sábado, 17 de outubro de 2015
Cortador, Migrador,
Devorador e Destruidor - Doutrina de Deus ou dos demônios?
“Mas o Espírito de Deus expressamente diz que
nos últimos tempos apostarão da fé, dando ouvido a espíritos enganadores, e a
doutrinas de demônios;” (I Timóteo 4; 1)
Nunca a igreja de
Cristo foi tão assolada por ensinos controversos, heréticos e nocivos quanto a
sua missão de libertar vidas e preparar-se para o dia do encontro com seu
esposo nas nuvens, como nos dias atuais. Não há dúvidas que a igreja vive
os últimos dias que antecedem a volta do Filho de Deus para arrebatá-la.
Sabendo disso, nosso inimigo não poupa esforços para desvirtuar alguns do
caminho. Paulo ensina aos tessalonicenses que a apostasia seria um grande sinal
da vinda do Senhor e da presença do anticristo, que reinará por um período de
tempo neste mundo, após Cristo levar sua igreja(2Tessalonicensses 2:3). Tal
apostasia está claramente evidenciada, mas muitos ainda não se deram conta que
a estão vivenciando em seu meio. É a dracma perdida dentro da própria casa (Lucas
15:9). Apostasia esta que se caracteriza por substituir a verdade pela
mentira, supervalorizando os costumes e as tradições em detrimento da
sã doutrina.
Em outro artigo
intitulado “Pregar a Palavra com verdade é nossa responsabilidade”, enfatizei a
respeito do cuidado que nós pregadores precisamos ter ao expor as Escrituras
analisando o texto e contexto para não corrermos o risco de ensinarmos aquilo
que não é a verdade ou irmos além do que está escrito (1Corintios 4:6).
Neste artigo, quero
tratar de um assunto que é muito ensinado nas igrejas, onde a imaginação humana
tem tomado o lugar da hermenêutica no que diz respeito a interpretação de
alguns textos. É o caso dos gafanhotos que está registrado em Joel 1:4,
que diz: “O que ficou da lagarta, o gafanhoto o comeu, e o que ficou do
gafanhoto, a locusta o comeu, e o que ficou da locusta , o pulgão o
comeu". Em algumas traduções os termos lagarta, gafanhoto,
locusta e pulgão são substituídos por: cortador, migrador, devorador e destruidor. Estes
insetos, na interpretação de alguns teólogos da prosperidade passam por
uma espécie de metamorfose diabólica, onde os mesmos acabam por se transformam
em terríveis demônios e que só existe um meio de combatê-los, como veremos a
seguir.
É comum ouvirmos nas
igrejas orações no momento de recolherem as contribuições da seguinte forma:
“...Senhor repreenda o cortador, o
migrador, o devorador e o destruidor das vidas dê seus filhos que vão ofertar e
dizimar para tua obra, amém!”
Seria cômico se não
fosse trágico, pois a ideia que se tem hoje em muitas igrejas é que
não existem seres mais poderosos e terríveis do que estes quatro tipos de
gafanhotos. São mais terríveis até mesmo do que os quatro cavaleiros do
Apocalipse.
Estes quatro
gafanhotos quando transformados em demônios, recebem tanto poder (dos homens)
para agirem na vida do cristão infiel nas suas contribuições, que nem mesmo
Deus, ou o Nome de Jesus tem poder para deter as suas ações. E, infelizmente
não são poucos os que acreditam nessa estória, de forma que estes são coagidos
a contribuír em suas igrejas, às vezes doando até tudo o que possuem por
medo destes “demônios”, em lugar do temor que se deve ao Senhor.
O Espírito Santo
fala-nos por intermédio de Paulo em 1Timóteo 4:1: "Mas o
Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé,
dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios.".
É triste vermos que a maioria dos cristãos por não terem uma percepção exata
das coisas divinas, acabam por abraçar doutrinas de demônios em seus círculos,
sem usarem a razão, questionando se o que fazem está de acordo com a vontade de
Deus ou não. Mas, isso se dá em consequência da falta de um
ensinamento sadio, que possa gerar no crente uma fé genuína a ponto de
estruturá-lo e fortalecê-lo para uma vida vitoriosa e que possa verdadeiramente
agradar a Deus, porque sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11.5).
Contribuindo para o
estabelecimento dessas heresias nas igrejas, vemos o descaso de muitos crentes
em relação ao estudo da Palavra, o que os torna fracos e suscetíveis a qualquer
vento de doutrina, principalmente quando tais ensinos procedem de pessoas com
formação teológica (Efésios 4:14). Mas o Espírito Santo já nos advertia que
viria o tempo em que muitos não suportariam a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos,
amontoariam para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; os quais
desviando os ouvidos da verdade voltar-se-iam às fábulas (1Timóteo
4:3,4).
Sã doutrina, quer
dizer uma doutrina sadia que não é fundamentada em tradições humanas e muito
menos em fábulas engenhosamente inventadas(2Pedro 1:16). É o ensino coerente e
santo contido nas Escrituras sem contradições.
As fábulas, segundo
sabemos são estórias ou
uma aglomeração de composições literárias em que os personagens são objetos,
homens e animais que apresentam características humanas, tais como a fala, os
costumes, etc. A estas, se dá tanta ênfase que os incautos passam a acreditar
que seja uma verdade divinamente inspirada e que chegam a considerarem como uma
doutrina sagrada e que a mesma não pode ser contestada.
Acreditando nisso,
muitos chegam ao ridículo de ensinarem tais aberrações em suas congregações, a
ponto de classificarem de hereges os que discordam, não tendo eles a visão que
estão vivendo uma grande heresia e que poderão pagar um alto preço por também ensinarem
aos outros. O Espírito Santo também nos diz que "o deus deste século cegou os
entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho
da glória de Cristo, que é a imagem de Deus." (2Coríntios
4:4).
E, essa falta de
entendimento tem levado uma grande maioria de crentes a aceitar determinados
modismos e desvios doutrinários, como sendo santos e inspirados. Como exemplo,
temos essa estória dos
quatro terríveis gafanhotos de Joel 1:4. É uma heresia que traz um
ensino demoníaco sagaz e blasfemo em relação à pessoa de Deus e de
Cristo, quando se crê e se defende que estes gafanhotos são demônios que não poupam o
crente, quando por algum motivo, este não contribue com seu dizimo a sua
organização religiosa e também que não existe oração, jejum e nem mesmo o Nome
de Jesus seja capaz de repreender tais demônios. Tal heresia é declaradamente
uma doutrina de demônios dentro das igrejas cristãs, pois acreditando-se nestas
fábulas, ridicularizam a pessoa de Jesus a quem deveriam honrar, pondo-o como
impotente diante do deus "mamom", que segundo a crença, só quem tem o
poder de expulsar esses demônios da vida do infeliz é o ato de dizimar e
ofertar, que no caso seria dar dinheiro para aplacar a ira desses “demônios
cruéis”.
Como um abismo chama
outro abismo, essa heresia também ensina que Deus poderia ter um exército de
demônios a seu serviço para agir destruindo sem misericórdia a vida do infiel,
pois Joel 2:25 diz que estes gafanhotos é um grande exército do
Senhor que Ele enviou contra o povo de Israel com o fim de prová-los, quanto
sua infidelidade. Levando este texto ao pé da letra, de acordo com que ensinam
distorcidamente, o povo é levado a cre que Deus teria demônios a seu serviço
infiltrado nas fileiras de santos anjos, o que seria uma contradição.
O perigo de se fazer
tais interpretações é que tais ensinos levam o crente a apostatar da fé,
justamente pelo motivo que o mesmo passa a rejeitar a soberania de Deus, não
levando em conta o amor, a justiça e a misericórdia de Deus. Partindo desse
ponto, tais crentes começam a exumar leis e preceitos que por Cristo foram
abolidos na cruz, negando que o sacrifício de Cristo tenha sido suficiente para
salvá-los. Dessa forma, passam a ensinar um “outro evangelho” onde o amor e a graça de Deus não são
suficientes (2Cor 11:4; Gl 1;6-9). E, inconscientemente, começam a atrair
maldições, visto que procuram complementar a obra de Cristo com seus próprios
esforços e que não são mais que obras da carne, quais são preceitos humanos
e/ou tradições meramente humanas (Gl 3:10).
A igreja de Cristo
precisa lutar contra essa ameaça e nunca esquecer que pela falta de fé, uma
geração pereceu no deserto (Hb 3:17). Quando o Senhor voltar para
buscá-la, espera encontrar fé na terra e por isso, é nosso dever batalhar pela fé
que uma vez foi dada aos santos, rejeitando esses modismos, ainda que
com prejuízos (Jd 3).
Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?" (Lucas 18:8).
Irmão messias
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Economia Nas
Escrituras
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Tanto quem oprime o
pobre
para enriquecer-se
como quem faz cortesia ao rico
com certeza passarão necessidade.
para enriquecer-se
como quem faz cortesia ao rico
com certeza passarão necessidade.
"Qual de vocês,
se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para
ver se tem dinheiro suficiente para completá-la? Pois, se lançar o alicerce e
não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele, dizendo: 'Este
homem começou a construir e não foi capaz de terminar'.
Quando ainda
estávamos com vocês, nós ordenamos isto: Se alguém não quiser trabalhar, também
não coma.
Quem trata bem os
pobres
empresta ao Senhor,
e ele o recompensará.
empresta ao Senhor,
e ele o recompensará.
Quem fica observando
o vento não plantará,
e quem fica olhando para as nuvens
não colherá. Assim como você não conhece
o caminho do vento,
nem como o corpo é formado
no ventre de uma mulher,
também não pode compreender
as obras de Deus,
o Criador de todas as coisas. Plante de manhã a sua semente,
e mesmo ao entardecer
não deixe as suas mãos ficarem à toa,
pois você não sabe o que acontecerá,
se esta ou aquela produzirá,
ou se as duas serão igualmente boas.
e quem fica olhando para as nuvens
não colherá. Assim como você não conhece
o caminho do vento,
nem como o corpo é formado
no ventre de uma mulher,
também não pode compreender
as obras de Deus,
o Criador de todas as coisas. Plante de manhã a sua semente,
e mesmo ao entardecer
não deixe as suas mãos ficarem à toa,
pois você não sabe o que acontecerá,
se esta ou aquela produzirá,
ou se as duas serão igualmente boas.
Deem e será dado a
vocês: uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante será dada a vocês.
Pois a medida que usarem também será usada para medir vocês".
Então lhes disse:
"Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um
homem não consiste na quantidade dos seus bens".
O meu Deus suprirá
todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em
Cristo Jesus.
"Tanto a prata
quanto o ouro me pertencem", declara o Senhor dos Exércitos.
O ganancioso provoca
brigas,
mas quem confia no Senhor prosperará.
mas quem confia no Senhor prosperará.
Sim, cada um vai e
volta como a sombra.
Em vão se agita, amontoando riqueza
sem saber quem ficará com ela.
Em vão se agita, amontoando riqueza
sem saber quem ficará com ela.
pois o amor ao
dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro,
desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos.
Irmão messias
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Trate os outros como Deus deseja que os tratemos
O que talvez venha à
mente de muitos cristãos ao se mencionar a antiga Tiro? Descreva alguns
dos tratos entre o Rei Hirão e Israel.
O que desejamos
considerar com relação a Tiro? Muitos
cristãos talvez se lembrem de como as profecias se cumpriram quando Alexandre,
o Grande, raspou os entulhos das ruínas da Tiro continental e construiu um
aterro até a cidade-ilha de Tiro, que era mais nova, e a destruiu (Ezequiel 26:4, 12; Zacarias 9:3, 4).
Mas será que a
menção de Tiro o faz pensar em como tratar seus irmãos espirituais, ou outros,
e em como não os tratar?
Por que Tiro foi
destruída? “Por causa de três revoltas de Tiro . . . , por
entregarem a Edom um grupo inteiro de exilados e por não se terem lembrado do pacto de irmãos. E vou
enviar fogo sobre a muralha de Tiro.” (Amós 1: 9, 10).
Em tempos
anteriores, o Rei Hirão, de Tiro, havia mostrado boa vontade para com Davi
e fornecido materiais para o templo de Salomão.
Este fez um pacto
com Hirão e deu-lhe cidades na Galileia. Hirão chamou Salomão de “meu irmão”. (1 Reis 5:1-18; 9:10-13, 26-28; 2 Samuel 5:11).
Quando Tiro ‘não se
lembrou do pacto de irmãos’ e vendeu alguns do povo de Deus como escravos, isso
não passou despercebido por Deus.
Aqui podemos tirar
do fato de que, Deus condenou os cananeus de Tiro, por terem tratado mal o Seu
povo? Sim, basicamente se envolve como
tratarmos nossos irmãos espirituais.
Em capítulos
anteriores deste livro examinamos alguns conselhos dos 12 profetas, sobre
como tratar os outros; tais como ser justo nas práticas comerciais e casto na
conduta.
Mas esses
12 livros contêm mais indicações sobre como Deus deseja que tratemos os
outros.
NÃO SE ALEGRE COM A
DESGRAÇA ALHEIA
Em que sentido os
edomitas eram “irmãos” de Israel, mas como os trataram?
Pode-se aprender o
seguinte: que, por o não cumprimento da palavra, ou o desrespeito pela própria
confirmação do carácter; cuja causa foi
o suficiente para a condenação de Deus contra Edom, um país que ficava perto de
Israel: “Não devias ter contemplado o espetáculo no dia de teu irmão, no dia do
seu infortúnio; e não te devias ter alegrado sobre os filhos de Judá no dia de
seu perecimento.” (Obadias 12).
Os tírios, talvez
fossem “irmãos” nos tratos comerciais, mas os edomitas, eram “irmãos” de Israel
no verdadeiro sentido; pois descendiam de Esaú, gêmeo de Jacó.
Pois, até mesmo Deus
chamou os edomitas de “irmãos” de Israel. (Deuteronômio 2:1-4).
Assim, foi realmente odioso os edomitas se
alegrarem quando os judeus sofreram calamidade nas mãos dos babilônios. Ezequiel 25:12-14.
Sob que
circunstâncias a pessoa talvez demonstre um espírito semelhante ao dos
edomitas?
Deus obviamente não
aprovou o modo como os edomitas trataram seus irmãos judeus.
Mas pode-se
perguntar: ‘Como Deus avaliaria o modo como eu trato meus irmãos?’ Algo a pensar é, como encaramos e tratamos um irmão quando há
desacordos.
Por exemplo, suponhamos
que um cristão o tenha ofendido, ou tido um problema com um parente seu. Se
você “tiver razão para queixa” contra esse irmão, ficará ressentido, não
esquecerá o assunto nem tentará resolvê-lo?
Essa atitude poderá
influir nas suas relações com esse irmão; poderá tratá-lo com frieza,
evitar sua companhia ou falar mal dele.
Ampliando o exemplo,
imagine que esse irmão mais tarde cometa um erro, vindo até mesmo a precisar de
conselhos ou de correção por parte dos anciãos da congregação. (Gálatas 6:1).
Será que você
refletiria o espírito dos edomitas e se alegraria com as dificuldades desse
irmão? Como Deus gostaria que você agisse?
Em contraste
com Zacarias 7:10, o que Miqueias 7:18 sugere
que façamos?
Deus fez com que
Zacarias mencionasse o Seu desejo de ‘não maquinarmos nada de mau um contra o
outro nos nossos corações’. (Zacarias 7:9, 10; e 8:17).
Esse conselho se aplica quando achamos que um
irmão nos prejudicou ou agiu mal com alguém da nossa família, ou qualquer uma
outra pessoa que esteja sendo injustiçada. Nesses casos, é fácil ‘maquinar o
mal no coração’ e, depois, refletir isso nas nossas ações. Mas Deus deseja que
imitemos seu bom exemplo. Lembre-se de que Miqueias escreveu que Deus
‘perdoa o erro e passa por alto a transgressão’ (Miqueias 7:18).
Como podemos aplicar
isso?
Em certos casos, por
que podemos preferir simplesmente esquecer uma ofensa?
Talvez estejamos
magoados com o que se fez a nós ou a um parente, mas é algo realmente sério? As
Escrituras na Bíblia, delineia os passos a ser dados para resolver desavenças,
até mesmo quando se peca contra um irmão.
No entanto, muitas
vezes é melhor simplesmente desconsiderar o erro ou a ofensa, ou seja, ‘passar
por alto a transgressão’. Pergunte-se:
‘Será essa uma das
77 vezes que eu devo perdoá-lo? Por que não simplesmente esquecer o
assunto?’ (Mateus 18:15-17, 21, 22).
Mesmo que a ofensa
pareça grande agora, será assim daqui a mil anos? Aprenda um pouquinho mais em Eclesiastes 5:20, sobre
o trabalhador que se delicia com o alimento e a bebida: “Raramente [ele] fica
pensando na brevidade de sua vida, porque Deus o mantém ocupado com a alegria
do coração.”
À medida que a
pessoa alegremente se concentra nos seus prazeres do momento, ela tende a
esquecer os problemas da vida diária. Podemos imitar essa atitude?
Se nos concentrarmos
nas alegrias de nossa fraternidade cristã, conseguiremos esquecer assuntos sem
importância permanente, dos quais não mais nos lembraremos no novo mundo. Isso
é muito diferente de alegrar-se com a desgraça alheia, ou guardar
ressentimentos.
FALE SEMPRE A
VERDADE
Que desafio
enfrentamos com relação, a sempre se falar a verdade?
Os 12 livros
proféticos acentuam também o quanto Deus deseja que sejamos verídicos nos
nossos relacionamentos.
Naturalmente, nós
nos esforçamos em falar ‘a verdade das boas novas’ aos outros. (Colossenses 1:5; 2 Coríntios 4:2; 1 Timóteo 2:4, 7).
O que pode ser um
desafio, porém, é sempre falar a verdade com a família e os irmãos espirituais
na comunicação diária, que envolve uma ampla variedade de assuntos e situações.
Por que pode ser um
desafio?
Em que situações
talvez sejamos tentados a não falar toda a verdade, mas o que devemos nos
perguntar?
Quem de nós nunca
disse ou fez algo maldoso que depois teve que se explicar? Provavelmente nos sentimos constrangidos ou
um tanto culpados.
Esses sentimentos,
podem levar a pessoa a negar o que fez, ou a dar uma “explicação” que, deturpa
a verdade a fim de desculpar o erro, ou fazê-lo parecer correto.
Ou numa situação
embaraçosa, talvez sejamos tentados a ocultar certos detalhes, para minimizar o
erro.
Assim, o que dizemos
talvez seja essencialmente verdade, mas passa uma impressão bem diferente.
Embora não seja uma mentira flagrante, que é comum no mundo de hoje!
Ou será que agir
assim, é realmente ‘falar a verdade cada um com o seu próximo’, ou irmão? (Efésios 4:15, 25; e 1Timóteo 4:1, 2).
Quando um cristão
diz coisas que no íntimo ele sabe que induz irmãos a uma conclusão errada, ou a
crer em algo que realmente não é verdade ou exato, como você acha que Deus
encara isso?
Como os profetas
descrevem um comportamento que era comum nos antigos de Israel e Judá?
Os profetas sabiam
que até mesmo os homens e as mulheres dedicados a Deus, nem sempre fazem o que
ele espera deles.
Oseias expressou os
sentimentos de Deus a respeito de certas pessoas nos seus dias: “Assolação para
eles, pois transgrediram contra mim! E eu mesmo passei a remi-los, porém, eles
mesmos falaram mentiras até contra mim.” Além de falarem mentiras descaradas e
flagrantes contra O SENHOR, alguns ‘proferiam maldições e praticavam o engano’,
talvez distorcendo os fatos para desencaminhar a outros. (Oseias 4:1, 2;
e 7:1-3, 13; e 10:4; e 12:1).
Oseias escreveu
essas palavras em Samaria, o reino do norte. Será que a situação em Judá era
melhor?
Miqueias nos
informa: “Os
seus próprios ricos ficaram cheios de violência e seus próprios habitantes
falaram falsidade, e a língua deles é insidiosa na sua boca.” (Miqueias 6:12). É
bom termos em mente que esses profetas condenaram a “prática do engano” e os ‘de
língua insidiosa na sua boca’.
Assim, até mesmo os
cristãos, que com certeza não devem mentir deliberadamente, podem perguntar-se:
‘Será que às vezes engano aos outros, ou tenho uma língua insidiosa? O que Deus
espera de mim nesse respeito?’
O que os profetas
revelam sobre como Deus deseja que sejam as nossas palavras?
No lado positivo,
Deus também usou os profetas para deixar claro o bem que ele espera de
nós.
Zacarias 8:16 diz:
“Estas são as coisas que deveis fazer: Falai verazmente uns com os outros.
Fazei o vosso julgamento nos vossos portões com verdade e com julgamento de
paz.” Nos dias de Zacarias, os portões eram locais públicos em que os anciãos
resolviam causas jurídicas. (Rute 4:1; e Neemias 8:1).
Mas ele não disse
que somente nesses casos se devia falar a verdade. É preciso ser verídico nas
situações formais, mas também somos exortados: “Falai verazmente uns com os
outros.” Isso inclui falar a verdade em casa com o cônjuge ou com parentes.
Também ao conversar
com nossos irmãos espirituais — face a face, por carta, telefone ou
qualquer que seja outra maneira.
Eles têm todos os
motivos para esperar que falemos a verdade. Os pais cristãos devem enfatizar
aos filhos a importância de evitar a falsidade. Assim eles crescerão sabendo que
Deus espera que evitem a “língua insidiosa” e sejam realmente verídicos no que
disserem. — Sofonias 3:13.
Que lições valiosas
podemos aprender dos livros proféticos?
O jovem ou adulto
que se apega à verdade aceita a exortação de Zacarias: ‘Ama a verdade e a paz.’
(Zacarias 8:19)
Vamos ver como
Malaquias descreveu o exemplo que Deus viu em Seu Filho: “A própria lei da
verdade mostrou estar na sua boca, e não se achou injustiça nos seus lábios.
Andava comigo em paz
e em retidão” Malaquias 2:6.
Será que Deus
esperaria menos de nós? Lembre-se,
temos à disposição a Sua Palavra completa, incluindo os 12 profetas, e
todos os ensinamentos que podemos aprender deles.
EVITE A VIOLÊNCIA
NOS SEUS RELACIONAMENTOS:
Miqueias 6:12 revela
a existência de um outro problema naquela época?
Miqueias 6:12 diz
que uma das maneiras de o povo de Deus do passado maltratar os outros era por
‘falar falsidades e ter uma língua insidiosa’.
No entanto, esse
versículo identifica ainda outro defeito grave. Menciona que ‘os ricos haviam
ficado cheios de violência’. Em
que sentido, e que conhecimento podemos aprender ou tirar disso?
Que reputação,
algumas nações vizinhas do povo de Deus, tinham com respeito à violência?
Veja que reputação
tinham algumas nações vizinhas do povo de Deus. Ao nordeste ficava a Assíria,
com sua capital Nínive, sobre a qual Naum escreveu: “Ai da cidade de
derramamento de sangue. Ela está cheia de impostura e de roubo. A presa não
se afasta!” (Naum 3: 1).
Os assírios eram
conhecidos por sua agressividade na guerra e crueldade com que tratavam os
prisioneiros de guerra — alguns eram queimados ou esfolados vivos, outros
eram cegados ou se lhes decepavam o nariz, as orelhas ou os dedos.
O livro Deuses, Túmulos e Sábios diz: “Nínive gravou-se na
consciência dos homens quase unicamente por estar ligada a assassinato, saque,
repressão, violação dos fracos, guerra e terror de toda sorte.” Temos uma
testemunha ocular (e possivelmente participante) dessa violência. Depois de
ouvir a mensagem de Jonas, o rei de Nínive disse a respeito de seu povo:
“Cubram-se de serapilheira, homem e animal doméstico; e clamem a Deus com força
e recuem, cada um do seu mau caminho e da violência que havia nas suas mãos.”
— Jonas 3:6-8.*
A violência crassa
não se restringia à Assíria. Edom, a sudeste de Judá, também recebeu o castigo.
Por quê?
“No que se
refere a Edom, tornar-se-á um ermo de desolação, por causa da violência feita
aos filhos de Judá, em cuja terra derramaram sangue inocente.” (Joel 3:19).
Será que os edomitas
acataram esse aviso e abandonaram seus modos violentos?
Uns dois séculos
depois, Obadias escreveu: “Teus poderosos hão de ficar aterrorizados, ó
Temã [cidade edomita], . . . Por causa da violência feita ao teu
irmão Jacó . . . terás de ser decepado por tempo indefinido.” (Obadias 9, 10).
Mas que dizer do
povo de Deus?
Amós e Habacuque
revelaram a existência de que problema nos seus dias?
Amós revelou qual
era a situação em Samaria, capital do reino do norte: “‘Vede as muitas
desordens no meio dela e as defraudações dentro dela. E não souberam fazer o
que é direito’, é a pronunciação de Deus, ‘os que armazenam violência e
assolação’.”
Talvez se pense que
seria diferente em Judá, onde ficava o templo de Deus. Mas Habacuque, que morava em Judá, perguntou a
Deus: “Até quando clamarei a ti por socorro contra a violência e tu não
salvarás?
Por que me fazes ver
o que é prejudicial e continuas a olhar para a mera desgraça?
E por que há
assolação e violência diante de mim?” Habacuque 1:2, 3; 2:12.
Por que talvez se
tenha desenvolvido a tendência para a violência entre o povo de Deus?
Será que a violência
entre o povo de Deus se tornara comum por causa da influência da Assíria, de
Edom e de outras nações?
Salomão havia
alertado sobre essa possibilidade: “Não fiques invejoso do homem de violência,
nem escolhas a quaisquer dos seus caminhos.” (Provérbios 3:31; 24:1).
Mais tarde, Jeremias
foi específico: “Assim disse Deus: ‘Não aprendais absolutamente o caminho das
nações.’”
Jeremias 10: 2; Deuteronômio 18: 9.18,
19.
Se Habacuque vivesse
hoje, como sem dúvida encararia as modernas expressões de violência?
O que você acha da
violência dos nossos dias?
Se Habacuque vivesse
hoje, não ficaria estarrecido diante da violência atual?
Muitos são expostos
à violência desde a infância. Desenhos animados que divertem meninos e meninas
apresentam violência — um personagem tenta esmagar, explodir ou de outra
maneira destruir o outro.
Logo, muitos jovens
passam para jogos de computador nos quais vencem alvejando, explodindo ou
aniquilando oponentes. “É apenas uma brincadeira”, há quem proteste.
Mesmo assim, jogos
violentos num computador em casa ou numa lan house mergulham
os usuários na violência, não só adolescentes, pré-adolescentes e até crianças,
moldando suas atitudes e reações.
Como são certas
estas palavras inspiradas: “O homem de violência seduzirá seu próximo e
certamente o fará ir num caminho que não é bom”! Provérbios 16:29.
Embora Habacuque
fosse obrigado a observar a mera desgraça e a
“violência diante” dele, isso o afligia. Assim, você poderá perguntar-se: ‘Será
que ele se sentiria à vontade ao meu lado assistindo aos programas de televisão
a que eu assisto?’
Ou: ‘Será que ele
assistiria aos chamados eventos esportivos que são violentos por natureza, em
que os jogadores até usam armaduras protetoras semelhantes às dos antigos
gladiadores?’
Em certos jogos, a
emoção para muitos vem das disputas violentas na quadra ou no campo, ou das
brigas entre torcedores fanáticos.
Em certos países,
muitos assistem a filmes e fitas de vídeo com enredos de guerra ou artes
marciais. Como desculpa talvez se diga que se trata de história ou de amostra
do passado cultural do país, mas será que isso torna a violência mais aceitável?
Provérbios 4:17.
A respeito de que
tipo de violência Malaquias expressou o conceito de Deus?
Malaquias mencionou
ainda outro aspecto ao destacar o conceito de Deus sobre a traição de alguns
judeus às suas esposas.
“‘Ele tem odiado o
divórcio’, disse o SENHOR, o Deus de Israel; ‘e aquele que cobriu a sua
vestimenta de violência’.” (Malaquias 2:16).
A expressão hebraica traduzida “cobriu a sua
vestimenta de violência” tem sido entendida de várias maneiras. Alguns eruditos
acham que significa manchar a roupa de sangue ao atacar uma pessoa com
violência.
Seja como for,
Malaquias condenava claramente o abuso conjugal. De fato, ele levantou a
questão da violência num contexto doméstico, e mostrou que Deus a desaprova.
Em que situações o
cristão tem de evitar a violência?
A violência (física
ou verbal) na privacidade de um lar cristão não é menos condenável do que a
violência em público; Deus observa tudo. (Eclesiastes 5:8).
Embora Malaquias se
refira à violência contra a esposa, nada nas Escrituras da Bíblia, a torna menos repreensível se for cometida por
um homem contra seus filhos ou pais idosos. Tampouco é desculpável se for
praticada por uma esposa contra o marido, os filhos ou os pais.
Admite-se que numa
família de humanos imperfeitos podem surgir tensões irritantes e, às vezes,
fúria.
Mesmo assim, as
Escrituras na Bíblia aconselham: “Ficai furiosos, mas não pequeis; não se ponha
o sol enquanto estais encolerizados.” Efésios 4: 26; 6:4; Salmo 4:4; Colossenses 3:19.
Como sabemos que é
possível não ser violento, mesmo que muitos ao redor o sejam?
Alguns talvez
justifiquem sua violência, dizendo: ‘Sou assim porque fui criado numa família
violenta’, ou: ‘As pessoas da minha terra ou da minha raça têm sangue quente,
são mais explosivas.’
No entanto, ao
condenar os ‘ricos que ficaram cheios de violência’, Miqueias não deu a
entender que eles não tinham como agir de outro modo por terem sido criados num
ambiente violento.
Nos dias de Noé, a
Terra estava “cheia de violência” e seus filhos cresceram nesse meio. Será que
se tornaram violentos? Obviamente não! “Noé achou favor aos olhos de Jeová”,
seus filhos o imitaram e foram preservados no Dilúvio. — Gênesis 6:8, 11-13; Salmo 11:5.
O que nos ajuda a
evitar ser conhecidos como pessoas violentas?
Como Deus encara os que tratam os outros assim, como ele deseja que
sejam tratados?
Em todo o mundo, o
povo de Deus é conhecido por ser pacífico, não violento. Ele respeita e acata
as leis de César contra atos violentos. (Romanos 13:1-4).
‘Forja de suas
espadas relhas de arado’ e se empenha pela paz. (Isaías 2:4)
Esforça-se em
assumir a “nova personalidade”, que ajuda a evitar a violência. (Efésios 4:22-26).
E seguem o bom
exemplo dos anciãos cristãos, que não podem ser ‘espancadores’, nem em palavras
nem em ações. — 1 Timóteo 3:3; Tito 1:7.
Realmente podemos
— e temos de — tratar os outros assim como Deus deseja que os
tratemos. Oseias diz: “Quem é sábio para entender estas coisas?
Discreto, para sabê-las?
Pois os caminhos de Deus são retos e os justos serão os que andarão neles.” Oseias 14:9.
Quanto a ‘passar por
alto a transgressão’, certo erudito diz que, essa metáfora hebraica “se inspira
na conduta de um viajante que segue seu rumo sem se deter num objeto ao qual
ele não deseja dar atenção.
A ideia [não é que
Deus não vê o pecado] mas que, em casos específicos, ele não o observa com o
objetivo de punir; que ele não pune, mas perdoa”.
Há uns 35 quilômetros a sudeste de Nínive,
ficava a cidade de Calá (Nimrud), reconstruída por Assurnasirpal.
O Museu Britânico
expõe painéis de parede de Calá, a respeito dos quais ler-se: “Assurnasirpal
não poupou detalhes da ferocidade e brutalidade de suas campanhas. Os
prisioneiros eram pendurados em postes ou cravados em estacas junto às muralhas
de cidades sitiadas; rapazes e moças eram esfolados vivos.”
Irmão messias
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