina quanto à pessoa e obra de Cristo é fundamental. De maneira que alguns podem achar deselegante, João exorta a que não recebamos em casa pessoas que não trazem "esta doutrina" (v. 10). Não é sequer para fazer uma saudação (v. 10), dado o perigo de compactuar com o ensino herético (v. 11). É digno de nota que essas admoestações tenham saído da pena do chamado "apóstolo do amor". Com efeito, o amor cristão não é mero sentimento nem característica individual, mas uma ordem. A Bíblia está repleta de exortações ao amor, desde a Torah até o Apocalipse.

Ao mesmo tempo, e sem conflito, é necessário apegar-se à verdade. Atualmente, alguns teólogos e líderes evangélicos andam ensinando uma espécie de amor que mitiga a verdade, como se houvesse uma incompatibilidade entre ambas as virtudes. Acham que a doutrina da Graça permite a manutenção de uma vida de pecado, ou que não existe verdade absoluta, pois "Deus é amor". É preciso entender que Jesus é o caminho e a vida, mas também é a verdade. Jesus é a verdade, e foi essa verdade que nos libertou (Jo 8.32,36).

Transigir na seara doutrinária não é um bom caminho. Os relativistas teológicos deveriam refletir mais sobre as conseqüências de suas idéias na espiritualidade dos cristãos que os escutam e lêem.

Precisamos, sim, de confissões de fé. Precisamos de referenciais. Precisamos de absolutos, ao menos naquilo que é a base de nossa Fé.

João, o apóstolo, não viu oposição entre o amor e a verdade. Por que eu, então, faria diferente?





Irmão messias

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O Êxodo - Os Mistérios da Bíblia

Doação
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Dê-lhe generosamente e sem relutância no coração; pois, por isso, o Senhor, o seu Deus, o abençoará em todo o seu trabalho e em tudo o que você fizer.

cada um de vocês trará uma dádiva conforme as bênçãos recebidas do Senhor, o seu Deus.

O povo alegrou-se diante da atitude de seus líderes, pois fizeram essas ofertas voluntariamente e de coração íntegro ao Senhor. E o rei Davi também encheu-se de alegria.

Quanto for possível,
não deixe de fazer o bem
a quem dele precisa.

Há quem dê generosamente,
e vê aumentar suas riquezas;
outros retêm o que deveriam dar,
e caem na pobreza. O generoso prosperará;
quem dá alívio aos outros,
alívio receberá.

O dia inteiro ele deseja mais e mais,
enquanto o justo reparte sem cessar.

Quem é generoso será abençoado,
pois reparte o seu pão com o pobre.

Quem dá aos pobres
não passará necessidade,
mas quem fecha os olhos para não vê-los
sofrerá muitas maldições.

Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em minha casa. Ponham-me à prova", diz o Senhor dos Exércitos, "e vejam se não vou abrir as comportas dos céus e derra­mar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las.

Mas, quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará.

Jesus sentou-se em frente do lugar onde eram colocadas as contribuições e observava a multidão colocando o dinheiro nas caixas de ofertas. Muitos ricos lançavam ali grandes quantias. Então, uma viúva pobre chegou-se e colocou duas pequeninas moedas de cobre, de muito pouco valor. Chamando a si os seus discípulos, Jesus declarou: "Afirmo que esta viúva pobre colocou na caixa de ofertas mais do que todos os outros. Todos deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver".

João respondia: "Quem tem duas túnicas dê uma a quem não tem nenhuma; e quem tem comida faça o mesmo".

Dê a todo aquele que pedir, e se alguém tirar o que pertence a você, não lhe exija que o devolva.

Deem e será dado a vocês: uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante será dada a vocês. Pois a medida que usarem também será usada para medir vocês".

Em tudo o que fiz, mostrei a vocês que mediante trabalho árduo devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: 'Há maior felicidade em dar do que em receber' ".

se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente; se é exercer liderança, que a exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que o faça com alegria.

Lembrem-se: aquele que semeia pouco também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura também colherá fartamente. Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer que toda a graça lhes seja acrescentada, para que em todas as coisas, em todo o tempo, tendo tudo o que é necessário, vocês transbordem em toda boa obra.

Aquele que supre a semente ao que semeia e o pão ao que come também lhes suprirá e multiplicará a semente e fará crescer os frutos da sua justiça.

Como vocês sabem, filipenses, nos seus primeiros dias no evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja partilhou comigo no que se refere a dar e receber, exceto vocês; pois, estando eu em Tessalônica, vocês me mandaram ajuda, não apenas uma vez, mas duas, quando tive necessidade. Não que eu esteja procurando ofertas, mas o que pode ser creditado na conta de vocês.

Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: "Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se", sem porém lhe dar nada, de que adianta isso?

Outros versículos:
Não só por isso, mas ele também foi escolhido pelas igrejas para nos acompanhar quando formos ministrar esta doação, o que fazemos para honrar o próprio Senhor e mostrar a nossa disposição.
2 Coríntios 8:19



Irmão messias

segunda-feira, 31 de agosto de 2015


"CREDE NOS SEUS PROFETAS, E PROSPERAREIS"


“[...] crede nos seus profetas, e prosperareis” 
(2 Crônicas. 20:20)

Este versículo, infelizmente, é o versículo chave, o texto áureo, na boca dos propaladores da Teologia da Prosperidade. Veja, por exemplo, aqui, aqui e aqui.
Inventa-se uma campanha e lá está o versículo como base teológica.

O que me preocupa é que ele é tomado somente para campanhas financeiras, ou seja, faltou dinheiro, ou o caixa está em baixa, o versículo é o princípio, é a chave do lucro. Precisa-se dinheiro, lá está o versículo; não está dando para pagar os compromissos (supostamente da obra do Senhor) inventa-se o tipo de campanha que quer – pode ser em reais ou dólar, pode-se usar a numerologia – e lá está o versículo. E assim vai.

Interessante também é que a oferta é para abençoar quem dá. Veja a generosidade: ela não vai abençoar o ‘profeta’; mas é o ‘profeta’ que, obedecendo a Deus, está abrindo uma porta para abençoar eu, você e todos aqueles que caírem na lábia dos falsos profetas.

É o versículo preferido para fazer o povo dar ‘generosamente’; lamentavelmente, infelizmente, vergonhosamente, tem se tornado o versículo da barganha. Nele temos a palavra prosperareis, e veio na medida, pois tem caido como luva em mão de noiva, para apoiar a Teologia da Prosperidade, e enriquecer os proponentes dela. E infelizmente o povo é enganado, ludibriado, negociado, e continua no erro de dar ouvidos a estes profetas. Pois se os falsos profetas prosperam, é porque o povo ouve e pratica suas mentiras (Ez. 13:19); dá ouvido às suas falácias; alimenta suas insaciáveis contas bancárias; não confere as coisas com a Palavra da Verdade; eles pedem um jatinho para ‘evangelizar’, fazem uma declaração profética e lá está o povo, dando o suor, indo às lágrimas para alimentar suas luxúrias, e corroborar a Teologia da Prosperidade (2 Pe. 2:14).
Analisando a passagem que envolve 2 Crônicas 20:20 não encontrei, em nenhum momento, que o povo teve grandes vitórias financeiras; tornou-se rico de um momento para o outro; sendo assim, não encontro qualquer apoio, que o versículo em questão, venha dar para a Teologia da Prosperidade,

ou para qualquer campanha financeira, material, econômica. O versículo em questão tem que ser lido no seu contexto. Desde o capítulo 19. Pois lendo somente ele, poderemos fazer o que bem quisermos, mas lendo o contexto imediato, veremos que o que os profetas falaram, foi a verdadeira orientação do Senhor para uma batalha específica.

Vejamos:

Jeosafá era rei de Judá nesta época, e conseguiu deixar Jerusalém em paz (2 Crônicas. 19:1);
Fez com que o povo se voltasse para o Senhor (2 Crônicas 17:9; e 19:4);

Estabeleceu juízes com as seguintes características espirituais e morais: deviam andar no temor do Senhor, ser fieis, e ser íntegros de coração (2 Crônicas  19: 9)   no entanto, não vemos nenhuma exigência de que deveriam ter fortunas como prova de que eram verdadeiros profetas de Deus;
Estes juízes deviam julgar com justiça, com equidade
(2 Crônicas  19: 10);
Deviam esforçar-se, e o Senhor abençoaria os bons
(2 Crônicas  19: 11).
Até aqui não vi nenhuma referência à prosperidade financeira.

Seguimos em frente.
Num momento, os filhos de Moabe e Amom, resolveram vir à peleja contra Jeosafá. Vieram apressadamente, e em multidão, o que sabendo Jeosafá, temeu                            (2 crônicas  20: 1 - 2);
Jeosafá, sabiamente, foi humilhar-se aos pés do Senhor, e juntamente com ele, todo o povo (2 Crônicas  20: 1 – 5 , 13).  
Humilhando-se reconheceram: a soberania de Deus (2 Crônicas  20: 6); lembraram da promessa de Deus feita a Abraão (2 Crônicas 20:7,8); lembraram que a casa do Senhor é um lugar em que se deve clamar, humilhado aos pés do Senhor (2 Crônicas 20:9); reconheceram, diante do Senhor, que não tinham força e nem sabedoria para enfrentar o exército inimigo, mas estavam confiantes no Senhor (2 Crônicas 20:12);
A resposta do Senhor: não temer, pois era ao Senhor que lutaria (2 Crônicas 20:15,17);
Diante da resposta eles adoraram, rejubilaram diante do Senhor (2 Crônicas 20:18,19);
Quando saíram à peleja, foram orientados por Jeosafá, a ouvirem as orientações dos profetas com relação à peleja. Jeosafá diz: “Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros” e depois ele diz “crede nos seus profetas, e prosperareis” (2 Crônicas 20:20). A confiança deveria estar primeiramente em Deus; e deveriam crer nos profetas, porque eles falariam ao povo a devida orientação do Senhor, para a referida peleja.

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Mas o quê que os profetas falaram que eles deveriam crer?

Os profetas falaram para eles louvarem ao Senhor diante do esplendor de Sua santidade, dizendo:                                                                               “Rendei graças ao Senhor, pois o seu amor dura para sempre”               (2 Crônicas 20:21).
Diante disto, o Senhor respondeu com vitória, colocando embaraços diante do exército inimigo (2 Crônicas 20:22-24); a vitória foi tão grande e estrondosa que o lugar ficou conhecido como Vale de Beraca, ou seja, o Vale da Bênção.

É bem diferente do que estamos ouvindo dos profetas da prosperidade dos dias de hoje. Pois se evidencia o ‘eu’, e não o Senhor; a bênção está antes do Senhor. A ênfase financeira está tão impregnada em púlpitos que ouvi um pastor dizer: “a única coisa que repreende o devorador, para crente e não crente, é o dízimo”. Recentemente ouvi um destes profetas da prosperidade. Dizia ele: “será que Deus já fez promessa à você, e esta promessa não foi ainda cumprida?

Se você responde com honestidade: Sim! Deus tem feito promessas para mim, mas elas nunca foram cumpridas. Ouça a voz de Deus agora:

Se você for ao telefone, e fizer este compromisso, para semear, e você disser: Deus, eu quero dar um passo na minha unção financeira dos últimos dias.  Eu te prometo, antes de chegar o dia primeiro de janeiro, este é o momento de Ele cumprir toda a profecia, toda a promessa, que Ele já fez sobre a tua vida”. Será que precisamos de uma nova unção (já que eu não achei unção financeira em toda a minha Bíblia) para Deus cumprir as suas promessas sobre a minha ou a tua vida? Deus precisa de uma ajudinha? Deus precisa de novas teologias, de um novo profeta, de novas unções? Categoricamente digo NÃO. Deus é soberano e faz as coisas como Ele quer.
Estes profetas se contradizem; em algumas pregações tenho visto muitos tele evangelistas e tele pregadores, pregarem, biblicamente, contra a Teologia da Prosperidade, porém hoje, vejo que muitos deles já trocaram de lado, ou seja, estão apoiando o que antes, biblicamente, condenavam. A medida que vejo estes acontecimentos, olho para o que Jesus falou: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vem até vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores... ,pelos seus frutos os conhecereis” 
(Mateus. 7:15,16).
Às vezes o fruto leva tempo para aparecer, mas a verdade é, que um dia ele aparece.
Jeosafá e todo Judá prosperaram, mas confiados, primeiramente no Senhor (2 Crônicas 17: 1, 19).

Os profetas não inventaram campanha, não mudaram os planos do Senhor, não inovaram, mas unicamente, obedeceram ao Senhor, e orientaram o povo à obediência ao Senhor. Daí a vitória foi certa e esmagadora.
Após a vitória, os louvores continuaram, pois a alegria, no Senhor, era muitíssima (2 Crônicas 20: 25, 30).
Tomamos cuidado com estes que usam um versículo aqui, outro ali, para apoiar suas campanhas, seus projetos de enriquecimento. São pastores que tiram, sem misericórdia, a lã das ovelhas; apascentam-se a si mesmos, e não apascentam as ovelhas (Ezequiel 34: 3).
O indouto Pedro, porém servo e Apóstolo de Jesus Cristo nos advertiu: “Mas houve também falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres [...] por ganância farão de vós negócio, com palavras fingidas” (2 Pedro 2: 1, 3).

A palavra ganância quer dizer apetite insaciável, e a palavra negócio tem o sentido de viajar como mercador, viajar a negócios, merciar, explorar, lucrar.



Irmão messias
Fonte: R. V.






                                           

domingo, 30 de agosto de 2015


A RESPOSTA DE DEUS AO PROBLEMA DA SOLIDÃO


Você já reparou quantos quadros apresentam ilhas desertas? Você olha o desenho e lá estão duas pessoas, náufragos ou abandonados, naquela ilhazinha, embaixo das palmeiras.
Dizem os psicólogos que muitas vezes em nossa vida, nos sentimos como náufragos numa ilha deserta. Nessas ocasiões estamos como que aprisionados num círculo de solidão, sentimo-nos totalmente abandonados, sem pessoa alguma a quem possamos recorrer ou de quem possamos depender. É a solidão!

Todos nós estamos sujeitos à solidão, e a Bíblia nos mostra a resposta de Deus a este problema. Muitas são as causas que provocam a solidão. Uma pode ser a perda de uma pessoa querida. Outra pode ser a mudança de um ambiente familiar e agradável para outro onde a pessoa é desconhecida e se sente desambientada. Também pode acontecer que uma pessoa seja abandonada pelo seu grupo de amigos.

Seja qual for a causa da solidão, saiba que Deus está interessado em nós.
A solidão não é simplesmente conseqüência da ausência de pessoas, porque a multidão muitas vezes é o lugar mais solitário. Vocês que viajaram, sabem disso. Você está cercado de pessoas, mas sente a tristeza da solidão. Isto acontece porque a solidão não depende do número de pessoas que estão com você em determinado lugar, mas do relacionamento que você tem com estas pessoas.
Não é o número de pessoas que determina o seu sentimento de solidão, mas o seu relacionamento com alguém. Encontramos na Bíblia a história de pessoas que experimentaram a solidão, mas que encontraram a solução para este problema.
O profeta Elias é uma destas pessoas. Em seu tempo, a rainha Jezabel tinha introduzido deuses pagãos na vida religiosa de Israel, que foram aceitos pelo povo. Para agradar sua mulher Jezabel, o rei Acabe deu-lhe autoridade sobre assuntos religiosos, e mandou construir ídolos e templos aos deuses dela.
Acabe igualou o culto a Baal ao culto a Jeová. Então, Deus enviou Elias. O profeta destemidamente denunciou o pecado que todos haviam cometido, abandonando Jeová. E por causa da pregação de Elias, Jezabel decidiu matá-lo.

Então, Elias fugiu para o deserto e se escondeu em uma caverna. "E lhe veio a palavra do Senhor dizendo: Que fazes aqui Elias?" (1 Reis 19:9).
A sua solidão era real, palpável, pois ele se sentia triste, desanimado e derrotado por não ter absolutamente ninguém ao seu lado. Foi então que Deus começou a resolver o problema de Elias.
A primeira providência que tomou foi Ele próprio revelar-se ao profeta. Elias tinha que aprender a lição de que um homem que conhece ao Senhor nunca está só, pois Deus prometeu ser umauxílio bem presente na angústia. E na escuridão e na solidão da caverna Deus estava lá. Deus estava se revelando a Elias naquela solidão, mas ele estava tão desconsolado que parecia ter perdido a capacidade de buscar a Deus através da oração. Ele estava enfraquecido pela solidão e pelo desespero. Então, Deus veio em seu auxílio e lhe revelou a sua presença.
A consciência da presença de Deus em nossos corações é o primeiro passo para vencermos a solidão. Este princípio é ilustrado na Bíblia em diversas ocasiões. Em Deuteronômio 31:6-8, encontramos Moisés falando a Josué. Estava se aproximando a hora da morte de Moisés e Josué tinha sido escolhido para assumir o comando do povo de Israel. Então Moisés lhe disse:

"Esforça-te e anima-te, pois com este povo entrarás na terra que o Senhor jurou a teus pais lhe daria, e tu os farás herdá-lo. O Senhor é que vai adiante de ti; Ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará. Não temas; não te espantes." (Dt 31:7-8).
Repare que, por duas vezes, vemos a promessa de que Deus não vai desamparar Josué. Moisés tinha avisado Josué sobre a sua morte; era natural que o sentimento de solidão se abatesse sobre Josué. Nas Moisés tranqüilizou Josué: "O Senhor será contigo, não te deixará, nem te desamparará." O sentimento de solidão podia ser dissipado com a promessa que Deus não o deixaria só.
O segundo passo para vencermos a solidão é a atividade espiritual. Voltemos ao profeta Elias. "Disse-lhe o Senhor: vai, volta pelo caminho para o deserto de Damasco. Quando lá chegares, unge a Hazael rei sobre a Síria." Nos versículos 16 a 18, Deus determina a Elias uma tarefa e o adverte em não ficar escondido na caverna. Ele deve empenhar-se na realização do trabalho que lhe foi determinado.
Quando estamos ocupados realizando a vontade Deus, podemos sentir sua presença e sua aprovação bem dentro de nós.

Ociosidade não é a vontade de Deus para o homem.

Há um terceiro passo no versículo 18: "Também conservei em Israel 7.000 – todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que não o beijou."

Elias sentia-se sozinho porque julgava ser o único que amava a Deus.
Mas Deus lhe disse que saísse e fosse se ajuntar a outros que também amavam a Deus, o mesmo Deus a quem ele amava.

Quando encontrasse outros com a mesma fé e o mesmo amor, haveria uma aproximação e uma comunhão que iria dissipar a solidão que ele havia sofrido enquanto estava sozinho na caverna.

Muitos se entregam à solidão porque não querem empregar seu tempo nem se dar ao trabalho de encontrar uma oportunidade de comunhão com aqueles que compartilham da fé e do amor de Deus.

Este é o terceiro passo para vencer a solidão: Manter comunhão com os que amam o Senhor.

                                         
Conclusão:


A maioria dos conselhos populares e de orientação técnica para a cura da solidão começa dizendo que a pessoa deve se ocupar com alguma coisa, deve andar sempre com as mãos ocupadas. Mas isto é atacar o problema partindo de uma premissa completamente errada.

Deus não mandou que Elias primeiro ficasse ocupado e depois encontrasse alguns amigos.
Deus começou revelando a sua presença.

Qualquer atividade ou amizade que você estabeleça sem considerar a presença pessoal de Cristo na sua vida, nunca poderá satisfazer sua necessidade.

A resposta de Deus ao problema da solidão é compreender e aceitar a verdade maravilhosa e abençoada de que Deus o Pai, e o Filho, no mesmo Espírito Santo, moram nos filhos de Deus. E assim Deus está pessoalmente presente.
E onde Deus está, não há motivo para solidão.
   
Deus tem um trabalho determinado para cada um de nós, e, quando nos ocupamos em executá-lo, sentimo-nos libertos da solidão, e completamente saciados.

Finalmente, através da comunhão com aqueles que professam o amor e a fé em Deus, nos libertamos da solidão.
Quando tentado a escondermos em nossas cavernas, como Elias, que possamos experimentar a presença real de Deus em nossas vidas.

Deus está no teu coração. Você não está só. Nunca. Jamais. De forma nenhuma.




Irmão messias











                                     
           S O L I D Ã O


Ás vezes necessitamos da solidão para lidar com a nossa dor pessoal. As Escrituras Sagradas na Bíblia, dizem em Mateus 14:13 que, "Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, à parte; e quando as multidões o souberam, seguiram-no a pé desde as cidades."

A solidão pode ser muito útil para poder orar com fervor. As Escrituras na Bíblia, dizem em Mateus 14:23-24 "Tendo-as despedido, subiu ao monte para orar à parte. Ao anoitecer, estava ali sozinho." As Escrituras na Bíblia, dizem em Marcos 1:35 "De madrugada, ainda bem escuro, levantou-se, saiu e foi a um lugar deserto, e ali orava."
Se Jesus necessitava de solidão para poder meditar calmamente, claro que, quanto mais precisamos nós?

As Escrituras na Bíblia, dizem em Lucas 4:42 que, "Ao romper do dia saiu, e foi a um lugar deserto; e as multidões procuravam-no e, vindo a ele, queriam detê-lo, para que não se ausentasse delas."

O Senhor é um amigo que nunca o deixará.
As Escrituras na Bíblia, dizem  em Deuteronômio 31:8                                   "O Senhor, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará. Não temas, nem te espantes."
Quando se sinta sozinho por causa da morte de um familiar, Deus está consigo.
As Escrituras na Bíblia, dizem em Salmos 23:4 que, "Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam."
Mesmo que os nossos pais nos rejeitem, Deus nunca nos rejeitará.
    
As Escrituras na Bíblia, dizem em Salmos 27:10 que, "Se meu pai e minha mãe me abandonarem, então o Senhor me acolherá."

Deus nunca nos deixará órfãos. As Escrituras na Bíblia, dizem em João 14:18 que, "Não vos deixarei órfãos; voltarei a vós.
Nunca estamos completamente sozinhos.
As Escrituras na Bíblia, dizem em Hebreus 13:5 que, "Ele mesmo disse: Não te deixarei, nem te desampararei."

Irmão messias







                             

AS AVENTURAS DO LADRÃO DE BAGDAD-1961(Steve Reeves).avi