terça-feira, 12 de outubro de 2021

 

OS PRINCIPIOS DA FÉ

A  é o primeiro princípio do evangelho. Quando você tem , você acredita em algo que não pode ver, mas sabe que existe. ... A  é edificada quando colocamos à prova as promessas de Deus e, assim, vemos Suas bênçãos. Por exemplo, Deus prometeu que responderá nossas orações

 

OS PRINCIPIOS BIBLICOS

- Caráter. O caráter é o conjunto de características de um indivíduo, o que inclui as suas qualidades, fraquezas e hábitos. ...

- Mordomia. ...

- Semeadura e colheita. ...

- Autogoverno. ...

- Soberania. ...

- Individualidade. ...

- Aliança.

 

A VOZ DE JB NO DESERTO

Que já com antecedência, e que por mais pequena que fosse, ele conscienciosamente já preparava as veredas para o seu primo e Senhor, o Filho de Deus e Salvador de muitos; porque assim, já estava escrito:
“Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, desse mesmo modo é necessário que o Filho do homem seja levantado, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3; 14, 15.

E na escuridão, a voz de Cristo proclama a destruição de muita gente e de cidades, devido a suas iniquidades — Ele também proclama Sua divindade, anuncia que a lei de Moisés foi cumprida e convida os homens a virem a Ele e serem salvos. E tudo isto, foi aproximadamente entre os 29 e 34 anos d.C., períodos herodianos, extremamente perigosos para os que se opôssem contra a vontade religiosa, e o poder do imperador.

- Ó, vós todos, que fostes poupados, porque éreis mais justos do que eles, não volvereis a mim agora, arrependendo-vos de vossos pecados e convertendo-vos, para que eu vos cure?

- Sim, em verdade vos digo que, se vierdes a mim, tereis vida eterna. Eis que meu braço de misericórdia está estendido para vós e aquele que vier, eu o receberei; e benditos são os que vêm a mim.

 

Os Princípios do Batismo

 

No batismo o ser humano purifica-se das impurezas do pecado, liberta-se da escravidão das paixões e renasce para uma vida espiritual. O batismo é de tamanha força espiritual que se realiza apenas uma vez, apesar de que, após o batismo a vida do ser humano poderá não se corresponder a uma elevada vocação cristã.

 

Os princípios da Palavra de Deus

 

Deus é fonte de todas as coisas, e é soberano sobre tudo, sobre todos e sobre todas as coisas. Só Ele é onisciente, onipresente, onipotente e eterno. Êxodo 15; 18.

“O Senhor é a minha força e o meu cântico; e se fez a minha salvação. Salmos 118; 14.

Apostasia

 

Apostasia tem o sentido de um afastamento definitivo e deliberado de alguma coisa, uma renúncia de sua anterior fé ou doutrinação. Ao contrário da crença popular, não se refere a um mero desvio ou um afastamento em relação à sua fé e à prática religiosa. Pode manifestar-se abertamente ou de modo oculto.

Simplesmente uma Renegação.



 

 

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

RUDIMENTOS DA GRAÇA, O JUÍZO ETERNO

Quando se fala em juízo, também está se falando em julgamento, pressupõe-se a existência de juiz, acusador, réu, absolvido e condenado a alguma pena, a algum resgate. No caso do juízo eterno, estamos falando das revelações contidas nas escrituras sobre os ensinos que nos foram transmitidos pelos profetas e apóstolos e pelo próprio Filho do Deus Vivo.

Nas citações a seguir, vemos que todos os homens e mulheres e anjos serão julgados pelo CRIADOR, ou por quem Ele designar, ou designou, pelas obras realizadas durante esta existência.

No caso dos anjos, este julgamento já foi realizado e sabemos que os que honraram a sua vocação foram confirmados na sua santidade e poder, e os caídos já estão condenados ao lago de fogo, faltando apenas a execução dessa pena.

No caso da humanidade, este julgamento está em processo e haverá momentos em que o resultado será revelado. Os escritos e versículos que nos orientam neste sentido, nos afirmam o que segue. Hebreus 9; 27, aos homens está ordenado morrerem uma vez vindo depois disso o juizo. Gênesis 3; 19, és pó e em pó te tornarás. Eclesiaste, 3; 20, todos vão para um lugar; todos são pó, e todos ao pó tornarão. João 5; 28, 29, vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação. 2 Corintios 5; 10, todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal. Mateus 25; 31, 32, quando o filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com Ele, todas as nações serão reunidas diante dEle, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas. Romanos 14; 10, por que julgas teu irmão? Ou por que desprezas o teu irmão? Todos havemos de comparecer ao tribunal de Cristo. Apocalipse 22; 12, o  meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra, Romano 11; 33, insondáveis são os seus juízos. João 5; 22, 23, o Pai a ninguém julga, mas deu ao filho todo o juízo; para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou. Mateus 28; 18. É-me dado todo o poder no céu e na terra. Daniel 7; 13, 14, vinha um como filho do homem e foi-lhe dado o dominio, a honra e o reino, Romanos 14; 9, foi para isto que Cristo morreu e tornou a viver, para ser Senhor tanto dos vivos como dos mortos. Efésios 1; 10, de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, tanto as do céu como as da terra. Filipenses 2; 9, 10, para que ao nome de JESUS,  se dobre todo joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra. Hebreus 2; 8, todas as coisas lhe sujeitaste de baixo dos pés. Salmos 119; 39, 75, 137, teus juízos são justos e retos e bons. Salmos 19; 9, os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos justamente. João 12; 31, agora é o juizo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo. Mateus 12; 24 a 29, Belzebu príncipe dos demônios. 1 Pedro 4; 17, porque já é tempo que o julgamento comece pela casa de Deus, e se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus? Jeremias 25; 29, eu que na cidade que se chama pelo meu nome começo a castigar, Ezequiel 9; 6, e começar pelo meu santuário, Tiago 2; 13, o juizo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo, Tiago 3; 1, não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo, Mateus 6; 14, 15, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará. Apocalipse 20; 4, e vi tronos, e assentaram sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar, Mateus 19; 28 na regeneração vos assentareis sobre doze tronos. 1 Coríntios 6; 2, 3, os santos hão de julgar o mundo? E os anjos?  Apocalipse 2; 26, 27, ao que vencer e guardar até o fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações; e com vara de ferro vos regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro, Marcos 3; 29, réu de eterno juizo, Apocalipse 20; 10, e o diabo que os enganava foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre. Apocalipse 19; 20, e a besta foi presa e com ela o falso profeta, estes dois foram lançados vivos no ardente lago de fogo e enxofre, Apocalipse 14; 9, 10, 11, se alguém adorar a besta e a sua imagem e receber o sinal na sua testaou na sua mão, o tal beberá do vinho da ira de Deus, e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. E o fumo do seu tormento sobe para todo sempre, e não tem repouso nem de dia nem de noite. Apocalipse 20; 14, e a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo, esta é a segunda morte. Apocalipse 21; 27, não entrará nela coisa alguma que cometa abominação e ou mentira, só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro. Apocalipse 20; 12, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida, e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras, João 5; 29, os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida, e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação, Daniel 12; 1, 2, 3, naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livri. E muitos dos que dormem no pó da terra da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. Os entendidos, pois, resplandecerão, como o resplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas sempre e eternamente. Mateus 24; 46, e irão estes bodes, para o tormento eterno; mas os justos para a vida eterna. Mateus 25; 40, e respondendo, o rei lhes dirá: quando fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim fizeste, Mateus 25; 45, quando a um destes pequeninos o não fizeste, não o fizeste a mim. Isaías 26; 19, os teus mortos viverão, os teus mortos ressuscitarão; despertai e exultai os que habitam no pó, porque o teu orvalho é como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos. 1 Corintios 15; 52, os mortos ressuscitarão incorruptiveis, e nós seremos transformados, Tessalonicense 4; 16; 17, os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficamos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas núvens, a encontrar o Senhor nos ares.

Os textos acima nos dão a entender que o juizo ou condenação eternos é o fato de alguém ser lançado no lago de fogo e enxonfre, o que é a segunda morte. E dá a entender quem vai para lá. Há juízos que não são eternos para muitas pessoas que não vão sofrer, como por exemplo, a sentença do Éden de voltar ao pó da terra, ou seja, a morte do corpo. A exceção é para os membros da igreja que serão arrebatados e transformados vivos, os quais não experimentarão a morte. Quanto a Elias e Henoc, tudo leva a crer que voltarão no reino da besta e importa que sejam mortos. Mas, e o inferno o que é? Porque a morte e o inferno andam juntos? Entendo que a morte é local da matéria, do corpo, que volta ao pó da terra. O inferno é o lugar dos espíritos dos mortos. O inferno e a morte não são condenações ou juizos eternos. Alguém vai se livrar destes juizos, ou melhor, será livrado deles. Por isso, entendo que há categorias ou classes de salvos, ou seja, aqueles que não são lançados no lago de fogo, que é a condenação e o juizo eterno. A salvação para alguém é não ser lançado no lago de fogo. Quem não irá para o lago de fogo? Os que estão inscritos no Livro do Cordeiro e os que estão inscritos no Livro da vida. Apocalipse 20; 12,  e 21; 27. O livro do Cordeiro consta o nome dos membros da igreja, as primícias da salvação, os pequeninos irmãos, a menina dos olhos de Deus, Zacarias 2; 8,  Deuteronômio 32; 10,  Provérbios 7; 2,  Salmos 17; 8.  A salvação é comparada com a colheita de uma seara, um campo de uma plantação, Joel 3; 13, lançai a foice porque já está madura a seara. Mateus 9; 37, a seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros, Apocalipse 14; 15, é vinda a hora de segar, porque já a seara da da terra está madura. A sega de qualquer seara acontece por etapas, os frutos amadurecem em momentos diferentes. Na primeira etapa, são colhidos os primeiros frutos, que amadurecem primeiro, são mais desenvolvidos, sem defeitos, são primícias. Na segunda etapa, vem a colheita pròpriamente dita, quando são colhidos todos os frutos. Na terceira etapa, é feita uma varredura dos restolhos, o restante dos frutos que ficaram para trás. Assim será realizada a salvação por etapas e poe categorias e grupos.  O grupo das primícias é a igreja que será arrebatada no inicio do governo de satanás, ela que foi comprada com o sangue do Cordeiro e receberá um corpo espiritual. O segundo grupo é constituido daqueles que não adoraram a besta e vieram do governo da besta. O terceiro grupo são aqueles que estão no Livro da vida, porque honraram a igreja com alguma obra de bondade.

Um dos sinais que precedem o arrependimento da igreja é o aparecimento da abominação da desolação. Mateus 24; 15, Daniel 9; 27, e 12; 11, conforme profetizado também em Apocalipse 6; 1. Em Mateus 24; 36 a 44, Jesus está falando do arrebatamento da igreja, não o perceberam, será levado um ou uma, dando a entender que o arrebatamento será visível apenas para alguns, como também mostrado a João em Apocalipse 7; 9 a,   Em Mateus 25; 31 a, é descrito o juizo final, quando Jesus vai apresentar a igreja ao mundo, separando ovelhas de bodes, o que se conforma com Apocalipse 20; 11 a, comparando os capítulos 24 e 25 de Mateus com os capítulos 20 e 21 de Apocalipse, e 1 Corintios 15, além dos outros textos, entendo uma harmonia entre eles e que também se completam e nos ensinam que: Mateus 24; 15, o governo de satanás se implantando. Mateus 24; 36, arrebatamento da igreja, Apocalipse 20; 1 a 10, o milênio. Mateus 25, juizo final, condenação eterna e vida eterna.

Podemos concluir que o primeiro juizo que aconteceu na criação foi o dos anjos, quando os caídos foram condenados ao lago de fogo, a condenação eterna, e para eles não haverá resgate e a sentença final será executada após o juizo final, embora saibamos que alguns estão presos no abismo e outros estão soltos juntamente com satanás.

Os que conservaram o seu principado foram confirmados e receberam o seu galardão e estão diante e ao redor do trono da Majestade o Deus Altíssimo. O segundo juizo aconteceu no Éden, quando o homem e a mulher comeram do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, e que os escritos dão o entender que o julgamento dos anjos caídos, foi ali revelado. As criaturas envolvidas naquele evento tiveram sentenças diferenciadas e todas receberam promessa de resgatemenos os anjos caídos. O RESGATE DA REDENÇÃO, que aniquilará o império do pecado e da morte e vdo inferno e que criará novos céus e nova terra. A REDENÇÃO está em processo desde a morte e a ressurreição do FILHO DO DEUS VIVO, através da Igreja, a qual está sendo julgada de dia e de noite, e cujo resultado desse julgamento será revelado no arrebatamento da mesma. Os homens e mulheres que morreram em Cristo, membros da Igreja, até o dia do arrebatamento, ressuscitarão com um corpo espiritual e aqueles que estiverem vivos não experimentarão  a morte e serão transformados vivos, e irão para as bodas do CORDEIRO. O arrebatamento é a revelação do julgamento da IGREJA. Porque serão arrebatadas as VIRGENS PRUDENTES. Amém!

 

Confirmado por:  Ernani Muraro Peloso.

Reconfirmado por: Mel. Messias Santos.

Ambos: membros do CORPO DE CRISTO.

sábado, 2 de outubro de 2021

 A Era Apostólica da Igreja Primitiva

 

A Era Apostólica da Igreja Primitiva · A primeira fase da história do cristianismo, que começa por volta do ano 30 d.C - ou seja, poucos anos depois da Redenção e Ressurreição de Jesus Cristo; ainda em pleno ide dos Apóstolos.

 

Como era a igreja primitiva

igreja primitiva

se via mais como uma família que uma instituição. Seus membros repartiam seus bens e gostavam de se reunir.

Atos dos Apóstolos 2; 44, a 47. Tanto eles, o Apóstolos, como também os membros, e, todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.
E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.
E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,
Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.

CRISTIANISMO PRIMITIVO

 

Igreja primitiva — Os livros do Novo Testamento Atos dos Apóstolos e Epístola aos Gálatas registam que a primeira comunidade da igreja cristã foi centrada ... Primeiros anos – Os Apóstolos – Difusão e entrada no Império Romano – Ortodoxia.

 

Características da Igreja Primitiva que a

Tornaram Singular

igreja primitiva era uma comunidade de perdão e reconciliação. ... Como já fora dito, os cristãos eram frequentemente excluídos e criticados, mas, ...

Não encontrados, como apóstolos.

 

A IGREJA PRIMITIVA

 

A Historia Do Cristianismo, a Igreja Primitiva, esteve sob severa perseguição; o cristianismo lutou asperamente contra a Igreja, por vários motivos e diversas razões; almejava alcançar uma posição de primazia, entre os apóstolos em função da fé, para a suposta salvação. Só que os bons homens do Eterno, e Deus, O CRIADOR; creram piamente no ecumenismo hipócrita, e desde aí a verdadeira Igreja Primitiva, passou a ser usurpada em todas as suas essências.

 

Os sete primeiros concílios ecumênicos foram:

    - Primeiro Concílio de Niceia – 325, d.C.

    - Primeiro Concílio de Constantinopla – 381, d.C.

    - Primeiro Concílio de Éfeso - 431, d.C.

    - Concílio de Calcedônia – 451, d.C.

    - Segundo Concílio de Constantinopla – 553, d.C.

    - Terceiro Concílio de Constantinopla – 680, d.C.

    - Segundo Concílio de Niceia – 787, d.C.

 

    Vigiemos-nos, em nome do nosso Senhor Jesus Cristo,

    Para que não sejemos persuadidos por promotores,

    Tremendamente contrários as potestades dos préstimos

    Humanos, pelos beneplácitos do Criador.

 

    Irmão messias

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

 MOEDA ESTRANGEIRA

Cédula de 1.000 dólares vendida por US$ 1.920.000,00 Em 1891, o Tesouro dos Estados Unidos imprimiu cerca de 1.500 unidades de algumas cédulas de US$ 1.000 que, em vez de entrarem em circulação, foram usados principalmente como uma espécie de transferência entre bancos. Como resultado, essas cédulas nunca chegaram ao setor privado, nem mesmo ficaram muito tempo com os bancos.... - Veja mais em https://caraoucoroa.blogosfera.uol.com.br/2019/03/16/cedula-us-1-000-e-vendida-por-mais-de-r-7-milhoes-em-leilao-nos-eua/?cmpid=copiaecola















Moeda americana - Só simplesmente o Dolar

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

 

Um pouco da História Sobre o Silêncio

 

A Expressão “400 Anos de Silêncio”, frequentemente empregada para descrever o período entre os últimos eventos do Antigo, e o começo dos acontecimentos do Novo Testamento, não é correta, nem apropriada. Embora nenhum profeta inspirado se tivesse levantado ou se erguido em Israel durante aquele período, e o Antigo Testamento, já estivesse completo aos olhos dos judeus, certos acontecimentos ocorreram que deram ao judaísmo posterior sua ideologia própria e, providencialmente, prepararam o caminho para a vinda de Cristo e a proclamação do Seu evangelho.

Ao lermos o último livro do Antigo Testamento, Malaquias, e iniciarmos a leitura do primeiro livro do Novo Testamento, Mateus, não imaginamos que entre esses dois livros há um período muito importante a ser estudado, porém, pouco conhecido e ensinado à igreja.

Um período de 400 anos marcado pelo silêncio da era profética e por essa razão apelidada “O Período Negro”.

Esse mesmo período merece total atenção, pois, se quisermos compreender melhor o Novo Testamento, e as mudanças que ocorreram no mundo, entre 397  anos a.C., e o ano 6 d,C., teremos que nos voltar a ele e observar os fatos e acontecimentos ali presentes, além de suas contribuições para o desenvolvimento do cristianismo.

Chamamos esse período de “Período Inter bíblico ou Intertestamentário.”

 

Definição.

A palavra inter-testamentária significa “entre testamentos”. O Período Inter testamentário ou Inter bíblico, para uma melhor compreensão, trata-se do período que se estendeu por 400 anos entre o livro de Malaquias e o evangelho de Mateus.

Durante esse período a promessa do Messias já havia sido profetizada, porém não concretizada. Agora todos experimentam o silêncio de Deus, não há ninguém inspirado pelo Senhor que fala em seu nome.

Ao observarmos o mundo nesse período, podemos notar transformações significativas quanto às civilizações que se levantavam para exercer seu domínio, sem falar ainda na vida do povo de Deus (os judeus), que aguardavam o advento do Messias com o propósito de restaurar a Israel, que viveram sob o domínio da Pérsia, Grécia e Roma.

 

Os apócrifos.                                  

A impressão que temos, quanto ao povo escolhido por Deus, é que depois de Malaquias nenhuma obra literária fora produzida até a época dos apóstolos. Essa impressão é equivocada. Concordamos que nenhuma obra inspirada por Deus fora produzida, somente obras de cunho humano visando suprir a escassez da revelação divina com o propósito de consolar o povo e manter a unidade entre eles diante da dispersão desde Nabucodonosor.
Foi no decorrer do Período Inter testamentário que a literatura apócrifa surgiu. Esses livros foram incluídos no cânon da Septuaginta e Vulgata Católica Romana e constituem o que hoje chamamos de Apócrifos, que significa “livros ocultos, escondidos” não reconhecidos pelos cristãos como sendo inspirados ou legítimos por Deus.
Temos ainda, em adição aos apócrifos, os escritos judaicos extra bíblicos escritos sob um suposto nome e conhecidos como “Pseudoepígrafos”. Eram obras escritas com os nomes de líderes do passado (Enoque, Baruque, Esdras, etc).

2-Lista dos apócrifos do Antigo Testamento

Podemos dividir os apócrifos em três grupos:

 

Históricos.

– Livro dos jubileus, Vida de Adão e Eva, Ascensão de Isaías, 3ºEsdras, 3ºMacabeus, O testamento de Moisés, Eldade e Medade, História de João Hircano.

 

Didáticos.

– Testamento dos doze patriarcas, Salmos de Salomão, Ode de Salomão, Oração de Manasses e 4ºMacabeus.

 

Apocalípticos.

– Livro de Enoque, Ascensão de Moisés, 4ºEsdras, Apocalipse de Baruque, Apocalipse de Elias, Apocalipse de Ezequiel e Oráculos Sibilinos.

 

Desenvolvimento Político.

A Supremacia Persa.

Por cerca de um século depois da época de Neemias, o império Persa exerceu controle sobre a Judeia. O período foi relativamente tranquilo, pois os persas permitiam aos judeus o livre exercício de suas instituições religiosas. A Judeia era dirigida pelo sumo sacerdotes, que prestavam contas ao governo persa, fato que, ao mesmo tempo, permitiu aos judeus uma boa medida de autonomia e rebaixou o sacerdócio a uma função política. Inveja, intriga e até mesmo assassinato tiveram seu papel nas disputas pela honra de ocupar o sumo sacerdócio. Joanã, filho de Joiada (Ne 12:22), é conhecido por ter assassinado o próprio irmão, Josué, no recinto do templo.

A Pérsia e o Egito envolveram-se em constantes conflitos durante este período, e a Judeia, situada entre os dois impérios, não podia escapar ao envolvimento. Durante o reino de Artaxerxes III muitos judeus engajaram-se numa rebelião contra a Pérsia. Foram deportados para Babilônia e para as margens do mar Cáspio.

 

O período Grego, 333 – 323 a.C.,

Robert H. Gundry, afirma em seu livro Panorama do Novo Testamento: “A história do Antigo Testamento se encerrou com o cativeiro que a Assíria impôs ao reino do norte, Israel, com o subsequente cativeiro babilônico do reino do sul, Judá, e com o regresso, à Palestina, de parte dos exilados, quando da hegemonia persa, nos séculos VI e V d.C. Os quatro séculos entre o final da história do Antigo Testamento, e os primórdios da historia do Novo Testamento, compreendem o período inter-testamentário, ocasionalmente chamados “os quatrocentos anos de silêncio”, devido ao hiato, nos registros bíblicos, e ao silenciamento da voz profética.

 

Alexandre, o Grande.

Em seguida à derrota dos exércitos persas na Ásia Menor 333 a.C., Alexandre marchou para a Síria e Palestina. Depois de ferrenha resistência, Tiro foi conquistada e Alexandre deslocou-se pra o sul, em direção ao Egito. Diz a história, proeminentemente lendária, que, quando Alexandre se aproximava de Jerusalém, o sumo sacerdote Jadua foi ao seu encontro e lhe mostrou as profecias de Daniel, segundo as quais o exército grego seria vitorioso Daniel 8. Essa narrativa não é levada a sério pelos historiadores, mas é fato que Alexandre tratou singularmente bem aos judeus. Ele lhes permitiu observarem suas leis, isentou-os de impostos durante os anos sabáticos e, quando construiu Alexandria no Egito, 33 d.C., estimulou os judeus a se estabelecerem ali e deu-lhes privilégios comparáveis aos seus súditos gregos.

 

A Judeia sob os Ptolomeus.

Depois da morte de Alexandre, 323  a.C., a Judeia, ficou sujeita, por algum tempo a Antígono, um dos generais de Alexandre que controlava parte da Ásia Menor. Subsequentemente, caiu sob o controle de outro general, Ptolomeu I, que havia então dominado o Egito, cognominado Soter, o Libertador, o qual capturou Jerusalém num dia de sábado em 320  a.C. Ptolomeu foi bondoso para com os judeus. Muitos deles se radicaram em Alexandria, que continuou a ser um importante centro da cultura e pensamento judaicos por vários séculos. No governo de Ptolomeu II, Filadelfo os judeus de Alexandria começaram a traduzir a sua Lei, i.e., o Pentateuco, para o grego. Esta tradução seria posteriormente conhecida como a Septuaginta, a partir da lenda de que seus setenta, mais exatamente 72 – seis de cada tribo, tradutores foram sobre-naturalmente inspirados para produzir uma tradução infalível. Nos subsequentes todo o Antigo Testamento foi incluído na Septuaginta.

 

A Judeia sob os Selêucidas.

Depois de aproximadamente um século de vida dos judeus sob o domínio dos Ptolomeus, Antíoco III, o Grande da Síria conquistou a Síria e a Palestina aos Ptomeus do Egito 198 a.C.. Os governantes sírios eram chamados selêucidas porque seu reino, construído sobre os escombros do império de Alexandre, fora fundado por Seleuco I, Nicator.

Durante os primeiros anos de domínio sírio, os selêucidas permitiram que o sumo sacerdote continuasse a governar os judeus de acordo com suas leis. Todavia, surgiram conflitos entre o partido helenista e os judeus ortodoxos. Antíoco IV Epifânio, aliou-se ao partido helenista e indicou para o sacerdócio um homem que mudara seu nome de Josué para Jasom e que estimulava o culto a Hércules de Tiro. Jasom, todavia, foi substituído depois de dois anos por um rebelde chamado Menaém, cujo nome grego era Menelau. Quando partidários de Jasom entraram em luta com os de Menelau, Antíoco marchou contra Jerusalém, saqueou o templo e matou muitos judeus,  170 a.C.. As liberdades civis e religiosas foram suspensas, os sacrifícios diários forma proibidos e um altar a Júpiter foi erigido sobre o altar do holocausto. Cópias das Escrituras foram queimadas e os judeus foram forçados a comer carne de porco, o que era proibido pela Lei. Uma porca foi oferecida sobre ao altar do holocausto para ofender ainda mais a consciência religiosa dos judeus.

 

Os Macabeus.

Não demorou muito para que os judeus oprimidos encontrassem um líder para sua causa. Quando os emissários de Antíoco chegaram à vila de Modina, cerca de 24 quilômetros a oeste de Jerusalém, esperavam que o velho sacerdote, Matatias, desse bom exemplo perante o seu povo, oferecendo um sacrifício pagão. Ele, porém, além de recusar-se a fazê-lo, matou um judeu apóstata junto ao altar e o oficial sírio que presidia a cerimônia. Matatias fugiu para a região montanhosa da Judeia e, com a ajuda de seus filhos, empreendeu uma luta de guerrilhas contra os sírios. Embora o velho sacerdote não tenha vivido para ver seu povo liberto do jugo sírio, deixou a seus filhos o término da tarefa. Judas, cognominado “o Macabeu”, assumiu a liderança depois da morte do pai. Por volta de 164 a.C. Judas havia reconquistado Jerusalém, purificado o templo e reinstituído os sacrifícios diários. Pouco depois das vitórias de Judas, Antíoco morreu na Pérsia. Entretanto, as lutas entre os Macabeus e os reis selêucidas continuaram por quase vinte anos.

Aristóbulo I, foi o primeiro dos governantes Macabeus a assumir o título de “Rei dos Judeus”. Depois de um breve reinado, foi substituído pelo tirânico Alexandre Janeu, que, por sua vez, deixou o reino para sua mãe, Alexandra. O reinado de Alexandra foi relativamente pacífico. Com a sua morte, um filho mais novo, Aristóbulo II, desapossou seu irmão mais velho. A essa altura, Antípater, governador da Iduméia, assumiu o partido de Hircano, e surgiu a ameaça de guerra civil. Consequentemente, Roma entrou em cena e Pompeu marchou sobre a Judeia com as suas legiões, buscando um acerto entre as partes e o melhor interesse de Roma. Aristóbulo II tentou defender Jerusalém do ataque de Pompeu, mas os romanos tomaram a cidade e penetraram até o Santo dos Santos. Pompeu, todavia, não tocou nos tesouros do templo.

 

Roma.

Marco Antônio apoiou a causa de Hircano. Depois do assassinato de Júlio Cesar e da morte de Antípater, pai de Herodes, que por vinte anos fora o verdadeiro governante da Judeia, Antígono, o segundo filho de Aristóbulo, tentou apossar-se do trono. Por algum tempo chegou a reinar em Jerusalém, mas Herodes, filho de Antípater, regressou de Roma e tornou-se rei dos judeus com apoio de Roma. Seu casamento com Mariamne, neta de Hircano, ofereceu um elo com os governantes Macabeus.

 

Herodes foi um dos mais cruéis governantes de todos os tempos. Assassinou o venerável Hircano, 31 anos a.C.,  e mandou matar sua própria esposa Mariane e seus dois filhos. No seu leito de morte, ordenou a execução de Antípater, seu filho com outra esposa. Nas Escrituras, Herodes é conhecido como o rei que ordenou a morte dos meninos em Belém por temer o Rival, que nascera para ser Rei dos Judeus.

 

Grupos Religiosos dos Judeus.

Quando, seguindo-se à conquista de Alexandre, o helenismo mudou a mentalidade do Oriente Médio, alguns judeus se apegaram ainda mais tenazmente do que antes à fé de seus pais, ao passo que outros se dispuseram a adaptar seu pensamento às novas ideias que emanavam da Grécia. Por fim, o choque entre o helenismo e o judaísmo deu origem a diversas seitas judaicas.

 

Os Fariseus.

Os fariseus eram os descendentes espirituais dos judeus piedosos que haviam lutado contra os helenistas no tempo dos Macabeus. O nome fariseu, “separatista”, foi provavelmente dado a eles por seus inimigos, para indicar que eram não conformistas. Pode, todavia, ter sido usado com escárnio porque sua severidade os separava de seus compatriotas judeus, tanto quanto de seus vizinhos pagãos. A lealdade à verdade às vezes produz orgulho e ate mesmo hipocrisia, e foram essas perversões do antigo ideal farisaico que Jesus denunciou. Paulo se considerava um membro deste grupo ortodoxo do judaísmo de sua época. Filipenses 3:5.

O nome é dado a um grupo de judeus devotos à Torá, surgidos no século II a.C.. Opositores dos saduceus criam uma Lei Oral, em conjunto com a Lei escrita, e foram os criadores da instituição da sinagoga. Com a destruição de Jerusalém em 70 d.C. e a queda do poder dos saduceus, cresceu sua influência dentro da comunidade judaica e se tornaram os precursores do judaísmo rabínico.

Sua oposição ferrenha ao Cristianismo rendeu-lhes através dos tempos uma figura de fanáticos e hipócritas que apenas manipulam as leis para seu interesse. Esse comportamento deu origem à ofensa “fariseu”, comumente dado às pessoas dentro e fora do Cristianismo, que são julgados como religiosos aparentes.

 

Os Saduceus.

O partido dos saduceus, provavelmente denominado assim por causa de Sadoc, ou Zadoque, o sumo sacerdote escolhido por Salomão, 1Reis 2; 35, negava autoridade à tradição e olhava com suspeita para qualquer revelação posterior à Lei de Moisés. Eles negavam a doutrina da ressurreição, e não criam na existência de anjos ou espíritos. Atos 23; 3. Eram, em sua maioria, gente de posses e posição, e cooperavam de bom grado com os helenistas da época. Ao tempo do Novo Testamento, controlavam o sacerdócio e o ritual do templo. A sinagoga, por outro lado, era a cidadela dos fariseus. Os Saduceus compreendem a designação da segunda escola filosófica dos judeus, ao lado dos fariseus.

Também para esta seita ou partido é difícil determinar a origem. Sabemos que existiram nos últimos dois séculos do Segundo Templo, em completa discórdia com os fariseus. Como citamos, o nome parece proceder de Sadoc, hierarca da família sacerdotal dos filhos de Sadoc, que segundo o programa ideal da constituição de Ezequiel devia ser a única família a exercer o sacerdócio na nova Judeia. De modo que, dizer saduceus era como dizer “pertencentes ao partido da estirpe sacerdotal dominante”. Diferiam dos fariseus por não aceitarem a tradição oral. Na realidade, parece que a controvérsia entre eles foi uma continuação dessa hostilidade que havia começado no templo dos macabeus, entre os helenizantes e os ortodoxos. Com efeito, os saduceus, pertencendo à classe dominadora, tendo a miúdo contato com ambientes helenizados, estavam inclinados a algumas modificações ou helenizações. O conflito entre estes dois partidos foi o desastre dos últimos anos da Jerusalém judia.

Suas doutrinas são quase desconhecidas, não havendo ficado nada de seus escritos. A Bíblia afirma que eles não criam na ressurreição, tendo até tentado enlaçar Jesus com perguntas ardilosas sobre esse conceito. Com muita probabilidade, ainda que rechaçando a tradição farisaica, possuíram uma doutrina relativa à interpretação e à aplicação da lei bíblica. O único que nos oferece alguns dados sobre suas doutrinas é Flávio Josefo que, por ser fariseu e por haver escrito para o público greco-romano, não é digno de muita confiança.

Parece provável que as divergências entre saduceus e fariseus foram mais que dogmáticas, foram jurídicas e rituais. Com a queda de Jerusalém, a seita dos saduceus extinguiu-se. Ficaram, porém suas marcas em todas as tendências anti-rabínicas dos primeiros séculos, d.C.,  e da época medieval.

 

Os Essênios

O essenismo foi uma reação ascética ao externalismo dos fariseus, e ao mundanismo dos saduceus. Os essênios se retiravam da sociedade e viviam em ascetismo e celibato. Davam atenção à leitura e estudo das Escrituras, à oração e às lavagens cerimoniais. Suas posses eram comuns e eram conhecidos por sua laboriosidade e piedade. Tanto a guerra quanto a escravidão eram contrárias a seus princípios.

O mosteiro em Qumran, próximo às cavernas em que os Manuscrito do Mar Morto foram encontrados, é considerado por muitos estudiosos como um centro essênio de estudo no deserto da Judeia. Os rolos indicam que os membros da comunidade haviam abandonado as influências corruptas das cidades judaicas para prepararem, no deserto, “o caminho do Senhor”. Tinham fé no Messias que viria, e consideravam-se o verdadeiro Israel, para quem Ele viria.

Os Essênios constituíam um grupo ou seita judaica ascética que teve sua existência por volta dos anos 150 a.C.,  até os anos 70, d.C. Estavam relacionados com outros grupos político-religiosos, como os saduceus. O nome essênio provém do termo sírio “Asaya”, e do aramaico Essaya, todos com o significado de médico.

Durante o domínio da Dinastia Hasmonéa, os essênios foram perseguidos. Retiraram-se por isso para o deserto, vivendo em comunidade e em estrito cumprimento da lei mosaica, bem como da dos Profetas. Na Bíblia não há menção sobre eles. Sabemos a seu respeito por Flávio Josefo historiador oficial judeu, e por Fílon de Alexandria, filósofo judeu. Flávio Josefo relata a divisão dos judeus do Segundo Templo em três grupos principais: Saduceus, Fariseus e Essênios. Os Essênios eram um grupo de separatistas, a partir do qual alguns membros formaram uma comunidade monástica ascética que se isolou no deserto. Acredita-se que a crise que desencadeou esse isolamento do judaísmo ocorreu quando os príncipes Macabeus no poder, Jonathan e Simão, usurparam o ofício do Sumo Sacerdote, consternando os judeus conservadores. Alguns não podiam tolerar a situação e denunciaram os novos governantes. Josefo se refere, na ocasião, a existência de cerca de 4 mil membros do grupo, espalhados por aldeias e povoações rurais.

Adotaram uma série de condutas morais que os diferenciavam dos demais judeus:

- A comida era sujeita a rígidas regras de purificação;

- Aboliam a propriedade privada;

- Contrários ao casamento;

- Eram vegetarianos;

- Tomavam banho antes das refeições;

- Vestiam-se sempre de branco.

Não tinham amos nem escravos. A hierarquia estabelecia-se de acordo com graus de pureza espiritual dos irmãos, os sacerdotes que ocupassem o topo da ordem.

Dentre as comunidades, tornou-se conhecida a de Qumran, pelos manuscritos em pergaminhos que levam seu nome, também chamados Pergaminhos do Mar Morto ou Manuscritos do Mar Morto. Segundo Christian Ginsburg (historiador orientalista), os essênios foram os precursores do Cristianismo, pois a maior parte dos ensinamentos de Jesus, o idealismo ético, a pureza espiritual, remetem ao ideal essênio de vida espiritual. A prática de banhar-se com frequência, segundo alguns historiadores, estaria na origem do ritual cristão do Batismo, que era ministrado por São João Batista, às margens do Rio Jordão, próximo a Qumram.

 

Os Escribas.

Os escribas não eram, estritamente falando, uma seita, mas sim, membros de uma profissão. Era, em primeiro lugar, copista da Lei. Vieram a serem consideradas autoridades quanto às Escrituras, e por isso exerciam uma função de ensino. Sua linha de pensamento era semelhante à dos fariseus, com os quais aparecem frequentemente associados no Novo Testamento.

O escriba ou escrivão era a pessoa na Antiguidade que dominava a escrita e a usava para, a mando do regente, redigir as normas do povo daquela região ou de uma determinada religião.

Nos livros sagrados para os cristãos e judeus, o termo escriba refere-se aos chamados doutores e mestres, Mateus 22; 35, e Lucas 5; 17, ou seja, homens especializados no estudo e na explicação da lei ou Torá. Embora o termo apareça pela primeira vez no livro de Esdras, sabe-se que tinham grande influência e eram muito considerados pelo povo, tendo existido escribas partidários de diferentes correntes, tais como os fariseus, a maioria, saduceus e essênios.

A classe começa a atuar ainda nos tempos do Antigo testamento, em que a figura do profeta perde o seu valor. Já no Novo testamento, é possível verificar que a maioria dos escribas se opõe aos ensinamentos de Jesus, Marcos 14; 1, e Lucas 22; 1, que os critica duramente por causa do seu proceder legalista e hipócrita, Mateus 23; 1, a 36. Lucas 11; 45 a 52, e 10; 46, 47, comparando-o ao dos fariseus, a corrente de escribas que representava a maioria.

Após o desaparecimento do templo de Jerusalém no ano 70, seguido do desaparecimento da figura do sacerdócio judaico, sua influência passaria a ser ainda maior.

Alguns escribas ficariam famosos, tais como Hillel e Sammai, pouco antes de Jesus Cristo, tendo sido ambos líderes de tendências opostas na interpretação da lei, liberal o primeiro e rigoroso o segundo.

Gamaliel, discípulo de Hillel, foi mestre de Paulo,  Atos 22; 3, tendo existido também outros escribas simpatizantes com os cristãos, Atos  5; 34.

 

Os Herodianos.

Os herodianos criam que os melhores interesses do judaísmo estavam na cooperação com os romanos. Seu nome foi tirado de Herodes, o Grande, que procurou romanizar a Palestina em sua época. Os herodianos eram mais um partido político que uma seita religiosa.

A opressão política romana, simbolizada por Herodes, e as reações religiosas expressas nas reações sectárias dentro do judaísmo pré-cristão forneceram o referencial histórico no qual Jesus veio ao mundo. Frustrações e conflitos prepararam Israel para o advento do Messias de Deus, que veio na “plenitude do tempo”,  Gálatas 4. 4.

 

 

Irmão messias