quinta-feira, 11 de novembro de 2021

 TEÓFILO – O Teo Filos, para Lucas no seu Evangelho.

 

Teófilo na Bíblia. É o homem a quem Lucas dedicou o seu Evangelho e o livro de Atos dos Apóstolos. Não se sabe ao certo sua origem nem sua profissão, já que ele só aparece nas dedicatórias, entretanto, há algumas vertentes explicando uma atuação deste homem no universo bíblico.


Teófilo era um nome comum no Novo Testamento, tanto entre gregos como até mesmo entre judeus.

Por que Teófilo não era um cristão?

Outros alegam que quando Lucas escreveu seu Evangelho, Teófilo ainda não era um cristão, pois antes do século 3 d.C., o título “excelentíssimo” nunca é aplicado para designar cristãos.

 

Qual o nome do Teófilo?

O nome Teófilo vem do grego que quer dizer, “Teo = Deus”, "filos = amigo", seria na tradução “o amigo de Deus”. Paulo como ele mesmo afirma, queria que Teófilo conferi-se a veracidade dos fatos, pudesse conhecer de perto Jesus Cristo e sua doutrina.

 

Qual a familiaridade de Teófilo com a palavra de Deus?

Pode-se comprovar a familiaridade de Teófilo com a Palavra de Deus pelo seu uso freqüente e referências que faz tanto a textos da Bíblia em hebraico como em grego. Ele foi um dos primeiros comentadores dos Evangelhos. As muitas referências que Teófilo fez às Escrituras dão-nos uma boa idéia do pensamento que prevalecia no seu tempo.

 

Téofilo é o nome ou título honorífico da pessoa mencionada no Evangelho de Lucas e nos     Atos dos Apóstolos . Considera-se que ambos os livros foram escritos pelo mesmo autor num estilo refinado do grego koiné e o

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Onde está Deus

 

Todos nós devemos saber que a presença de Deus está em todos os lugares! Se dentre alguém de vós, nalgum dia se fez tal pergunta: "Onde está Deus?", não venha querer dizer que, não saiba que Ele está dentro de sí mesmo, basta se dar conta desta realidade!

Conjuro-te diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade. 1 Timóteo 5; 21

2 Timóteo 4

Almeida Revista e Corrigida

Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino,  que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.  Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;  e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.  Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.

Paulo prevê a sua morte. Diz a Timóteo que venha ter com ele. Escreve-lhe acerca de diversas pessoas e manda saudações finais

Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo.  Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.  Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.

Procura vir ter comigo depressa.  Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalônica; Crescente, para a Galácia, Tito, para a Dalmácia.  Só Lucas está comigo. Toma Marcos e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério.  Também enviei Tíquico a Éfeso.  Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos.  Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe pague segundo as suas obras.  Tu, guarda-te também dele, porque resistiu muito às nossas palavras.  Ninguém me assistiu na minha primeira defesa; antes, todos me desampararam. Que isto lhes não seja imputado.  Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me, para que, por mim, fosse cumprida a pregação e todos os gentios a ouvissem; e fiquei livre da boca do leão.  E o Senhor me livrará de toda má obra e guardar-me-á para o seu Reino celestial; a quem seja glória para todo o sempre. Amém!

Saúda a Prisca, e a Áquila, e à casa de Onesíforo.  Erasto ficou em Corinto, e deixei Trófimo doente em Mileto.  Procura vir antes do inverno. Êubulo, e Pudente, e Lino, e Cláudia, e todos os irmãos te saúdam.

O Senhor Jesus Cristo seja com o teu espírito. A graça seja convosco. Amém!

 2 Timóteo 4

Conjuro-te diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade. 1 Timóteo 5; 21

Por isso, insisto solenemente, diante de Deus e Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, quando vier outra vez para estabelecer o seu reino aqui na Terra:  que anuncies a palavra de Deus; que insistas nessa pregação, não só nas ocasiões consagradas, mas também fora delas; que corrijas e repreendas, que encorajes com toda a paciência os que são fracos, dando-lhes o ensino de que necessitam.

Porque há de vir uma época em que as pessoas não hão de querer mais ouvir a sã doutrina e procurarão rodear-se de mestres que lhes ensinarão apenas aquilo que vai de encontro aos seus desejos e que seja agradável aos seus ouvidos.  Recusando-se a ouvir a verdade, voltarão a seguir tradições supersticiosas.

Tu, porém, mantém-te capaz de controlar, em todas as circunstâncias, o teu próprio carácter, pronto a suportar as aflições, fazendo o trabalho de um evangelista. E assim cumprirás o cargo para o qual foste responsabilizado.

Porque, naquilo que me diz respeito, a minha vida já tem sido entregue como uma oferta a Deus. Já está próximo o tempo da minha morte.  Combati o bom combate, acabei a carreira da minha vida, guardei a fé. Está já preparada por Deus a coroa da justiça que o Senhor, o justo juiz, me dará naquele dia que há de vir. E não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.

As palavras finais de Paulo

Procura vir ter comigo o mais depressa possível.  Porque Demas abandonou-me, pois o amor pelas coisas deste mundo foi mais forte e partiu para Tessalónica. Crescente foi para a Galácia e Tito para a Dalmácia.  Só Lucas está comigo. Traz também Marcos contigo, pois ser-me-á muito útil no serviço de Deus.  Quanto a Tíquico, mandei-o a Éfeso.  Quando vieres traz a capa que deixei em Tróade, em casa de Carpo, assim como os livros, mas especialmente os pergaminhos.

Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males. O Senhor o castigará, segundo o que merece.  E tu também tem cuidado com ele, pois foi alguém que sempre se opôs decididamente às nossas palavras.

Na minha primeira defesa em tribunal, ninguém me apoiou, antes todos me desampararam. Que Deus não os castigue por isso.  Mas o Senhor assistiu-me e deu-me forças para poder anunciar integralmente a mensagem de Deus, de forma que toda aquela assistência de gentios pôde ouvir o evangelho. E assim o Senhor me livrou da boca do leão.  Sim, ele me livrará de todo o mal e me guardará para o seu reino celestial. Toda a glória lhe seja dada, para sempre, é o nosso desejo profundo!

Saudações finais

Saúda Priscila e Áquila, assim como a família de Onesíforo.  Erasto ficou em Corinto. Deixei Trófimo doente em Mileto.  Procura vir antes do inverno. Éubulo, Pudens, Lino, Cláudia e todos os irmãos crentes te enviam saudações.

Que o Senhor Jesus Cristo viva no teu espírito. Que a graça de Deus enriqueça as vossas vidas! – Amém!

Irmão messias 

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

SALMO 136

Louvai ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.

Louvai ao Deus dos deuses; porque a sua benignidade dura para sempre.
Louvai ao Senhor dos senhores; porque a sua benignidade dura para sempre.
Aquele que só faz maravilhas; porque a sua benignidade dura para sempre.
Aquele que por entendimento fez os céus; porque a sua benignidade dura para sempre.
Aquele que estendeu a terra sobre as águas; porque a sua benignidade dura para sempre.
Aquele que fez os grandes luminares; porque a sua benignidade dura para sempre;
O sol para governar de dia; porque a sua benignidade dura para sempre;
A lua e as estrelas para presidirem à noite; porque a sua benignidade dura para sempre;
O que feriu o Egito nos seus primogênitos; porque a sua benignidade dura para sempre;
E tirou a Israel do meio deles; porque a sua benignidade dura para sempre;
Com mão forte, e com braço estendido; porque a sua benignidade dura para sempre;
Aquele que dividiu o Mar Vermelho em duas partes; porque a sua benignidade dura para sempre;
E fez passar Israel pelo meio dele; porque a sua benignidade dura para sempre;
Mas derrubou a Faraó com o seu exército no Mar Vermelho; porque a sua benignidade dura para sempre.
Aquele que guiou o seu povo pelo deserto; porque a sua benignidade dura para sempre;
Aquele que feriu os grandes reis; porque a sua benignidade dura para sempre;
E matou reis famosos; porque a sua benignidade dura para sempre;
Siom, rei dos amorreus; porque a sua benignidade dura para sempre;
E Ogue, rei de Basã; porque a sua benignidade dura para sempre;
E deu a terra deles em herança; porque a sua benignidade dura para sempre;
E mesmo em herança a Israel, seu servo; porque a sua benignidade dura para sempre;
Que se lembrou da nossa baixeza; porque a sua benignidade dura para sempre;
E nos remiu dos nossos inimigos; porque a sua benignidade dura para sempre;
O que dá mantimento a toda a carne; porque a sua benignidade dura para sempre.
Louvai ao Deus dos céus; porque a sua benignidade dura para sempre.

Salmos 136:1-26

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

 Salmos 26

1 Julga-me, SENHOR, pois tenho andado em minha sinceridade; tenho confiado também no SENHOR; não vacilarei.

2 Examina-me, Senhor, e prova-me; esquadrinha os meus rins e o meu coração.

3 Porque a tua benignidade está diante dos meus olhos; e tenho andado na tua verdade.

4 Não me tenho assentado com homens vãos, nem converso com os homens dissimulados.

5 Tenho odiado a congregação de malfeitores; nem me ajunto com os ímpios.

6 Lavo as minhas mãos na inocência; e assim andarei, Senhor, ao redor do teu altar.

7 Para publicar com voz de louvor, e contar todas as tuas maravilhas.

8 Senhor, eu tenho amado a habitação da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória.

9 Não apanhes a minha alma com os pecadores, nem a minha vida com os homens sanguinolentos,

10 Em cujas mãos há malefício, e cuja mão direita está cheia de subornos.

11 Mas eu ando na minha sinceridade; livra-me e tem piedade de mim.

12 O meu pé está posto em caminho plano; nas congregações louvarei ao Senhor.Junto aos rios da Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião.

Salmo 137; 1 a 9.
Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.

Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião.
Como cantaremos a canção do Senhor em terra estranha?
Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha direita da sua destreza.
Se me não lembrar de ti, apegue-se-me a língua ao meu paladar; se não preferir Jerusalém à minha maior alegria.
Lembra-te, Senhor, dos filhos de Edom no dia de Jerusalém, que diziam: Descobri-a, descobri-a até aos seus alicerces.
Ah! filha de babilônia, que vais ser assolada; feliz aquele que te retribuir o pago que tu nos pagaste a nós.
Feliz aquele que pegar em teus filhos e der com eles nas pedras.


terça-feira, 2 de novembro de 2021

 

PERGUNTAS DE HOMEM, RESPOSTAS DE DEUS

Segundo o Espírito Santo de Deus, falando pela boca de Davi, diz: Só Uns Três ou Quatro, dessa espécie de cidadãos dos céus, habitarão os TABERNÁCULOS do SENHOR; e possivelmente, cidadãos dessa mesma hierarquia hão de morar no teu Santo Monte.

 “SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte?
Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração. Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo,  Aquele que não dá o seu dinheiro com usura, nem recebe peitas contra o inocente. Quem faz isto nunca será abalado”.
Amados de Deus por Jesus Cristo:

“Vòs também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdòcio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.
Por isso também na Escritura se contém:Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa;e quem nela crer não será confundido.
E assim para vòs, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes,a pedra que os edificadores reprovaram,essa foi a principal da esquina,
E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo,para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados.
Mas vòs sois a geração eleita, o sacerdòcio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes -         aquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;”  1 Pedro 2; 5 a 9.

O profeta que mais falou sobre a vinda do Senhor Jesus

 

Isaías.  Defensor da fé verdadeira, foi um dos maiores críticos à religiosidade.

Isaías, Isaías viveu entre os anos 765 e 681 (antes de Cristo) a.C., aproximadamente, o período que compreendeu os reinados de Uzías, Jotão, Acaz e Ezequias, época em que a Samaria foi destruída pela Assíria, e na qual Jerusalém resistiu ao cerco dos soldados de Senaqueribe, 701 a.C..

Seu nome significa “Deus ajuda”. Recebeu o chamado para ser profeta por meio de uma visão do trono de Deus, cercado por anjos, um dos quais voou até ele com brasas vivas do altar para purificar seus lábios do pecado, após, ouviu a ordem do Senhor para levar seus preceitos ao povo.

Numa de suas profecias, falou do juízo de Deus em relação aos pecadores de IsraelJudá e cercanias na época de Ezequias. Em seguida (a partir do capítulo 40), no livro que leva seu nome na Bíblia, mostra o outro lado do amor que Deus oferece aos Seus filhos: perdão e esperança.

Isaías é o profeta que mais fala da vinda do Senhor Jesus. Deixa bem claro, no capítulo 53, que o Messias sofreria e se sacrificaria pela humanidade, por seus pecados.

Era um dos maiores combatentes da hipocrisia entre o povo que frequentava o Templo de Jerusalém. Numa crítica feroz à religião vazia baseada em ritos, sem compromisso real com Deus e Sua obra, defendia que era de suma importância não só ouvir a Palavra, mas também obedecê-La, coloca-La em prática.  Chegou a comparar Jerusalém a Sodoma e Gomorra, dada a intensidade da iniquidade da época.  Isaías 1; 10, a 13;  Isaías 1; 16, 17.  Já naquela época, criticava as atitudes dos que enriqueciam às custas do duro trabalho alheio, pela desonestidade e praticavam os falsos ensinamentos.  Isaías 5; 8 a 24.

O profeta Isaías era um dos maiores defensores de que a fé em Deus fosse colocada em prática, fosse um estilo de vida real, ao invés de somente uma máscara que rendesse status.

 Um pouco de História da Igreja

 

A Expressão “400 Anos de Silêncio”, frequentemente empregada para descrever o período entre os últimos eventos do Antigo, e o começo dos acontecimentos do Novo Testamento, não é correta, nem apropriada. Embora nenhum profeta inspirado se tivesse levantado ou se erguido em Israel durante aquele período, e o Antigo Testamento, já estivesse completo aos olhos dos judeus, certos acontecimentos ocorreram que deram ao judaísmo posterior sua ideologia própria e, providencialmente, prepararam o caminho para a vinda de Cristo e a proclamação do Seu evangelho.

Ao lermos o último livro do Antigo Testamento, Malaquias, e iniciarmos a leitura do primeiro livro do Novo Testamento, Mateus, não imaginamos que entre esses dois livros há um período muito importante a ser estudado, porém, pouco conhecido e ensinado à igreja.

Um período de 400 anos marcado pelo silêncio da era profética e por essa razão apelidada “O Período Negro”.

Esse mesmo período merece total atenção, pois, se quisermos compreender melhor o Novo Testamento, e as mudanças que ocorreram no mundo, entre 397  anos a.C., e o ano 6 d,C., teremos que nos voltar a ele e observar os fatos e acontecimentos ali presentes, além de suas contribuições para o desenvolvimento do cristianismo.

Chamamos esse período de “Período Inter bíblico ou Intertestamentário.”

 

Definição.

A palavra inter-testamentária significa “entre testamentos”. O Período Inter testamentário ou Inter bíblico, para uma melhor compreensão, trata-se do período que se estendeu por 400 anos entre o livro de Malaquias e o evangelho de Mateus.

Durante esse período a promessa do Messias já havia sido profetizada, porém não concretizada. Agora todos experimentam o silêncio de Deus, não há ninguém inspirado pelo Senhor que fala em seu nome.

Ao observarmos o mundo nesse período, podemos notar transformações significativas quanto às civilizações que se levantavam para exercer seu domínio, sem falar ainda na vida do povo de Deus (os judeus), que aguardavam o advento do Messias com o propósito de restaurar a Israel, que viveram sob o domínio da Pérsia, Grécia e Roma.

 

Os apócrifos.                                  

A impressão que temos, quanto ao povo escolhido por Deus, é que depois de Malaquias nenhuma obra literária fora produzida até a época dos apóstolos. Essa impressão é equivocada. Concordamos que nenhuma obra inspirada por Deus fora produzida, somente obras de cunho humano visando suprir a escassez da revelação divina com o propósito de consolar o povo e manter a unidade entre eles diante da dispersão desde Nabucodonosor.
Foi no decorrer do Período Inter testamentário que a literatura apócrifa surgiu. Esses livros foram incluídos no cânon da Septuaginta e Vulgata Católica Romana e constituem o que hoje chamamos de Apócrifos, que significa “livros ocultos, escondidos” não reconhecidos pelos cristãos como sendo inspirados ou legítimos por Deus.
Temos ainda, em adição aos apócrifos, os escritos judaicos extra bíblicos escritos sob um suposto nome e conhecidos como “Pseudoepígrafos”. Eram obras escritas com os nomes de líderes do passado (Enoque, Baruque, Esdras, etc).

2-Lista dos apócrifos do Antigo Testamento

Podemos dividir os apócrifos em três grupos:

 

Históricos.

– Livro dos jubileus, Vida de Adão e Eva, Ascensão de Isaías, 3ºEsdras, 3ºMacabeus, O testamento de Moisés, Eldade e Medade, História de João Hircano.

 

Didáticos.

– Testamento dos doze patriarcas, Salmos de Salomão, Ode de Salomão, Oração de Manasses e 4ºMacabeus.

 

Apocalípticos.

– Livro de Enoque, Ascensão de Moisés, 4ºEsdras, Apocalipse de Baruque, Apocalipse de Elias, Apocalipse de Ezequiel e Oráculos Sibilinos.

 

Desenvolvimento Político.

A Supremacia Persa.

Por cerca de um século depois da época de Neemias, o império Persa exerceu controle sobre a Judeia. O período foi relativamente tranquilo, pois os persas permitiam aos judeus o livre exercício de suas instituições religiosas. A Judeia era dirigida pelo sumo sacerdotes, que prestavam contas ao governo persa, fato que, ao mesmo tempo, permitiu aos judeus uma boa medida de autonomia e rebaixou o sacerdócio a uma função política. Inveja, intriga e até mesmo assassinato tiveram seu papel nas disputas pela honra de ocupar o sumo sacerdócio. Joanã, filho de Joiada (Ne 12:22), é conhecido por ter assassinado o próprio irmão, Josué, no recinto do templo.

A Pérsia e o Egito envolveram-se em constantes conflitos durante este período, e a Judeia, situada entre os dois impérios, não podia escapar ao envolvimento. Durante o reino de Artaxerxes III muitos judeus engajaram-se numa rebelião contra a Pérsia. Foram deportados para Babilônia e para as margens do mar Cáspio.

 

O período Grego, 333 – 323 a.C.,

Robert H. Gundry, afirma em seu livro Panorama do Novo Testamento: “A história do Antigo Testamento se encerrou com o cativeiro que a Assíria impôs ao reino do norte, Israel, com o subsequente cativeiro babilônico do reino do sul, Judá, e com o regresso, à Palestina, de parte dos exilados, quando da hegemonia persa, nos séculos VI e V d.C. Os quatro séculos entre o final da história do Antigo Testamento, e os primórdios da historia do Novo Testamento, compreendem o período inter-testamentário, ocasionalmente chamados “os quatrocentos anos de silêncio”, devido ao hiato, nos registros bíblicos, e ao silenciamento da voz profética.

 

Alexandre, o Grande.

Em seguida à derrota dos exércitos persas na Ásia Menor 333 a.C., Alexandre marchou para a Síria e Palestina. Depois de ferrenha resistência, Tiro foi conquistada e Alexandre deslocou-se pra o sul, em direção ao Egito. Diz a história, proeminentemente lendária, que, quando Alexandre se aproximava de Jerusalém, o sumo sacerdote Jadua foi ao seu encontro e lhe mostrou as profecias de Daniel, segundo as quais o exército grego seria vitorioso Daniel 8. Essa narrativa não é levada a sério pelos historiadores, mas é fato que Alexandre tratou singularmente bem aos judeus. Ele lhes permitiu observarem suas leis, isentou-os de impostos durante os anos sabáticos e, quando construiu Alexandria no Egito, 33 d.C., estimulou os judeus a se estabelecerem ali e deu-lhes privilégios comparáveis aos seus súditos gregos.

 

A Judeia sob os Ptolomeus.

Depois da morte de Alexandre, 323  a.C., a Judeia, ficou sujeita, por algum tempo a Antígono, um dos generais de Alexandre que controlava parte da Ásia Menor. Subsequentemente, caiu sob o controle de outro general, Ptolomeu I, que havia então dominado o Egito, cognominado Soter, o Libertador, o qual capturou Jerusalém num dia de sábado em 320  a.C. Ptolomeu foi bondoso para com os judeus. Muitos deles se radicaram em Alexandria, que continuou a ser um importante centro da cultura e pensamento judaicos por vários séculos. No governo de Ptolomeu II, Filadelfo os judeus de Alexandria começaram a traduzir a sua Lei, i.e., o Pentateuco, para o grego. Esta tradução seria posteriormente conhecida como a Septuaginta, a partir da lenda de que seus setenta, mais exatamente 72 – seis de cada tribo, tradutores foram sobre-naturalmente inspirados para produzir uma tradução infalível. Nos subsequentes todo o Antigo Testamento foi incluído na Septuaginta.

 

A Judeia sob os Selêucidas.

Depois de aproximadamente um século de vida dos judeus sob o domínio dos Ptolomeus, Antíoco III, o Grande da Síria conquistou a Síria e a Palestina aos Ptomeus do Egito 198 a.C.. Os governantes sírios eram chamados selêucidas porque seu reino, construído sobre os escombros do império de Alexandre, fora fundado por Seleuco I, Nicator.

Durante os primeiros anos de domínio sírio, os selêucidas permitiram que o sumo sacerdote continuasse a governar os judeus de acordo com suas leis. Todavia, surgiram conflitos entre o partido helenista e os judeus ortodoxos. Antíoco IV Epifânio, aliou-se ao partido helenista e indicou para o sacerdócio um homem que mudara seu nome de Josué para Jasom e que estimulava o culto a Hércules de Tiro. Jasom, todavia, foi substituído depois de dois anos por um rebelde chamado Menaém, cujo nome grego era Menelau. Quando partidários de Jasom entraram em luta com os de Menelau, Antíoco marchou contra Jerusalém, saqueou o templo e matou muitos judeus,  170 a.C.. As liberdades civis e religiosas foram suspensas, os sacrifícios diários forma proibidos e um altar a Júpiter foi erigido sobre o altar do holocausto. Cópias das Escrituras foram queimadas e os judeus foram forçados a comer carne de porco, o que era proibido pela Lei. Uma porca foi oferecida sobre ao altar do holocausto para ofender ainda mais a consciência religiosa dos judeus.

 

Os Macabeus.

Não demorou muito para que os judeus oprimidos encontrassem um líder para sua causa. Quando os emissários de Antíoco chegaram à vila de Modina, cerca de 24 quilômetros a oeste de Jerusalém, esperavam que o velho sacerdote, Matatias, desse bom exemplo perante o seu povo, oferecendo um sacrifício pagão. Ele, porém, além de recusar-se a fazê-lo, matou um judeu apóstata junto ao altar e o oficial sírio que presidia a cerimônia. Matatias fugiu para a região montanhosa da Judeia e, com a ajuda de seus filhos, empreendeu uma luta de guerrilhas contra os sírios. Embora o velho sacerdote não tenha vivido para ver seu povo liberto do jugo sírio, deixou a seus filhos o término da tarefa. Judas, cognominado “o Macabeu”, assumiu a liderança depois da morte do pai. Por volta de 164 a.C. Judas havia reconquistado Jerusalém, purificado o templo e reinstituído os sacrifícios diários. Pouco depois das vitórias de Judas, Antíoco morreu na Pérsia. Entretanto, as lutas entre os Macabeus e os reis selêucidas continuaram por quase vinte anos.

Aristóbulo I, foi o primeiro dos governantes Macabeus a assumir o título de “Rei dos Judeus”. Depois de um breve reinado, foi substituído pelo tirânico Alexandre Janeu, que, por sua vez, deixou o reino para sua mãe, Alexandra. O reinado de Alexandra foi relativamente pacífico. Com a sua morte, um filho mais novo, Aristóbulo II, desapossou seu irmão mais velho. A essa altura, Antípater, governador da Iduméia, assumiu o partido de Hircano, e surgiu a ameaça de guerra civil. Consequentemente, Roma entrou em cena e Pompeu marchou sobre a Judeia com as suas legiões, buscando um acerto entre as partes e o melhor interesse de Roma. Aristóbulo II tentou defender Jerusalém do ataque de Pompeu, mas os romanos tomaram a cidade e penetraram até o Santo dos Santos. Pompeu, todavia, não tocou nos tesouros do templo.

 

Roma.

Marco Antônio apoiou a causa de Hircano. Depois do assassinato de Júlio Cesar e da morte de Antípater, pai de Herodes, que por vinte anos fora o verdadeiro governante da Judeia, Antígono, o segundo filho de Aristóbulo, tentou apossar-se do trono. Por algum tempo chegou a reinar em Jerusalém, mas Herodes, filho de Antípater, regressou de Roma e tornou-se rei dos judeus com apoio de Roma. Seu casamento com Mariamne, neta de Hircano, ofereceu um elo com os governantes Macabeus.

 

Herodes foi um dos mais cruéis governantes de todos os tempos. Assassinou o venerável Hircano, 31 anos a.C.,  e mandou matar sua própria esposa Mariane e seus dois filhos. No seu leito de morte, ordenou a execução de Antípater, seu filho com outra esposa. Nas Escrituras, Herodes é conhecido como o rei que ordenou a morte dos meninos em Belém por temer o Rival, que nascera para ser Rei dos Judeus.

 

Grupos Religiosos dos Judeus.

Quando, seguindo-se à conquista de Alexandre, o helenismo mudou a mentalidade do Oriente Médio, alguns judeus se apegaram ainda mais tenazmente do que antes à fé de seus pais, ao passo que outros se dispuseram a adaptar seu pensamento às novas ideias que emanavam da Grécia. Por fim, o choque entre o helenismo e o judaísmo deu origem a diversas seitas judaicas.

 

Os Fariseus.

Os fariseus eram os descendentes espirituais dos judeus piedosos que haviam lutado contra os helenistas no tempo dos Macabeus. O nome fariseu, “separatista”, foi provavelmente dado a eles por seus inimigos, para indicar que eram não conformistas. Pode, todavia, ter sido usado com escárnio porque sua severidade os separava de seus compatriotas judeus, tanto quanto de seus vizinhos pagãos. A lealdade à verdade às vezes produz orgulho e ate mesmo hipocrisia, e foram essas perversões do antigo ideal farisaico que Jesus denunciou. Paulo se considerava um membro deste grupo ortodoxo do judaísmo de sua época. Filipenses 3:5.

O nome é dado a um grupo de judeus devotos à Torá, surgidos no século II a.C.. Opositores dos saduceus criam uma Lei Oral, em conjunto com a Lei escrita, e foram os criadores da instituição da sinagoga. Com a destruição de Jerusalém em 70 d.C. e a queda do poder dos saduceus, cresceu sua influência dentro da comunidade judaica e se tornaram os precursores do judaísmo rabínico.

Sua oposição ferrenha ao Cristianismo rendeu-lhes através dos tempos uma figura de fanáticos e hipócritas que apenas manipulam as leis para seu interesse. Esse comportamento deu origem à ofensa “fariseu”, comumente dado às pessoas dentro e fora do Cristianismo, que são julgados como religiosos aparentes.

 

Os Saduceus.

O partido dos saduceus, provavelmente denominado assim por causa de Sadoc, ou Zadoque, o sumo sacerdote escolhido por Salomão, 1Reis 2; 35, negava autoridade à tradição e olhava com suspeita para qualquer revelação posterior à Lei de Moisés. Eles negavam a doutrina da ressurreição, e não criam na existência de anjos ou espíritos. Atos 23; 3. Eram, em sua maioria, gente de posses e posição, e cooperavam de bom grado com os helenistas da época. Ao tempo do Novo Testamento, controlavam o sacerdócio e o ritual do templo. A sinagoga, por outro lado, era a cidadela dos fariseus. Os Saduceus compreendem a designação da segunda escola filosófica dos judeus, ao lado dos fariseus.

Também para esta seita ou partido é difícil determinar a origem. Sabemos que existiram nos últimos dois séculos do Segundo Templo, em completa discórdia com os fariseus. Como citamos, o nome parece proceder de Sadoc, hierarca da família sacerdotal dos filhos de Sadoc, que segundo o programa ideal da constituição de Ezequiel devia ser a única família a exercer o sacerdócio na nova Judeia. De modo que, dizer saduceus era como dizer “pertencentes ao partido da estirpe sacerdotal dominante”. Diferiam dos fariseus por não aceitarem a tradição oral. Na realidade, parece que a controvérsia entre eles foi uma continuação dessa hostilidade que havia começado no templo dos macabeus, entre os helenizantes e os ortodoxos. Com efeito, os saduceus, pertencendo à classe dominadora, tendo a miúdo contato com ambientes helenizados, estavam inclinados a algumas modificações ou helenizações. O conflito entre estes dois partidos foi o desastre dos últimos anos da Jerusalém judia.

Suas doutrinas são quase desconhecidas, não havendo ficado nada de seus escritos. A Bíblia afirma que eles não criam na ressurreição, tendo até tentado enlaçar Jesus com perguntas ardilosas sobre esse conceito. Com muita probabilidade, ainda que rechaçando a tradição farisaica, possuíram uma doutrina relativa à interpretação e à aplicação da lei bíblica. O único que nos oferece alguns dados sobre suas doutrinas é Flávio Josefo que, por ser fariseu e por haver escrito para o público greco-romano, não é digno de muita confiança.

Parece provável que as divergências entre saduceus e fariseus foram mais que dogmáticas, foram jurídicas e rituais. Com a queda de Jerusalém, a seita dos saduceus extinguiu-se. Ficaram, porém suas marcas em todas as tendências anti-rabínicas dos primeiros séculos, d.C.,  e da época medieval.

 

Os Essênios

O essenismo foi uma reação ascética ao externalismo dos fariseus, e ao mundanismo dos saduceus. Os essênios se retiravam da sociedade e viviam em ascetismo e celibato. Davam atenção à leitura e estudo das Escrituras, à oração e às lavagens cerimoniais. Suas posses eram comuns e eram conhecidos por sua laboriosidade e piedade. Tanto a guerra quanto a escravidão eram contrárias a seus princípios.

O mosteiro em Qumran, próximo às cavernas em que os Manuscrito do Mar Morto foram encontrados, é considerado por muitos estudiosos como um centro essênio de estudo no deserto da Judeia. Os rolos indicam que os membros da comunidade haviam abandonado as influências corruptas das cidades judaicas para prepararem, no deserto, “o caminho do Senhor”. Tinham fé no Messias que viria, e consideravam-se o verdadeiro Israel, para quem Ele viria.

Os Essênios constituíam um grupo ou seita judaica ascética que teve sua existência por volta dos anos 150 a.C.,  até os anos 70, d.C. Estavam relacionados com outros grupos político-religiosos, como os saduceus. O nome essênio provém do termo sírio “Asaya”, e do aramaico Essaya, todos com o significado de médico.

Durante o domínio da Dinastia Hasmonéa, os essênios foram perseguidos. Retiraram-se por isso para o deserto, vivendo em comunidade e em estrito cumprimento da lei mosaica, bem como da dos Profetas. Na Bíblia não há menção sobre eles. Sabemos a seu respeito por Flávio Josefo historiador oficial judeu, e por Fílon de Alexandria, filósofo judeu. Flávio Josefo relata a divisão dos judeus do Segundo Templo em três grupos principais: Saduceus, Fariseus e Essênios. Os Essênios eram um grupo de separatistas, a partir do qual alguns membros formaram uma comunidade monástica ascética que se isolou no deserto. Acredita-se que a crise que desencadeou esse isolamento do judaísmo ocorreu quando os príncipes Macabeus no poder, Jonathan e Simão, usurparam o ofício do Sumo Sacerdote, consternando os judeus conservadores. Alguns não podiam tolerar a situação e denunciaram os novos governantes. Josefo se refere, na ocasião, a existência de cerca de 4 mil membros do grupo, espalhados por aldeias e povoações rurais.

Adotaram uma série de condutas morais que os diferenciavam dos demais judeus:

- A comida era sujeita a rígidas regras de purificação;

- Aboliam a propriedade privada;

- Contrários ao casamento;

- Eram vegetarianos;

- Tomavam banho antes das refeições;

- Vestiam-se sempre de branco.

Não tinham amos nem escravos. A hierarquia estabelecia-se de acordo com graus de pureza espiritual dos irmãos, os sacerdotes que ocupassem o topo da ordem.

Dentre as comunidades, tornou-se conhecida a de Qumran, pelos manuscritos em pergaminhos que levam seu nome, também chamados Pergaminhos do Mar Morto ou Manuscritos do Mar Morto. Segundo Christian Ginsburg (historiador orientalista), os essênios foram os precursores do Cristianismo, pois a maior parte dos ensinamentos de Jesus, o idealismo ético, a pureza espiritual, remetem ao ideal essênio de vida espiritual. A prática de banhar-se com frequência, segundo alguns historiadores, estaria na origem do ritual cristão do Batismo, que era ministrado por São João Batista, às margens do Rio Jordão, próximo a Qumram.

 

Os Escribas.

Os escribas não eram, estritamente falando, uma seita, mas sim, membros de uma profissão. Era, em primeiro lugar, copista da Lei. Vieram a serem consideradas autoridades quanto às Escrituras, e por isso exerciam uma função de ensino. Sua linha de pensamento era semelhante à dos fariseus, com os quais aparecem frequentemente associados no Novo Testamento.

O escriba ou escrivão era a pessoa na Antiguidade que dominava a escrita e a usava para, a mando do regente, redigir as normas do povo daquela região ou de uma determinada religião.

Nos livros sagrados para os cristãos e judeus, o termo escriba refere-se aos chamados doutores e mestres, Mateus 22; 35, e Lucas 5; 17, ou seja, homens especializados no estudo e na explicação da lei ou Torá. Embora o termo apareça pela primeira vez no livro de Esdras, sabe-se que tinham grande influência e eram muito considerados pelo povo, tendo existido escribas partidários de diferentes correntes, tais como os fariseus, a maioria, saduceus e essênios.

A classe começa a atuar ainda nos tempos do Antigo testamento, em que a figura do profeta perde o seu valor. Já no Novo testamento, é possível verificar que a maioria dos escribas se opõe aos ensinamentos de Jesus, Marcos 14; 1, e Lucas 22; 1, que os critica duramente por causa do seu proceder legalista e hipócrita, Mateus 23; 1, a 36. Lucas 11; 45 a 52, e 10; 46, 47, comparando-o ao dos fariseus, a corrente de escribas que representava a maioria.

Após o desaparecimento do templo de Jerusalém no ano 70, seguido do desaparecimento da figura do sacerdócio judaico, sua influência passaria a ser ainda maior.

Alguns escribas ficariam famosos, tais como Hillel e Sammai, pouco antes de Jesus Cristo, tendo sido ambos líderes de tendências opostas na interpretação da lei, liberal o primeiro e rigoroso o segundo.

Gamaliel, discípulo de Hillel, foi mestre de Paulo,  Atos 22; 3, tendo existido também outros escribas simpatizantes com os cristãos, Atos  5; 34.

 

Os Herodianos.

Os herodianos criam que os melhores interesses do judaísmo estavam na cooperação com os romanos. Seu nome foi tirado de Herodes, o Grande, que procurou romanizar a Palestina em sua época. Os herodianos eram mais um partido político que uma seita religiosa.

A opressão política romana, simbolizada por Herodes, e as reações religiosas expressas nas reações sectárias dentro do judaísmo pré-cristão forneceram o referencial histórico no qual Jesus veio ao mundo. Frustrações e conflitos prepararam Israel para o advento do Messias de Deus, que veio na “plenitude do tempo”,  Gálatas 4. 4.

 

 

Irmão messias